Quem tem acompanhado o Fusco ao longo da sua intermitente existência, sabe que Damon Albarn recebeu aqui todas as honrarias, fossem elas o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique ou um six-pack de Guiness para desfrutar à beira rio enquanto as luzinhas se iam acendendo na London Bridge.
Mesmo com alguns percalços pelo caminho, Damon Albarn representa a vontade máxima de exploração, experimentação e arrojo, seja pela inovação trazida com os Gorillaz, a estranheza de Dr. Dee, a frescura das andanças malianas ou o encanto dos The Good, The Bad and The Queen. E, claro, os incríveis e indomáveis Blur.
Aos 45 (!) anos, Damon Albarn prepara-se para lançar o seu primeiro disco a solo, intitulado "Everyday Robots". O primeiro single (o tema que dá nome ao longa-duração) já se ouve por aí com direito a videoclip, realizado por Aitor Throup a partir de digitalizações cranianas de Albarn, num tema que fala das muitas ratoeiras trazidas pela modernidade como hoje a conhecemos.
O disco contará com a participação e contribuição de nomes como Brian Eno ou Natasha Khan (dos Bat For Lashes) e tem data de lançamento agendada para o próximo dia 28 de Abril.
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
O mercado das casas novamente em alta
Corações pop ao alto, a nova rodela dos Real Estate está quase aí: 4 de Março. "Atlas", sucessor do recomendado "Days" (2011), tem já um video de apresentação para o tema "Talking Backwards", realizado por Charles Poekel, que mostra a banda na boa vida das gravações. Parece que o mercado das casas está novamente em alta.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Lavagem automática
Os Washed Out - ou melhor, Ernest Greene -, que em 2013 lançaram o recomendadíssimo "Paracosm", passaram há coisa de horas pelo Late Show With David Letterman onde interpretaram o tema "All I Know". Porém, nem porque só de Letterman`s se vive cá no sítio, o Fusco partilha também, via Pitchfork TV, a interpretação do magnífico "Eyes Be Closed". Fechem bem os vidros, é hora da lavagem automática.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
A princesa no seu castelo
O Castelo de Fontainebleau é, segundo rezam as crónicas - e as fotografias - um dos maiores, bonitos e mais prestigiados castelos franceses. Isso não é, porém, razão suficiente para o remeter ao silêncio ou manter afastados os visitantes com medo de estragos maiores. Senão vejamos. A menina Anna Calvi, que recentemente esteve na Aula Magna a partir toda a louça que por lá encontrou, ocupou uma das suas salas gigantescas para disparar o poderoso "Love of my Life" e, por sinal, nada se partiu desta vez. A não ser, provavelmente, mais uns quantos pares de corações.
Quinto episódio da série Empty Space, realizada pela La Blogothèque com o apoio da Converse.
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Para acabar de vez com o ano passado
2013 foi, para o Fusco, o ano da Literatura, tendo provavelmente lido mais livros do que comido fatias de pão (e olhem que passou pelo estômago muito boa carcaça). De qualquer forma, agora que 2014 está já em andamento e 2013 se remeteu à tranquilidade, o Fusco partilha as rodelas que mais o acompanharam durante um ano de boa vida. E vocês, que rodelas mais ouviram em 2013?



2. Foals | "Holy Fire"

10. Disclosure | "Settle"
9. Savages | "Silence Yourself"
8. Eleanor Friedberger | "Personal Record"

7. Arcade Fire | "Reflektor"
6. Queens Of The Stone Age | "Like Clockwork"
5. Bill Callahan | "Dream River"

4. Haim | "Days Are Gone"
3. Nick Cave And The Bad Seeds | "Push The Sky Away"

2. Foals | "Holy Fire"

1. Vampire Weekend | "Modern Vampires of the City"
Conversa de ir à faca
(Foto: Paul Bergen)
Não é muito habitual os The Knife darem entrevistas, sobretudo expondo-se de forma a serem posteriormente ouvidos pelo mundo. Razão pela qual é de saudar a conversa tida com a NPR, onde a banda mais estranha do planeta falou do último disco e de toda a roupagem e envolvência cénica que utilizam no seu processo criativo. Mesmo enquanto conversadores a estranheza persiste, e por vezes damos a pensar que estamos a ouvir habitantes de um planeta que não o nosso. Sigam por aqui.
