
No universo da escrita humorística romanceada, será difícil igualar a mestria de Nick Hornby. Livros como "Era uma vez um rapaz" ou, sobretudo, "Alta fidelidade", são delícias literárias capazes de satisfazer um glutão viciado em letras.
"Juliet, Nua", o mais recente romance de Hornby editado entre nós pela Teorema, reúne um pouco dos dois mundos anteriormente citados - a obsessão musical de "Alta Fidelidade" e a irreverência sentimental de "Era uma vez um rapaz" -, se bem que fique sentado alguns degraus abaixo de ambos.
Os temas são recorrentes da escrita hornbiana - a recusa do crescimento, a obsessão musical, a confusão sentimental - mas, na sua essência, será um livro sobre o arrependimento, a sociedade internetizada em que vivemos, a quantidade incrível de tempo que perdemos ocupados a brincar com a vida ou a raridade com que surgem as segundas oportunidades. 8 sessões de strip (em 10).
Sinopse