segunda-feira, 31 de Julho de 2006


Deus é indiano



O indiano Trilok Gurtu tem um currículo invejável. Pat Metheny, Robert Miles, Jan Garbarek ou Nitin Sawhney são apenas alguns dos nomes que quiseram colaborar com aquele que muitos apontam como o melhor percursionista do planeta. Nos dias de hoje, após ter corrido mundo e experimentado os sons que movem a Terra, Trilok regresou ao país de origem para estar perto das suas raízes.

Em Sines fez-se acompanhar dos The Misra Brothers, lendários cantores indianos - e também de Dilshad Khan (sarangi) e Rakesh Prasanna (sarod)- e a magia aconteceu. A alegria em palco foi comovente e teve poder de contágio, feita de vozes quentes, ritmos dançantes e de uma sinceridade e paixão que devia ser copiada por todas as bandas que se julgam a cereja no topo do bolo musical.

Depois de Mahwash & Ensemble Kaboul, que em 2003 deram um dos melhores concertos da história do FMM, Trilok & The Misra Brothers mostraram a todos a razão de a música ser uma arte universal, movida pelo coração. Absolutamente fantástico.


Filho de peixe...



No Castelo o festival encerrou com Seun Kuti e os Egypt 80. E, provando que filho do rei do afrobeat sabe gingar, Kuti esteve em palco de tocha na mão, incendiando uma plateia pronta a dançar ao som dos ritmos quentes africanos. Apesar dos problemas de som embarcámos numa viagem estonteante ao continente a sul dos Algarves, onde os temas políticos dominaram uma actuação que foi um pico gigante deste festival.


O bom, o mau e o vilão



Quem estivesse à espera de ver os Bad Plus trajados como na foto que ilustrava o guia do festival viu antes um trio elegante pisar o palco, bem ao estilo clássico de uma banda jazz.

Porém, o classicismo da banda remete exclusivamente ao vestuário, já que a música é mais irreverente que um John Stewart cercado pela inspiração. Os rapazes pegam em temas de outras bandas - como os Interpol - e tranformam-nos em pedaços musicais transloucados, onde a expressão cover deixa de fazer qualquer sentido. Com muita paixão e um virtuosismo de excelência, mostraram que o jazz está bem fresquinho e pronto a consumir.


A folk é loura



Da Finlândia aterraram os Varttina, que fizeram da sua actuação uma verdadeira festa. Imaginem os Hedningarna versão Festival da Canção meets Fashion Tv e terão uma possível imagem desta banda entusiasmante, que pega na folk e a pinta com cores da paleta pop. Foram quem mais comunicou com o público e acabaram por ter direito ao maior encore do festival. Merecido.


Bons ares do deserto



A tarde de sábado revelou-se uma boa surpresa, com Mariem Hassan a guiar-nos ao deserto do Sahara Ocidental. Blues arábicos, congas em fogo, danças sensuais e, acima de tudo, uma voz capaz de transformar a areia quente num refrescante oásis.

domingo, 30 de Julho de 2006


O 12º jogador



Aproveitando a onda do Mundial 2006 que só há pouco rebentou nas rochas da imaginação, pode dizer-se que a presença de Farida no FMM foi como a de Fernando Meira na selecção portuguesa ao lado de Ricardo Carvalho.

Porém, se Meira cumpriu com distinção a missão de substituir Jorge Andrade, já Farida não conseguiu o mesmo nesta repescagem forçada devido à não presença em Sines de Thomas Mapfumo - não é que o raio dos ingleses não lhe deram visto de entrada? Deve ter sido uma vingançazinha pelas penalidades defendidas pelo Ricardo...

A primeira música ainda passou, mas logo depois a monotonia tomou conta de um concerto que pareceu ter apenas um único tema. Fraquinho e pouco emotivo.


Erro de casting



Apontados como os recuperadores das velhas histórias sertanejas de reis, dragões, santos e larápios, os nordestinos Cordel do Fogo Encantado foram os responsáveis pela maior desilusão deste FMM.

