segunda-feira, 19 de julho de 2010

SBSR - dia 3

Pequenos apontamentos

The National

Para um fã como o Fusco custa ver Matt Berninger sentindo-se em palco como um leão enjaulado, procurando uma escapatória ao facto de ter de enfrentar 30 mil pessoas num mar de perder de vista. Ao vivo e em "formato festival" os The National reinventam as sua músicas, transformando a intimidade numa emoção partilhável por todos o que faz com que por vezes soem como uns U2 dados à independência. O concerto, que teve alguns momentos altos, foi uma espécie de retrato da decadência, cantado em disco e assimiliado ao vivo por Berninger, que quando o concerto terminou já há muito que tinha deixado o palco, petrificado e assombrado pelo fantasma do álcool, deixando as despedidas para o resto da banda. O leão tinha finalmente encontrado a saída. Quanto a nós, que trocámos a felicidade de Sharon Jones e os Dap Kings pelo pessimismo dos The National, ficámos a degustar o lado amargo da existência.

Prince

Tinha visto Prince há cerca de 20 anos, na sua primeira visita a terras lusas (no Estádio José de Alvalade). Duas décadas depois, é incrível como a magia continua num imutável estado de graça. O "Artista" toca guitarra que nem um Hendrix sedutor, dança de forma graciosa e canta como um anjo que leva o público a um delírio semelhante aos arraiais religiosos da Igreja do Reino de Deus. Assisti apenas a quatro temas, já que hoje era dia de faina, mas saí rumo ao desfiladeiro do pó com o corpo tomado pelo funk.

Destaques

Wild Beasts

Quem passou o fim de tarde junto ao Palco EDP pôde assistir a um grande momento musical, protagonizado pelos britânicos Wild Beasts. Um concerto a duas vozes, com o som perto da perfeição, e onde "Two Dancers" foi o grande motivo de celebração. Um excelente final de tarde para cerca de uma centena de curiosos que decidiram partilhar o final de tarde com estas feras musicais. Excelente.

1 comentário:

Anónimo disse...

além da falta de organização da empresa, mas via-se o esforço para melhorar o que já era mau. no entanto, o pior foram os gnr,eles é q provocaram a fila,pois cheguei ao recinto eram 3 da tarde resolvi deixar o carro e ir no autocarro do festival até à praia,isto pq o sr do festival informou q no sentido alfarim-lx a estrada ia ser cortada,mentira,como se verificou mais tarde,além disso havia vários sinais para n estacionar na berma e toda a gente estacionou.o cúmulo dos cúmulos, foi qd me vinha embora com o carrinho perto da saída e de virar para lisboa directamente, o bófia diz q n posso pq era traço contínuo,expliquei-lhe q no outro sentido estava tudo parado mas não deixou,mais a frente em direcção à saída pelo sentido da praia do meco,parámos montesssssssss de tempo a cumprir a ordem do sr gnr,vêm uns srs a andar a pé a quem pergunto,o q se passa lá à frente q isto n anda e ele diz q estão uns carros lá à frente estacionados na berma q impedem a passagem de um camião de transporte de carnes,simm sr!!sr gurda!!q bom trabalho,nisto voltámos para trás! irreal