The Strokes ou a ressaca espanhola

Os The Strokes actuaram pela primeira vez no reino da Lusitânia e, aquele que andava há meses a ser catalogado como o concerto do ano em tudo o que era jornal, rádio ou coluna social, acabou como um registo na fronteira do q.b.
Terem tocado um dia antes no grande festival de Benicassim parece ter feito mossa à rapaziada, sobretudo ao vocalista Casablancas que em alguns temas mastigou as palavras como se fossem pastilha elástica.
Os tiques rockers, esses, estão todos lá: os microfones atirados ao chão, as guitarras encostadas às colunas para feedbacks vertiginosos, as poses estilosas para a fotografia mas, quanto à energia contagiante descrita no seu curriculum ao vivo, não esteve lá. Aqueceu mas não incendiou, estão a ver o cenário?
Outro reparo a fazer foi a curta duração do espectáculo, que por pouco não chegava a uma hora - mas afinal isto era um concerto ou uma mudança de móveis paga a peso de ouro? Nem sequer tocaram On the Other Side, o melhor tema do mais recente álbum. Imperdoável. Que para a próxima venham com mais energia, nem que tenham de trocar as Super Bock por uns Red Bull.
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