Muito cenário e teatralismo, muita confusão sónica, numa música que tem muito de pseudo e pouco de inovador. Um verdadeiro erro de casting num concerto que não pertencia a este festival.


Sines às cores



À oitava edição o Festival Músicas do Mundo (FMM), apesar de ter ganho alguns tiques mais dados ao formato Festival de Verão, mantém a energia e o espírito livre que o criaram e fizeram dele um festival ímpar em Portugal.

Neblinas psicotrópicas, garrafões e garrafas de vinho - e outros preparados explosivos -, cães ladrando à solta, bebés a conduzir carros de baixa cilindrada (vulgo carrinhos de bebé), tudo isso e muito mais contribui para que Sines se tenha tornado, nestes dias, num palco cultural de todas as cores.

O aspecto mais negativo prende-se com comportamento de muitos dos festivaleiros que, durante as actuações no palco, se portaram como verdadeiros imbecis, gritando ao telemóvel, falando de carros, corte e costura, prestando atenção a tudo menos à música que floria num espaço cénico fantástico. Como disse Trilok Gurtu durante a sua actuação, referindo-se à presença em palco de dois dos maiores cantores indianos, todos os presentes deviam sentir-se privilegiados por poderem ali estar, naquele momento, a presenciar uma epifania. Porque, mais do que as drogas ou a alienação, o importante é a música e o partilhar, através ela, outros mundos que se escondem para lá deste nosso inóspito cantinho à beira-mar.

Durante o dia de hoje e amanhã o Fusco-Lusco destaca os mais e os menos deste oitavo FMM. Comecemos pelos menos.

sexta-feira, 28 de Julho de 2006


A caminho de Sines



E pronto, é altura de pegar nas malas e partir rumo ao Festival Músicas do Mundo, em Sines. No Domingo contamos como foi.


Festa da Espuma



Ellen e Sascha já se conheciam há alguns aninhos, mas só este ano se reuniram para experimentar uma aventura musical a dois.

A coisa correu tão bem que, sob a designação de Ellen Allien e Apparat, editaram recentemente o longa-duração Orchestra of Bubbles.

Tecnho, House, Electro, muita imaginação e uma paixão louca pela melodia, juntos numa centrifugadora, para produzir o cocktail ideal para ser bebido sem moderação num verão que se adivinha quente. Uma verdadeira festa da espuma para os sentidos.


O golo da pré-época



Há dias, um lampião mais inflamado dizia-me que Katsouranis se tratava de um jogador de eleição, uma espécie de Pelé grego, que faria esquecer Manuel Fernandes no tempo em que o diabo demora a esfregar um dos olhos. Ontem à noite, quando o Fusco-Lusco percorria os canais nacionais num zapping desesperado, viu que tudo isso é mesmo verdade.

Contra os lagartos Katsouranis apontou um golo épico, num chapéu antes de meio-campo a um guarda-redes à beira de um ataque de nervos. Um daqueles momentos de levantar qualquer estádio do planeta, num aplauso colectivo ensurdecedor. E não importa nada que tenha sido na própria baliza, o que conta mesmo é a intenção.

quinta-feira, 27 de Julho de 2006


A procissão vai no adro



Dos longas-duração que têm passado pelo gira-discos do Fusco-Lusco há alguns que tendem a tornar-se F1`s, rodando ciclicamente no circuito automobilístico musical até que surja a bandeira aos quadradinhos da consagração.

Um desses exemplos é The Spell, o mais recente trabalho dos The Black Heart Procession. Desta vez a dupla Pall Jenkins and Tobias Nathaniel optou por recrutar mais três elementos - o baterista Joe Plummer (Modest Mouse), o baixista Jimmy LaValle e o violinista Matt Resovich (ambos dos Album Leaf) - e, para nossa felicidade, o resultado é uma peregrinação a lado mais negro da alma, com paragens obrigatórias nos templos da miséria e da depressão.

