
"Nome de Código: Leoparda" foi a estreia do Fusco no universo de Ken Follett, que já vendeu mais livros do que o número de camisolas de Messi e Ronaldo despachadas por Barcelona e Real Madrid.
A acção situa-se em vésperas da invasão aliada. Os serviços britânicos planeiam a destruição do sistema de comunicações nazi localizado em St. Cecile, fundamental para a estratégia alemã. A missão, desempenhada por uma equipa constituida unicamente por mulheres, será liderada por Felicity “Flick” Clariet, uma agente que tem sobrevivido no terreno graças ao seu incrível planeamento, sentido de desconfiança permanente, instinto apurado e capacidade de actuar com frieza nas situações de vida ou morte. Do outro lado está Dieter, mestre na arte da tortura e exímio interrogador, que tem a vantagem de conhecer diversos fragmentos sobre a missão que a Resistência prepara. O duelo vai estender-se da primeira à última página.
O livro lê-se de um fôlego, mas senti a falta de uma história mais elaborada que por vezes parece desenrolar-se em piloto automático. Diria que lhe falta a trama de Stieg Larsson, o ambiente cénico de Robert Wilson ou o sentido de humor de Andrea Camilleri para ser mais ao gosto do Fusco. 6.5 leopardas (em 10).