sexta-feira, 6 de outubro de 2006

Toda a música num laptop



O segundo dia dos EME foi marcado pelo poder bélico dos laptops. A primeira parte coube aos portugueses Húmus: entraram em palco, sentaram-se e, depois de quarenta minutos a olhar para o ecrã num silêncio partilhado, fecharam a tampa e lá foram à sua vidinha.

Depois, quem esteve nas imediações do Castelo entre as 23 e as 24 horas sentiu a terra tremer num abalo avassalador. Murcof, o mexicano que este ano nos ofereceu o inclassificável Remebranza - é certo que estará no top 10 de 2006 do Fusco-Lusco -, encheu a Igreja de Santiago de magia num cruzamento entre a dança , o classicismo old school e o exorcismo pelo lado mais negro da alma. Quase juramos ter ouvido os orgãos (invisíveis) da igreja celebrar o Dia do Julgamento num vislumbre claro do purgatório. Arrepiante.

Apenas um reparo à organização. Seria interessante que as câmaras pudessem mostrar imagens do que se vai fazendo nos laptops, nas gooves e afins, de modo a percebermos melhor a magia que se faz com a electrónica. Fica a sugestão.

Nota: Sábado, às 22:00, quem puder rume ao Castelo de Palmela. Vai lá estar Colleen, autora de pedaços de céu como The Golden Morning Breaks e Everyone Alive Wants Answers. O Fusco-Lusco não vai poder lá estar, ficamos à espera que nos contem como foi.

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