Uma escuridão que não deixa de oferecer momentos de rara beleza e intensidade, como uma estrela que desponta e rasga, de repente, o negro imenso dos céus. A procissão, ao quinto e mais belo testamento, ainda vai no adro.


A luta continua



Hoje, para os lados do Guadiana, a luta por melhores direitos e privilégios vai sair à rua. Refira-se, desde já, que não falamos de:

- uma insurreição militar a exigir um novo 25 de Abril;
- mais uma manifestação pública contra as casas de alterne;
- um movimento popular a exigir a saída em DVD da série Morangos com Açúcar recheada de extras e cenas tórridas.

Trata-se, isso sim, de um jogo da bola entre lampiões e lagartos, que há muito tempo lutam com unhas e dentes pelo segundo lugar do campeonato. Aliás, as equipas são da segunda circular e não da primeira, por isso enquanto não mudarem de localização vai ser difícil pedir mais.

O jogo faz parte do torneio triangular do Guadiana, que pode ser visto como um aperitivo para a Liga Betadine que está por aí a rebentar. O Fusco-Lusco aposta de olhos fechados no Depor para erguer a taça. Além de ser de Espanha joga de azul e branco, o que só por si deve deixar verdes e vermelhos a tremerem da cabeça aos pés. Até podia ser o Lixa que nós apostávamos na mesma...

Nota: O jogo vai passar às 21:15 no canal lampião .

terça-feira, 25 de Julho de 2006


O dia que não existe



Enquanto por cá andaram os Maias foram sempre uns grandes malucos, desligados do stress e da vida mundana. Para eles o mais importante era conhecer os segredos do tempo galáctico, escapando aos ciclos lineares a que o Homem estava sujeito. Sabiam que a humanidade tinha perdido a habilidade natural de perceber os ciclos de Luz Cósmica que faziam parte da existência e que, a forma linear do tempo que habitavam, era uma espécie de big brother que escondia os verdadeiros aspectos multidimensionais do tempo. Ou seja, foi aos Maias que os irmãos Wachowski foram roubar as ideias para The Matrix.

Levaram isto tão a sério que decidiram criar o seu próprio calendário temporal, baseado nos 13 ciclos lunares de 28 dias que existem num ano solar - no total de 364 dias. O que quer dizer que sobrou um dia. Porém, em vez de se porem a procurar o gajo que tinha feito mal as contas, decidiram chamar a esse hiato o «Dia Fora do Tempo» e fazer uma festa de arromba onde o cogumelo era o prato principal.

O «Dia Fora do Tempo» celebra-se hoje um pouco por todo o planeta. Aproveite para reciclar, orar, meditar, enfim, para receber a orientação interior quanto aos próximos passos a dar na direcção da verdadeira vida espiritual. Sem abusar dos cogumelos.

segunda-feira, 24 de Julho de 2006


O mundo inteiro em Sines



Já começa a ser um hábito ir em peregrinação até Sines durante o mês de Julho. Não para celebrar a aparição de uma santa voadora, ou para expor a alma perante um muro de lamentações intransponível. Falamos do Festival Músicas do Mundo (FMM), o maior evento dedicado à world music celebrado em Portugal que, pela oitava vez desde o seu nascimento em 1999, vai tomar conta das ruas de Sines e de todas as almas que por lá andarem a passear nestes dias.

Desta vez as andanças sonoras iniciaram-se mais cedo - como se a espera de um ano fosse um crime -, tendo a conquista começado pelas terras de Porto Covo - por onde já passou a revelação cabo-verdiana Mayra Andrade (na foto). A partir de quinta-feira e até sábado o FMM acelera até Sines, dividindo-se entre a Avenida da Praia e o Castelo. E, uma vez mais, vai ser imperdível. Porque nem só de Zambujeiras, Couras ou Mouros vive o coração musical dos homens. Apareçam e façam a festa.

