
Afinal as paredes não foram abaixo, mas o ouvido direito do
Fusco deve ter perdido boa parte da sensibilidade auditiva na noite de ontem, tal não foi a proximidade em relação a uma das colunas que ofereceram a música dos
Fanfarlo a quem pôs os pés, as mãos e o corpinho inteiro no Lux.
Se tivesse de utilizar um adjectivo para o concerto da banda londrina escolheria "simpático". Ou antes "genuíno", não estivéssemos na presença de um colectivo que parece mergulhado numa comunhão de pensamento
nerdiana como se não conseguissem fazer amigos no recreio da escola e aquela fosse a sua única família e refúgio.
O som não estava grande coisa - por vezes era gritante o atropelamento quando os sopros se juntavam ao baixo e às teclas -, e não conseguia parar de pensar que o Santiago Alquimista ou a Aula Magna teriam sido mais apropriados para receber o mágico som dos Fanfarlo. Não que tivesse sido uma noite mal passada, longe disso, mas as expectativas estavam bem altas e não foram totalmente cumpridas. Foi assim como sair para jantar no Bairro Alto e acabar a comer num restaurante nas margens do Rossio. Dava-lhe um 7 em 10.
No final o
Fusco conseguiu chegar à conversa com a banda - uma simpatia -, e já tem dois novos
posters com dedicatória prontos a darem cor às paredes da redacção.