
Ontem trocámos a sala de cinema pelo sofá e visionámos Sideways, filme do realizador Alexander Payne. Crises de meia-idade, separações mal resolvidas, sintomas de eterna adolescência, dúvidas existenciais num filme que vai perdendo força à medida que caminha para os momentos finais, abandonando algumas das personagens - principalmente o louro engatatão - sem que antes lhes extraia todo o sumo ou resolva os seus coflitos (ou, mais grave, sem que se perceba muito bem que conflitos são esses). Não se trata de um mau filme, de forma alguma, mas está também a milhas da obra-prima que muitos escrevinharam por aí. Algo à volta do «cinco-sete», não mais que isso.
Porém, ao ver Sideways não pudémos deixar de nos lembrar de Swingers, um filme fantástico que continua orfão de distribuição em Portugal. Nem sequer um DVD para amostra. É talvez uma das pérolas maiores no que trata de descrever o início/desenvolvimento da idade adulta, e do que move cada um de nós para a felicidade entre o desejo de vadiagem e a procura de um grande e permanente amor.
Da autoria de Doug Liman, que mais recentemente se tornou conhecido por realizar a série de televisão The O.C. (penso que em português a tradução e qualquer coisa como Na Terra dos Ricos), Swingers permanece como um filme culto à espera que alguém em Portugal abra os olhos e o edite. Valha a importação...
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