Não é muito habitual os The Knife darem entrevistas, sobretudo expondo-se de forma a serem posteriormente ouvidos pelo mundo. Razão pela qual é de saudar a conversa tida com a NPR, onde a banda mais estranha do planeta falou do último disco e de toda a roupagem e envolvência cénica que utilizam no seu processo criativo. Mesmo enquanto conversadores a estranheza persiste, e por vezes damos a pensar que estamos a ouvir habitantes de um planeta que não o nosso. Sigam por aqui.
Bom 2014!
Prontos para mais um ano de folia musical? Estamos cá para isso. Um grande 2014 para vocês.
terça-feira, 14 de maio de 2013
Os Daft Punk são uma caixinha de surpresas
"Random Acess Memories", o novo disco dos Daft Punk, foi apresentado com muita pompa e ainda mais circunstância. Para muitos será um objecto dado à estranheza, para outros um desvio de rota que continua a fazer deste duo um dos mais interessantes bandas do universo electrónico.
O Fusco partilha link para ouvirem o disco de uma ponta à outra, pelo menos até o sheriff da web decidir fazer das suas. E, já agora, fica a pergunta: o que acham do novo disco?
http://www.mischiefmagazine.com/2013/05/listen-daft-punk-random-access-memories/
segunda-feira, 18 de março de 2013
Bloody Mary on the house
Há mais de um mês que o Fusco não dava sinal de si mas, bastou ver alguns vampiros sedentos de sangue a percorrer as ruas do bairro, para que o apelo postiano falasse mais alto.
6 de Maio é a bela da data agendada para o lançamento de "Modern Vampires of the City", a terceira rodela dos Vampire Weekend. Por agora, já é possível escutar dois dos temas: Diane Young" e "Step". O bar está aberto, mas por aqui só se servemn Bloody Mary.
6 de Maio é a bela da data agendada para o lançamento de "Modern Vampires of the City", a terceira rodela dos Vampire Weekend. Por agora, já é possível escutar dois dos temas: Diane Young" e "Step". O bar está aberto, mas por aqui só se servemn Bloody Mary.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
A pop sonhadora será sempre bem-vinda
A pop sonhadora dos anos 1980 está de volta pela voz de Jack Tatum e os Wild Nothing. Qualquer semelhança com os The Cure ou os Slowdive não será pura coincidência, podendo "Nocturne", o segundo disco da banda, ser visto como um regresso ao passado com os pés assentes no presente.
Fica a sessão da banda para a npr, onde tocaram o tema que dá nome ao disco. Mais uns que vão estar no Porto a apanhar flores.
Pé pesado
Aviões telecomandados, sandes que falam e uma tristeza que paira no ar até um final desconcertante."Heavy Feet", o novo videoclip dos Local Natives, já voa por aí. Não esquecer que a banda vai estar no Porto para ver crescer a Primavera.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Passem-me o açúcar
Há coisas muito difíceis de explicar. Nos anos 1970, um músico de nome Bob Dylan tornava-se um ícone da música popular e de intervenção, e isto sem cantar grande coisa. Nesta mesma altura, um músico chamado Rodriguez gravava um disco extraordinário - e um outro muito bom -, chamado "Cold Fact", que nos Estados unidos terá vendido meia dúzia de discos.
Depois de ser posto a andar pela editora, Rodriguez fez-se à estrada e voltou a trabalhar no mundo construção, pondo de lado uma carreira musical que poderia ter sido de assombro, estudando filosofia e tentando intervir na vida pública. O que ele desconhecia, e desconheceu até ao final de 1990, é que "Cold Fact" se tornou num imenso sucesso na África do Sul (e também na Austrália), servindo de bandeira contra o Apartheid e simbolizando a ideia de liberdade pela qual o país ansiava.
Stephen 'Sugar' Segerman e Craig Bartholomew-Strydom, fãs de Rodriguez, passaram boa parte da sua vida tentando descobrir quem seria este Rodriguez, de quem nada se sabia. Rumores de suicídio adensavam mais ainda a dose de mistério à volta do cantor, que iam desde pôr fogo a si próprio a encher-se de drogas. "Searching for Sugar Man" (trailer aqui), do realizador sueco Malik Bendjelloul, apresenta este conto de fadas musical de proporções épicas, que mostra como, a partir do amor incondicional de dois fãs, se pôde honrar - ainda que tardiamente - uma figura incontornável da música popular. Stephen 'Sugar' Segerman e Craig Bartholomew-Strydom partiram em busca de um músico, e no final, encontraram uma espécie de profeta.
