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quarta-feira, 23 de junho de 2010

O sol pintou-se de vermelho



"Song of the New Heart", a estreia em formato longa-duração de Mazgani, plantou a semente. Uma espécie de tratado de inocência melancólico, onde o negrume lírico não encontrava paralelo no universo musical, que usava e abusava da pop deixando pouco espaço ao rock desenfreado.

Em "Song of Distance" o cenário é bem diferente. Os fins de tarde melancólicos, passados à beira mar enquanto o sol se preparava para uma noite bem passada entre lençóis de água, deu lugar ao deserto e à sede, a um sol pintado de vermelho, a trocas de olhares maliciosos e a jogos de batota em saloons poeirentos. Aqui há duelos vibrantes, sheriffs transloucados, caçadas a foras-da-lei, amores proibidos, impossíveis e desencontrados. Pensem em 16 Horsepower e andarão lá perto. O grande disco de 2010 editado na Portugália, a que o Fusco oferece 8 canções (em 10).

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Procura-se guia amoroso

Os videoclips são muito provavelmente o elo mais fraco mas uma coisa é certa. A música de Mazgani está em ponto de rebuçado. Segue-se "Loving guide".

mazgani_loving guide from frederico parreira on Vimeo.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Adeus inocência



Para quem acompanha a viagem musical de Mazgani desde a casa de partida, foi com grande espanto e sentida emoção que o Fusco assistiu ontem ao concerto no cineteatro joão mota, na marítima cidade de Sesimbra.

Se no primeiro disco habitava uma produção muito polida, como se imperasse o medo de deixar a nu algum grão de sujidade, agora entramos num universo bem diferente, algures entre a declamação embebida em fumo e alcool à Tom Waits e o amor escrito a sangue de Nick Cave, num céu onde abutres combatem por um corpo que se deixe adormecer à sombra enganadora de uma árvore enfeitiçada.

O formato trio, com Shahryar a dançar entre a voz e a guitarra de duas faces, Sérgio Mendes a desenhar paisagens inóspitas numa guitarra deslizante e Victor Coimbra a dar corpo e forma num contrabaixo aos sonhos e pesadelos cantados, é uma viagem musical da qual não apetece voltar.

A inocência, musical e física, já era. Foi um deleite ver Shahryar dançar entre chamas, gritando a plenos pulmões como se o mundo fosse acabar no dia seguinte. Mazgani está mais crescido, mais zangado e, a cada dia que passa, mais inspirado. Tell The People. Este rapaz merece-o com cada uma das letras impressas na cor do fogo que alimenta os céus e os infernos deste mundo.

Dica: Tell The People (EP) está disponível para download gratuito. Sigam por aqui.