Para saber tudo, mas tudo sobre o Festival visite

www.fmm.com.pt


O cão que sabe cantar



Ao longo dos tempos, a Suécia tem sido olhada pelo mundo como a capital mundial das louras giras. A novidade é que começa também a ser conhecida pela boa música que, aos poucos, vai conquistando a Europa como uma horda de vikings barbudos e invencíveis.

Já conhecíamos Jens Lekman. Ouvimos falar em José Gozález. Agora chega a vez de Sarah Assbring, mais conhecida pelo nome artístico de El Perro del Mar, se dar a conhecer ao resto do planeta.

O primeiro longa-duração recebeu o mesmo nome do projecto e, quanto aos temas, são puras delícias. Bolas de gelado, de sabores diferentes, prontas a serem lentamente devoradas até que o sol desapareça do horizonte e ceda o lugar à lua.

A boa notícia é que El Perro del Mar vai estar em Portugal, acompanhada do grande Jens Lekman - o chamado 2 em 1 à moda sueca. Tudo se vai passar no Imago Film Festival, no Fundão, no dia 30 de Setembro. O Fusco-Lusco, claro, não vai faltar. Será que lá vão estar por lá louras verdadeiras? Auuuuuuuuuuu!!!

domingo, 23 de Julho de 2006


Começou a Melga de Santiago



O Fusco-Lusco não esteve lá mas já nos contaram. A inauguração da Feira de Santiago, no Bairro das Manteigas, foi bastante animada e contou com a participação de várias escolas de aviação, que proporcionaram a todos os presentes momentos de estonteantes acrobacias.

Parece que as melgas descansaram o ano inteiro para estarem em grande forma, que nem um Barão Vermelho grupal, mandando muitos para casa antes de conseguirem comer uma fartura ou um mísero pãozinho com chouriço.

Quanto ao resto, será que as criaturas conseguiram picar as asinhas aos Anjos antes de estes subirem aos céus? Quem esteve lá que nos conte tudo.


The Strokes ou a ressaca espanhola



Os The Strokes actuaram pela primeira vez no reino da Lusitânia e, aquele que andava há meses a ser catalogado como o concerto do ano em tudo o que era jornal, rádio ou coluna social, acabou como um registo na fronteira do q.b.

Terem tocado um dia antes no grande festival de Benicassim parece ter feito mossa à rapaziada, sobretudo ao vocalista Casablancas que em alguns temas mastigou as palavras como se fossem pastilha elástica.

Os tiques rockers, esses, estão todos lá: os microfones atirados ao chão, as guitarras encostadas às colunas para feedbacks vertiginosos, as poses estilosas para a fotografia mas, quanto à energia contagiante descrita no seu curriculum ao vivo, não esteve lá. Aqueceu mas não incendiou, estão a ver o cenário?

Outro reparo a fazer foi a curta duração do espectáculo, que por pouco não chegava a uma hora - mas afinal isto era um concerto ou uma mudança de móveis paga a peso de ouro? Nem sequer tocaram On the Other Side, o melhor tema do mais recente álbum. Imperdoável. Que para a próxima venham com mais energia, nem que tenham de trocar as Super Bock por uns Red Bull.


Primeiras impressões foram fraquinhas



Acabadinho de regressar da grande alface, o Fusco-Lusco não veio muito satisfeito com o concerto dos The Strokes no Lisboa Soundz. Amanhã explicamos porquê, agora é altura de sonhar com outras sonoridades.

sexta-feira, 21 de Julho de 2006


Bonecos da Guerra Civil

Só para perceberem melhor a agitação que se vive na redacção do Fusco-Lusco devido à saga Civil War, vejam lá estes bonecos e digam qualquer coisinha:





Esta é a lista das 74 publicações que vão acolher a grande guerra:



E como quem anda por aqui é tudo boa gente, espreitem este link e vejam as sete primeiras páginas desta grande aventura:

http://www.npr.org/programs/totn/features/2006/04/marvel/civil_war_1.pdf


isto é, tipo, um desabafo



Mas o que é que se passa neste país? Por todo o lado só ouço tipo, tipo, tipo, tipo. Até a redacção do Fusco-Lusco começa a ficar afectada com este vírus gramatical, e está a pensar seriamente em escrever uma carta ao Ministério da Cultura a pedir uns comprimidos ou um xarope que cure tamanho delírio verbal.

