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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Vai uma fresquinha?



O Super Bock Super Rock deste ano promete e muito. É certo que ainda faltam muitos nomes, mas o que está confirmado merece que se compre desde já o rectângulo mágico. Aqui fica o cartaz provisório.

14 Julho

Beirut
Arctic Monkeys
Legendary Tigerman
El Guincho

15 Julho

Portishead
Arcade Fire

16 de Julho

The Strokes
Elbow

segunda-feira, 19 de julho de 2010

SBSR - dia 3

Pequenos apontamentos

The National

Para um fã como o Fusco custa ver Matt Berninger sentindo-se em palco como um leão enjaulado, procurando uma escapatória ao facto de ter de enfrentar 30 mil pessoas num mar de perder de vista. Ao vivo e em "formato festival" os The National reinventam as sua músicas, transformando a intimidade numa emoção partilhável por todos o que faz com que por vezes soem como uns U2 dados à independência. O concerto, que teve alguns momentos altos, foi uma espécie de retrato da decadência, cantado em disco e assimiliado ao vivo por Berninger, que quando o concerto terminou já há muito que tinha deixado o palco, petrificado e assombrado pelo fantasma do álcool, deixando as despedidas para o resto da banda. O leão tinha finalmente encontrado a saída. Quanto a nós, que trocámos a felicidade de Sharon Jones e os Dap Kings pelo pessimismo dos The National, ficámos a degustar o lado amargo da existência.

Prince

Tinha visto Prince há cerca de 20 anos, na sua primeira visita a terras lusas (no Estádio José de Alvalade). Duas décadas depois, é incrível como a magia continua num imutável estado de graça. O "Artista" toca guitarra que nem um Hendrix sedutor, dança de forma graciosa e canta como um anjo que leva o público a um delírio semelhante aos arraiais religiosos da Igreja do Reino de Deus. Assisti apenas a quatro temas, já que hoje era dia de faina, mas saí rumo ao desfiladeiro do pó com o corpo tomado pelo funk.

Destaques

Wild Beasts

Quem passou o fim de tarde junto ao Palco EDP pôde assistir a um grande momento musical, protagonizado pelos britânicos Wild Beasts. Um concerto a duas vozes, com o som perto da perfeição, e onde "Two Dancers" foi o grande motivo de celebração. Um excelente final de tarde para cerca de uma centena de curiosos que decidiram partilhar o final de tarde com estas feras musicais. Excelente.

SBSR - dia 2

Pequenos apontamentos

Julian Casablancas

O concerto de Casablancas no Meco esteve algures entre o mau e o sofrível, com o rapaz a arrastar-se em palco durante quase uma hora entre estranhos comentários e uma ainda mais estranha forma de cantar. Um palminho de cara laroca pode bastar às - e aos - fãs mais incondicionais, mas para os amantes de boa música está longe de ser sinónimo de génio ou espírito criativo. Estaremos perante uma versão masculina de Amy Whinehouse? Tudo leva a crer que sim. Uma coisa é certa: não há futuro para lá dos The Strokes...

Destaques

Hot Chip

Depois da cinzenta actuação de Casablancas o dia voltou a nascer com os Hot Chip. Excelente presença em palco, muita animação e um apelativo convite à dança, numa viagem entre o electropop e o discosound com paragem obrigatória na fábrica do Azeite Gallo. Isto porque os Hot Chip passam sem avisar do sumptuoso terraço do Lux para a pista de carrinhos de choque da festa de aldeia, mas isso nem sempre é mau. Como comer batas fritas de vez em quando ;)

Vampire Weekend

De acordo com o "poeirómetro", este terá sido o concerto do 16º SBSR. É incrível como estes rapazes cresceram desde a actuação de há dois anos no Alive!, passando de uma timidez inicial para um à-vontade que dá gosto ver. Um passeio perfeito entre o primeiro e o segundo longa-duração, numa delirante reinvenção do afro pop que junta o melhor do planeta indie com laivos de cultura mainstream. Será Ezra Koenig o Paul Simon dos tempos modernos? Acreditemos que sim.

domingo, 18 de julho de 2010

SBSR - dia 1

Pequenos apontamentos

St Vincent

O som estava mau demais, com um feedback dilacerante em modo quase contínuo e a voz de St Vincent em registo sumido. Parecia também ser hora de pôr a conversa em dia, pelo que o ambiente de intimidade cedo se transformou em decoração sonora de uma pastelaria de bairro numa movimentada manhã de segunda-feira. E que tal St Vincent no Santiago Alquimista?

Mayer Hawthorne

Um gentleman à moda americana. Comunicativo, entusista e um grande profissional, Hawthone entreteve o público e preparou-o para uma noite de grandes concertos. O abanar de anca tinha começado.


The Temper Trap

Apenas assistimos aos últimos três temas da actuação. E se "Sweet Disposition" foi uma espécie de momento vodafone, com telemóveis ao ar para captar o momento e um refrão cantado por teenagers satisfeiros, os dois anteriores foram um delírio tribal, com guitarras em fúria e uma percursão sensual capaz de fazer dançar o mais tímido dos públicos. Entusiasmante.