Ouçam os discos, vejam o filme - na corrida ao Oscar de melhor documentário - e, em Maio, dêem um salto ao Primavera Sound para o verem de carne e osso. Este homem merece todas as honrarias.
Depois de ser posto a andar pela editora, Rodriguez fez-se à estrada e voltou a trabalhar no mundo construção, pondo de lado uma carreira musical que poderia ter sido de assombro, estudando filosofia e tentando intervir na vida pública. O que ele desconhecia, e desconheceu até ao final de 1990, é que "Cold Fact" se tornou num imenso sucesso na África do Sul (e também na Austrália), servindo de bandeira contra o Apartheid e simbolizando a ideia de liberdade pela qual o país ansiava.
Stephen 'Sugar' Segerman e Craig Bartholomew-Strydom, fãs de Rodriguez, passaram boa parte da sua vida tentando descobrir quem seria este Rodriguez, de quem nada se sabia. Rumores de suicídio adensavam mais ainda a dose de mistério à volta do cantor, que iam desde pôr fogo a si próprio a encher-se de drogas. "Searching for Sugar Man" (trailer aqui), do realizador sueco Malik Bendjelloul, apresenta este conto de fadas musical de proporções épicas, que mostra como, a partir do amor incondicional de dois fãs, se pôde honrar - ainda que tardiamente - uma figura incontornável da música popular. Stephen 'Sugar' Segerman e Craig Bartholomew-Strydom partiram em busca de um músico, e no final, encontraram uma espécie de profeta.
Ouçam os discos, vejam o filme - na corrida ao Oscar de melhor documentário - e, em Maio, dêem um salto ao Primavera Sound para o verem de carne e osso. Este homem merece todas as honrarias.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Pode a música mudar o mundo?
Por aqui, gostamos de responder a esta eterna questão com um rotundo sim. Iminente que está a destruição do Vale do Tua, em nome de uma barragem que ninguém ao certo sabe o que de bom trará, foi posta a circular uma petição que pretende parar as obras de construção da barragem, promovendo a Linha do Tua a Monumento de Interesse Nacional.
Márcia e Luisa Sobral juntaram-se à causa e foram gravar ao centro do Paraíso, onde dantes se circulava de comboio. A petição pode ser lida e assinada aqui. A música, essa, pode ser ouvida no Fusco.
Márcia e Luisa Sobral juntaram-se à causa e foram gravar ao centro do Paraíso, onde dantes se circulava de comboio. A petição pode ser lida e assinada aqui. A música, essa, pode ser ouvida no Fusco.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Faça-se luz (em dois actos)
A La Blogotèque andou pelas ruas de San Francisco e fez a festa com os The Lumineers. Folk a dar para o indie, entre o ideal de uma religião travessa e a celebração do amor livre e muito apaixonado. Haja folia, boa disposição e rostos bonitos.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Bolo de chocolate com gelado
Adam Green, o nosso crooner de eleição, está de regresso e, pelos vistos, chega muito bem acompanhado, ao lado de Binki Shapiro. Depois de um EP gravado o ano passado, o duo oferece-nos agora o seu primeiro disco, que sabe a bolo de chocolate com gelado. A boa notícia é que já o podem ouvir de uma ponta à outra, cortesia do the guardian. Sigam por aqui.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Há Shugos debaixo do radar
"In Focus?", o disco de Shugo Tokumaru que será lançado a 22 deste mês, pode ser já ouvido de uma ponta a outra aqui. Uma pequena maravilha, que muito provavelmente irá pôr muito boa gente com os ouvidos em festa e os olhos em bico.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Um artista verdadeiramente singular
Há músicos que, no Fusco, são tidos quase como heróis de banda desenhada. Um deles é Beck, estrela pop de corpo inteiro, que recentemente lançou um projecto - chamemos-lhe assim - surpreendente: a edição de um livro de partituras, folhas que foram sendo esquecidas pelo tempo e que Beck recupera agora, como forma de entregar o acto criativo ao mundo. Fica um apanhado do que o jornal Público escreveu ontem - artigo completo aqui), bem como a interpretação de We Trust para o tema «Sorry» a convite do Público.
«Estas folhas com pautas, notas, letras e tempos, mais ou menos ilustradas, existiam antes de tudo o resto: dos gramofones, dos discos, dos rádios, do mp3, dos serviços streaming que põem a música em todo o lado e em lado nenhum. São a semente da indústria musical. E, no entanto, esquecemo-nos delas, arremessadas que foram para o reduto da música erudita ou das escolas de música.