A nossa teoria é que a doença foi transmitida pelo senhor que aparece na imagem, que é um grande maluco. Já agora alguém sabe quando vai estrear a nova série dos Gato Fedorento?

quinta-feira, 20 de Julho de 2006


Celebra-se hoje a maior fraude da história




Faz hoje 35 anos que a humanidade teve oportunidade de assistir, supostamente em directo, à maior fraude da história: a chegada do homem à lua.

A façanha foi atribuída na altura aos rapazes Neil Armstrong e Edwin Buzz Aldrin que, após terem estacionado o módulo lunar Eagle em parqueamento não pago, andaram a brincar que nem umas crianças na superfície lunar.

Muitos defendem que se tratou de uma curta-metragem, de inspiração Kubrickiana, filmada a poucos quilómetros de Los Angeles e que, certamente, teria levado para casa todos os prémios do Festival de Vila do Conde se este existisse então.

Hoje, mais de três décadas depois, celebramos a fraude e festejamos a vitória arrasadora da ficção. Dentro das várias interrogações que surgem com a observação das fotos oficiais da NASA destacamos a seguinte: se na lua não existe vento, como é que a bandeira das américas aparece a esvoaçar que nem uma pomba branca?...

Descubra todas as teorias da negação em:

http://www.lunaranomalies.com
http://www.afraudedoseculo.com.br/


E ninguém os atira para um poço de lava?



A imagem mostra um grupo de activistas fechados em jaulas, frente à sede do governo em Seul, durante um protesto contra a comercialização de carne de cão no país.

Parece que na Coreia do Sul acreditam que comer carne de cão os ajudará a suportar melhor o calor de Verão. Se calhar também pensam que os bebés são trazidos por uma cegonha ou que é o Pai Natal que distribui as prendas em Dezembro montado em rendas.

O Fusco-Lusco sugere aos sul-coreanos, amantes desta carne, que vão nadar num poço de lava. Talvez o choque térmico estimule o crescimento de alguns neurónios...


Não chamem mais nomes ao policial



Desde que me lembro de ler livros que tenho ouvido chamar todos os nomes à literatura policial. Género menor deverá ter sido o maior insulto, motivado por cartilhas criminais da autoria da Gata Christie ou do Sir Conan Doyle.

Para desmistificar esta ideia, e já que o Verão é propício para que muita boa gente troque o cabo por um livro, O Fusco-Lusco apresenta duas sugestões de leitura, ambas do mesmo autor: Robert Wilson.

Se O Último Acto em Lisboa nos ajuda a ver os portugueses através dos olhos de um estrangeiro, já O Cego de Sevilha é uma verdadeira obra-prima que nos deixa ofegantes até à última página e a ter sonhos recorrentes com férias em Sevilha.

Se estiver à procura de um amigo às letras para levar de férias não se esforce mais. Escolha um ou leve o par.


A vez dos bonecos



O mundo dos bonecos às tiras, vulgo comics, está numa fase apenas comparável ao preço do petróleo e de outras energias não renováveis: em alta.

Acima mostramos uma imagem de 52, uma das mais recentes edições da DC Comics , que está a agitar os alicerces do universo dos super-heróis.

52 é uma saga de 52 edições, a serem publicadas uma por semana durante um ano completo, que irá contar tudo o que aconteceu após o final da mini-série Infinite Crisis, onde os maiores heróis do planeta - como Batman ou Superman - desapareceram do mapa.

Novos heróis e um humor refinado, num argumento assumidamente futurista, é o que pode esperar desta grande aventura, que já há oito semanas tem posto o Fusco-Lusco a ver às tiras.

