A equipa do La Blogothèque tem andado numa roda viva em Berlim, acompanhando de perto o MichelBerger Mystery Music Festival. Na primeira noite, entre outros nomes, actuaram os The National e Aloe Blacc. Este último prometeu tocar qualquer coisa depois do concerto, e a promessa foi cumprida numa espécie de lounge com muito barulho à mistura. Blacc decidiu-se por uma versão do tema "Green Lights", impregnada em fumo, whiskey e uma soul de outros tempos que se torna difícil de reconhecer.
A Blogothèque promete mais surpresas para breve, incluindo pedaçõs fílmicos de My Brightest Diamond, The National, Dear Reader, Eliott Summer, Wye Oak, Scott Matthew ou Heather Broderick, só para falar em alguns. Por agora, fiquem com este grande momento de Mr. Blacc.
O Fusco deseja a todos um grande ano de 2011, de preferência sempre com boa música por perto. Começamos por mostrar uma entrevista a Aloe Blacc, artista que deu um novo fôlego à soul music e que teremos o privilégio de receber na Lusitânia a 14 de Abril, em local ainda incerto. Uma boa conversa.
Nestes tempos em que somos dominados, esmagados e encostados à parede pelo PEC III, e em que palavras como desemprego, crise, mercados, cortes e outras ainda menos simpáticas enchem os noticiários, nada melhor do que adoptar uma banda-sonora que abrace a crise, a conquiste e a faça perder o mau feitio.
Numa vida passada, E Nathaniel Dawkins era uma empregado na firma Ernst & Young, que um dia recebeu um cheque e uma guia de marcha para se pôr a mexer. Em vez de se pôr a assaltar bancos, roubar velhinhas ou virar-se para coisas menos dignas, inventou o hino "I Need a Dollar", que se tornou a semente do longa-duração "Good Things", assinado como Aloe Blacc.
Um disco fabuloso que soa como rap de esquerda e que atravessa correntes como o hip hop, o gospel, a soul ou o RnB. Um tratado sobre o dinheiro, ou melhor, sobre a falta dele, para gente crescida. Um manifesto político, a meias com um romance apaixonado, que evoca nomes e ecoa sons como Stevie Wonder, Donny Hathaway ou Marvin Gaye. O disco do momento presente a que o Fusco oferece 9 barras de ouro (em 10). Que todas as crises sejam acompanhadas por música deste calibre.