sexta-feira, 18 de junho de 2010

Roubar à luz do dia



A modernidade musical tem destas coisas. A arte de rapinar, por norma avessa à luz dos holofotes e parente do mundo da penumbra e do secretismo, tem os dias mais do que contados. Veja-se o caso dos The Drums, que em 2010 editaram o homónimo disco de estreia: uma reinvenção descarada de um disco dos New Order, cantado por um rejuvenescido Robert Smith e assaltado por esporádicos samplers dos Beach Boys.

Um disco de faixa contínua, composto por melodias que se nos atravessam no caminho e que levamos para a bela vida do chuveiro, para desfrutar enquanto a moda e o Verão durar - e enquanto nos lembrarmos dele. 6.5 baterias numa banda de 10.

2 comentários:

Anónimo disse...

A caracteristica principal da musica pop é ser efémera.Veja-se o caso da rádio M 80, 99% do que lá se ouve é ZERO.Eu ouço música há 50 anos, vocês calculam quantas cópias de cópias eu tenho vindo a ouvir? Os Drums são cópias e? Já diziam os Taxi, mastiga e deita fora. O rock começou em 1954 e a pop em 1961 e não no final dos anos 70 como alguns julgam.Não nos preocupemos os melhores ficam na história os outros vão desaparecendo ou como diz o outro oa cães ladram e a caravana passa... Luis Filipe Meira

Lusco Fusco disse...

É o caso dos The Drums, daqui a uns anos - se tanto - ninguém se vai lembrardeles...