Poderá conhecer mais desta saga e de toda a história que a precedeu em:

http://en.wikipedia.org/wiki/52_(comics)#Concept




Outro dos grandes acontecimentos BD do momento é a série Civil War (na imagem), que será composta por 74 edições. A grande revolução é que a saga não terá apenas um título único - Civil War -, mas passará por mais de dez diferentes publicações que vão dos X-Men ao Amazing Spider-Man , passando pelos Fantastic Four ou Thunderbolts.

A história parte da criação, por parte do governo, de uma lei que visa o registo obrigatório de super-poderes. Tal medida irá implicar a revelação obrigatória das identidades pessoais dos heróis, além de impor uma cooperação destes com os interesses do governo, o que mudará a relação dos heróis com o mundo e consigo próprios.

O grupo que se vai colocar do lado do sim é liderado pelo Homem de Ferro enquanto que, o grupo que rejeita totalmente esta lei, tem como mentor - pasmem-se - o Capitão América. Resta dizer que quem não aceitar a lei será perseguido como um criminoso e colocado atrás das grades, sendo para isso autorizado o uso da força.

A Guerra Civil está aí, e o Fusco-Lusco tem para si apenas uma pergunta: de que lado está?

Descubra mais em:

http://en.wikipedia.org/wiki/Civil_War_(comics)

Nota: Quem estiver a seguir a série deixe aqui os seus comentários ou, em alternativa, pergunte como poderá ter acesso a estes grandes acontecimentos da banda desenhada.

terça-feira, 18 de Julho de 2006


Aventura Panini chega ao fim



Foi com um misto de alegria e tristeza que o Fusco-Lusco recebeu há pouco a notícia de que os últimos quatro cromos da colecção Panini chegaram via CTT, enviados por um apaixonado do coleccionismo residente no burgo alfacinha.

Devemos dizer que a colecção Mundial 2006 se tratou de um verdadeiro regresso às origens, recorrendo a meios como o e-mail, os blogues ou os correios para evitar o último recurso que é pedir cromos à editora. O que, diga-se em abono do espírito coleccionador, defrauda um pouco a arte da coisa.

Recebemos cromos da Suiça e da Amadora, trocámos em quiosques, à porta das escolas e até na Praia do Pego. Uma verdadeira aventura que chega agora ao fim e nos deixa a sonhar com o Euro 2008 e uma nova colecção. Até lá coleccionadores de todo o mundo!

Nota: O Fusco-Lusco está empenhado na elaboração de um Manual do Bom Coleccionador, que deverá estar nos escaparates lá para o final do ano.


A Escócia é mesmo para mim!



E ao fim de dez anos, no Coliseu dos Recreios, fez-se luz. Os Belle and Sebastian, reis musicais da melancolia, partilharam com os fãs de longa data e os novos amigos as suas lágrimas felizes.

Ver esta banda em palco é como olhar para um quadro de família, onde cada personagem tem um papel único, longe dos tiques de vedeta ou poses de estrela destinados a encher páginas de revistas do jet-set.

The Life Pursuit foi a grande referência mas, numa viagem perto das duas horas, houve tempo para visitar todos os longas-duração com destaque para Tigermilk, o disco-estreia de 1996. A nostalgia ainda não mora aqui, a música dos Belle está bem viva e não tem passado.

Uma boa surpresa foi ver fãs menores de idade a dançarem freneticamente, como que a comprovar que uma nova vida começa agora para os Belle and Sebastian. Que nos ofereçam mais uma década de sonhos e nos façam sentir, para sempre, adolescentes.

segunda-feira, 17 de Julho de 2006


Back to business



Depois de explorações croftianas no paraíso dos Açores e de missões arriscadas nas piscinas naturais da Serra do Gerês, o Fusco-Lusco está de volta à vida web activa.

Esta semana contem com música, literatura, cinema e tudo aquilo que nos vier à cabeça.

segunda-feira, 3 de Julho de 2006


Les autres

Mas nem só do Fogo se alimenta São Miguel.

