Pequenos apontamentos
Julian Casablancas
O concerto de Casablancas no Meco esteve algures entre o mau e o sofrível, com o rapaz a arrastar-se em palco durante quase uma hora entre estranhos comentários e uma ainda mais estranha forma de cantar. Um palminho de cara laroca pode bastar às - e aos - fãs mais incondicionais, mas para os amantes de boa música está longe de ser sinónimo de génio ou espírito criativo. Estaremos perante uma versão masculina de Amy Whinehouse? Tudo leva a crer que sim. Uma coisa é certa: não há futuro para lá dos The Strokes...
Destaques
Hot Chip
Depois da cinzenta actuação de Casablancas o dia voltou a nascer com os Hot Chip. Excelente presença em palco, muita animação e um apelativo convite à dança, numa viagem entre o electropop e o discosound com paragem obrigatória na fábrica do Azeite Gallo. Isto porque os Hot Chip passam sem avisar do sumptuoso terraço do Lux para a pista de carrinhos de choque da festa de aldeia, mas isso nem sempre é mau. Como comer batas fritas de vez em quando ;)
Vampire Weekend
De acordo com o "poeirómetro", este terá sido o concerto do 16º SBSR. É incrível como estes rapazes cresceram desde a actuação de há dois anos no Alive!, passando de uma timidez inicial para um à-vontade que dá gosto ver. Um passeio perfeito entre o primeiro e o segundo longa-duração, numa delirante reinvenção do afro pop que junta o melhor do planeta indie com laivos de cultura mainstream. Será Ezra Koenig o Paul Simon dos tempos modernos? Acreditemos que sim.
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