A procissão vai no adro

Dos longas-duração que têm passado pelo gira-discos do Fusco-Lusco há alguns que tendem a tornar-se F1`s, rodando ciclicamente no circuito automobilístico musical até que surja a bandeira aos quadradinhos da consagração.
Um desses exemplos é The Spell, o mais recente trabalho dos The Black Heart Procession. Desta vez a dupla Pall Jenkins and Tobias Nathaniel optou por recrutar mais três elementos - o baterista Joe Plummer (Modest Mouse), o baixista Jimmy LaValle e o violinista Matt Resovich (ambos dos Album Leaf) - e, para nossa felicidade, o resultado é uma peregrinação a lado mais negro da alma, com paragens obrigatórias nos templos da miséria e da depressão.
Uma escuridão que não deixa de oferecer momentos de rara beleza e intensidade, como uma estrela que desponta e rasga, de repente, o negro imenso dos céus. A procissão, ao quinto e mais belo testamento, ainda vai no adro.
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