A Lagoa de Santiago localiza-se perto das Sete Cidades, nas costas da Lagoa Verde. Os mais desatentos não a verão, já que não existe qualquer indicação da sua presença a não ser um falso miradouro. De um verde assombroso.



A Lagoa das Sete Cidades é de todas a mais famosa, uma espécie de Madonna das lagoas. A lenda do verde e azul com lágrimas de amores proibídos quase já era, pois a vegetação das profundidades insiste em pôr tudo a uma só cor. Para ver de cima, dos lados e da ponte que as divide. Gigantesca.



A Lagoa do Congro é a mais fascinante, pois exige um espírito a la Lara Croft para ser encontrada. O caminho de acesso é extasiante e, quanto ao grito de fascínio que se emite ao descobrir a lagoa, vai ecoar pelas paredes do Paraíso e fazer cantar os pássaros.




This fire is out of control

Lagoas é coisa que não falta em São Miguel. Verdes, azuis ou com nenúfares, elas estão por toda a parte. E se umas saltam logo à vista quando cruzamos a paisagem, outras há que exigem dotes de explorador aventureiro para se deixarem descobrir. É que não existem muitas placas ou sinais amigos, ou gente por perto para solicitar orientações geográficas.

Das várias lagoas e lagoeiros que o Fusco-Lusco visitou algumas ficaram desenhadas na mente com contornos bem carregados. Fogo, Sete Cidades, Congro e Santiago foram as nossas preferidas, mas foi a do Fogo a que provocou maior comoção e uma quase paragem respiratória motivada pelo ar de mistério que em si encerra.

Os Franz Ferdinand provavelmente não terão visitado esta lagoa, mas do tema «This Fire» poderíamos retirar uma linha que se encaixa na perfeição: this fire is out of control... O Senhor dos Anéis podia ter sido rodado aqui.







Atlântida à superfície


Já houve em tempos quem achasse que este arquipélago era uma reminiscência da Atlândida desaparecida. A verdade deve andar lá perto, tal é a sensação de encantamento que se respira e se sente ao deambular por terras do açor.

O Fusco-Lusco visitou a ilha de São Miguel com o mel a escorrer-lhe dos lábios e saiu de lá com vontade de um rápido regresso.

Se estiver à procura de férias que tenham na ementa dias de sol escaldante, praias de areia branca, águas serenas, grandes superfícies comerciais, muitos turistas e outros luxos à moda de uma Marbella, então não vá por aqui.

Se preferir vestir a pele de um Indiana Jones continental em busca de lagoas estonteantes, piscinas naturais de água quente a céu aberto, cores que não existem em paletas e um silêncio capaz de pôr a alma a dançar, então é obrigatório que dê um salto a este paraíso esquecido do reino da lusitânia.

Enquanto que as fotografias não conhecem a luz da revelação o Fusco-Lusco socorre-se do Google e de outras fontes cibernéticas. Mais desenvolvimentos em breve...

domingo, 2 de Julho de 2006


Cocorococo!



O Fusco-Lusco regressou ontem do Paraíso mas, antes de vos contar tudo sobre a terra onde o açor é rei e senhor, impõe-se escrever algumas linhas sobre os portugueses mais temidos do planeta e mais além.

Na primeira fase dançaram kizomba, escaparam à fúria da energia nuclear e comeram fajitas até rebentar. Depois, quando a coisa começou a ficar mais séria e a tender para a obesidade, beberam sumo de laranjas acabadas de espremer e, porque nem só de líquidos vive o organismo, deleitaram-se com bifinhos do lombo grelhados ainda com algum sangue à espreita.

Agora chegou a vez de fazer com que os franceses provem do seu próprio veneno. No momento em que os bleus decidirem lançar para o terreno de jogo o seu galinho da sorte nós ripostaremos com o galo de barcelos e, então, será servida uma cabidela à moda da lusitânia.

Desculpem lá a confiança, mas por aqui o Fusco-Lusco já só consegue pensar na última ceia, preferindo lasagna a salsichas frescas como prato principal.