Beck Hansen não se esqueceu. Num gesto raro (ou nunca visto, com esta escala) na música pop contemporânea, em vez de um novo álbum acaba de lançar Song Reader, uma colecção de composições suas em partitura. Em vez de as tocar, gravar e/ou produzir, o norte-americano deixa o terreno em aberto: fãs, é a vossa vez de gravarem um disco de Beck.
A ideia surgiu nos anos 90, mas só começou a materializar-se mais tarde. Começou a escrever canções sem o fim de as gravar. "Pode um artista ser demasiado generoso ao ponto do auto-apagamento?", pergunta a revista Atlantic num artigo sobre Song Reader. Pode: Beck escondeu-se.
É um gesto que tem tanto de anacrónico como de contemporâneo. Ao lançar estas canções desta forma, Beck abriu uma comunidade: o YouTube está repleto de versões, mais ou menos afinadas, mais ou menos respeitadoras dos apontamentos técnicos que deixou nas partituras. Como se 1910 tivesse regressado, sob a forma de uma webcam e uma ligação à Internet. Um movimento de participação que contraria a ideia de que a relação com a música é cada vez menos intensa devido à sua ubiquidade e desmaterialização.
Como diz Rosen, Beck explora um "papel cultural que a pop deixou para trás, quando escritores de canções profissionais e músicos amadores se relacionavam numa conversa íntima". "Estas canções estão aqui para receberem vida, ou pelo menos para nos lembrarem que, não há muito tempo, uma canção era apenas um pedaço de papel até que alguém a tocasse", escreve Beck no prefácio de Song Reader.
À rádio norte-americana NPR, Beck disse mais: "Quando compões uma canção, a gravas e editas um disco, é como enviar uma mensagem numa garrafa. Não tens muito feedback. Esta é uma forma de mandar essa canção e receber, literalmente, milhares de garrafas."»
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Muito cuidado com este feiticeiro
Willis Earl Beal ainda vive com a sua avó, num pequeno quarto onde cabem, à justa, uma cama, um pequeno frigorífico, um armário e pilhas de cd`s, revistas e livros. O artista editou recentemente o disco «Acousmatic Sorcery" e, na sessão para o Yours Truly, disse isto: «I don`t play music and i don`t sing. I`m a sorcerer.» E, também, que se considerou sempre um herói para ele próprio. Auto-elogios e atributos à parte, a verdade é apenas uma: Willis tem uma voz assombrosa. Ouçam-no aqui.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
O nosso sangue sente a falta destes vampiros
Se há banda que desperte numa alma indie o sentimento de saudade, essa será certamente os Vampire Weekend. Depois de "Contra", editado em 2010, a banda como que tem permanecido na sombra, dividida entre colaborações, projectos paralelos ou simplesmente a desfrutar de um merecido descanso.
Há coisa de dois meses, os rapazes vestiram-se a preceito para dar as boas-vindas ao Helloween e apresentaram, no Jimmy Kimmel Live, um novo tema: «Unbelievers». A banda irá estar na Austrália no dia 26 deste mês, sendo de esperar que toque alguns temas do futuro terceiro disco, a ser editado algures este ano.
O Fusco mostra o tema mais recente da banda e, também, o caminho para a entrevista que Rostam Batmanglij, multi-instrumentista e co-compositor dos Vampire Weekend, deu à Beat Magazine. O nosso sangue já clama por estes vampiros.
Entrevista à Beat Magazine
Quem gosta de ostras?
Os Yellow Ostrich têm como mentor Alex Schaaf e, do seu CV musical, constam já duas rodelas em formato longo: "The Mistress" e "Strange Land". Na voz de Schaaf há alguns ecos de Middle Brother e, musicalmente, há matéria mais do que suficiente para mos perdermos de amores por este rock que evoca amores e desamores liceais.
A banda esteve recentemente nos estúdios da hear ya, onde nos presenteou com três temas: «Hold On», «Elephant King» e «Stau at Home». Ficam dois vídeos da sessão e, já que estamos com as mãos nas ostras, o link para a sessão completa.
A banda esteve recentemente nos estúdios da hear ya, onde nos presenteou com três temas: «Hold On», «Elephant King» e «Stau at Home». Ficam dois vídeos da sessão e, já que estamos com as mãos nas ostras, o link para a sessão completa.
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