Grizzly Bear

O conceito de melodia intelectual dos Grizzly Bear passou pelo palco secundário e não se deu nada mal. Terá ficado a milhas do concerto encantatório dado há poucas semanas no Coliseu dos Recreios, mas ainda assim serviu para esquecer a poeira e elevar a mente a um estado zénico. Ainda por cima contou com a participação em dois temas de Victoria Legrand, a musa dos Beach House - que era bem mais bonita antes de ter sido prensada numa estranha dieta. Preferíamos por vezes que os Grizzly Bear abraçassem mais a melodia e esquecessem o cerebralismo musical, mas resta-nos esperar pelo próximo longa-duração para ver como o urso cinzento se vai comportar.

Os destaques

Cut Copy

O grande concerto da noite de sexta-feira. A alcunha de camaleão, dada em tempos a David Bowie, serviria na perfeição para este colectivo australiano, que nos levou numa viagem musical de sonho. New wave, synth-pop e pós-punk, evocando a melodia sentida dos New Order ou a raiva existencial dos New Order. Ainda nos ofereceram dois temas no disco a lançar no início de 2010, e deu para ver que vem aí uma outra faceta musical. Dançou-se até à exaustão, ficando o forte desejo de os ver em nome próprio num outro espaço. Muito, mesmo muito bom.

Pet Shop Boys

Desde os tempos de adolescente que o Fusco sonhava ver esta dupla ao vivo, um sonho cumprido com um sorriso rasgado que deixou o maxilar a doer de tanta felicidade. A banda que fez o pimba parecer cool ofereceu uma orgia visual para gáudio ocular, onde bailarinos de eleição e indumentárias coloridas se aliavam aprojecções visuais e a cubos que se construiam e reconstruiam num espectáculo cénico verdadeiramente incrível. Não faltaram clássicos como "West End Girls", "Suburbia" ou "Heartbeat", mas ficou a faltar o mítico "Rent". Um verdadeiro luxo.

sábado, 17 de julho de 2010

A poeira está no ar!



Desde que tempo em que o Casal Ventoso mantinha as portas abertas que não se via tanta poeira como na noite de ontem na Herdade do Cabeço da Flauta, Meco, onde teve início o 16º Super Bock Super Rock. Antes de darmos palavra à música ficam uns pequenos reparos:

- No facebook oficial dizia-se que podiam entrar garrafas de plástico desde que sem tampa, o que acabou por se revelar uma grande fraude. O mais curioso é que dentro do recinto se vendem garrafas de água. Tampa incluída.
- A partir de ontem um novo objecto passou a integrar a lista denominada "perigosos e contundentes". Querem adivinhar? Não conseguem: a bela da sandocha! Comida não entra, há que alimentar o império e esvaziar os bolsos.
-A poeira é de facto muita, capaz de fazer inveja ao primeiro Sudoeste. Pede-se um pouco mais de caruma: não custa dinheiro e evita gastos maiores em soro fisiológico, toalhetes e outros produtos similares.
-Já se sabe que as casas de banho são sempre o elo mais fraco, agora porem sabonete para lavar as mãos e se esquecerem da água é mau demais.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Polícia secreta regressa em novembro



Quando a tristeza ameaçava instalar-se e dominar corpo e espírito durante todo o dia, eis que a boa nova foi anunciada. A polícia secreta da musicalidade, conhecida no universo dos sons como Interpol, regressa a Portugal em Novembro após a actuação de esta noite no SBSR.

A questão é saber se será a 7, a 8, ou num outro dia do calendário, já que o myspace da banda anuncia que no dia 7 tocam simultaneamente no Coliseu, em Lisboa, e no la Riviera, em Madrid (o Fusco anunciará em breve a data certa). Fica um dos temas que deve ecoar bem alto esta noite num parque à beira tejo...

De novo a primeira comunhão


Apesar de ser baptizado, de ter feito a primeira comunhão e de ter escapado por milímetros ao tão desejado crisma - pela parte materna -, não me considero um ente católico. Até navego mais pelas águas da descrença, sem santos ou calendários de Fátima a nadar na carteira. Porém, depois do concerto dos Arcade Fire no SBSR, volto a acreditar que existe um lado espiritual que nos cerca, e que é possível voltar a ligar a corrente que se desligou no coração do homem.
Em palco, os Arcade revelam uma energia estonteante, uma entrega verdadeira e uma música sem artifícios. Por entre adereços cénicos que ajudaram a realçar o efeito de celebração, os fiéis devotos gritaram hinos e encheram-se de esperança. O único senão foi a curta duração da homilia, que não chegou a hora e meia. Ficámos, porém, com o coração cheio, ansiosos por mais um encontro espiritual com estes pregadores canadianos que insistem em nos mostram a vida através de uma música transcendental. Um concerto 5 estrelas - ou melhor, todas as estrelas de um céu brilhante.