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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Ser bom não basta



Nick Hornby é um escritor que escreve sobre adultos que se recusam a crescer - "Alta Didelidade" ou "Era Uma Vez Um Rapaz". Ou sobre crianças que se tornam adultos sem passarem pela adolescência - "Slam". Em "Como Ser Bom" não fez nenhuma dessas coisas e o resultado não foi lá grande coisa. É certo que existem algumas passagens delirantes, mas o assumir de um corpo e de uma voz feminina para uma elegia sobre o divórcio ou um guia de sobrevivência para o casamento moderno parece um pouco fraudulenta. 6 mandamentos de boa vontade (em 10).

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O striptease de Julieta



No universo da escrita humorística romanceada, será difícil igualar a mestria de Nick Hornby. Livros como "Era uma vez um rapaz" ou, sobretudo, "Alta fidelidade", são delícias literárias capazes de satisfazer um glutão viciado em letras.

"Juliet, Nua", o mais recente romance de Hornby editado entre nós pela Teorema, reúne um pouco dos dois mundos anteriormente citados - a obsessão musical de "Alta Fidelidade" e a irreverência sentimental de "Era uma vez um rapaz" -, se bem que fique sentado alguns degraus abaixo de ambos.

Os temas são recorrentes da escrita hornbiana - a recusa do crescimento, a obsessão musical, a confusão sentimental - mas, na sua essência, será um livro sobre o arrependimento, a sociedade internetizada em que vivemos, a quantidade incrível de tempo que perdemos ocupados a brincar com a vida ou a raridade com que surgem as segundas oportunidades. 8 sessões de strip (em 10).

Sinopse