sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Há Shugos debaixo do radar
"In Focus?", o disco de Shugo Tokumaru que será lançado a 22 deste mês, pode ser já ouvido de uma ponta a outra aqui. Uma pequena maravilha, que muito provavelmente irá pôr muito boa gente com os ouvidos em festa e os olhos em bico.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Um artista verdadeiramente singular
Há músicos que, no Fusco, são tidos quase como heróis de banda desenhada. Um deles é Beck, estrela pop de corpo inteiro, que recentemente lançou um projecto - chamemos-lhe assim - surpreendente: a edição de um livro de partituras, folhas que foram sendo esquecidas pelo tempo e que Beck recupera agora, como forma de entregar o acto criativo ao mundo. Fica um apanhado do que o jornal Público escreveu ontem - artigo completo aqui), bem como a interpretação de We Trust para o tema «Sorry» a convite do Público.
«Estas folhas com pautas, notas, letras e tempos, mais ou menos ilustradas, existiam antes de tudo o resto: dos gramofones, dos discos, dos rádios, do mp3, dos serviços streaming que põem a música em todo o lado e em lado nenhum. São a semente da indústria musical. E, no entanto, esquecemo-nos delas, arremessadas que foram para o reduto da música erudita ou das escolas de música.
Beck Hansen não se esqueceu. Num gesto raro (ou nunca visto, com esta escala) na música pop contemporânea, em vez de um novo álbum acaba de lançar Song Reader, uma colecção de composições suas em partitura. Em vez de as tocar, gravar e/ou produzir, o norte-americano deixa o terreno em aberto: fãs, é a vossa vez de gravarem um disco de Beck.
A ideia surgiu nos anos 90, mas só começou a materializar-se mais tarde. Começou a escrever canções sem o fim de as gravar. "Pode um artista ser demasiado generoso ao ponto do auto-apagamento?", pergunta a revista Atlantic num artigo sobre Song Reader. Pode: Beck escondeu-se.
É um gesto que tem tanto de anacrónico como de contemporâneo. Ao lançar estas canções desta forma, Beck abriu uma comunidade: o YouTube está repleto de versões, mais ou menos afinadas, mais ou menos respeitadoras dos apontamentos técnicos que deixou nas partituras. Como se 1910 tivesse regressado, sob a forma de uma webcam e uma ligação à Internet. Um movimento de participação que contraria a ideia de que a relação com a música é cada vez menos intensa devido à sua ubiquidade e desmaterialização.
Como diz Rosen, Beck explora um "papel cultural que a pop deixou para trás, quando escritores de canções profissionais e músicos amadores se relacionavam numa conversa íntima". "Estas canções estão aqui para receberem vida, ou pelo menos para nos lembrarem que, não há muito tempo, uma canção era apenas um pedaço de papel até que alguém a tocasse", escreve Beck no prefácio de Song Reader.
À rádio norte-americana NPR, Beck disse mais: "Quando compões uma canção, a gravas e editas um disco, é como enviar uma mensagem numa garrafa. Não tens muito feedback. Esta é uma forma de mandar essa canção e receber, literalmente, milhares de garrafas."»
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Muito cuidado com este feiticeiro
Willis Earl Beal ainda vive com a sua avó, num pequeno quarto onde cabem, à justa, uma cama, um pequeno frigorífico, um armário e pilhas de cd`s, revistas e livros. O artista editou recentemente o disco «Acousmatic Sorcery" e, na sessão para o Yours Truly, disse isto: «I don`t play music and i don`t sing. I`m a sorcerer.» E, também, que se considerou sempre um herói para ele próprio. Auto-elogios e atributos à parte, a verdade é apenas uma: Willis tem uma voz assombrosa. Ouçam-no aqui.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
O nosso sangue sente a falta destes vampiros
Se há banda que desperte numa alma indie o sentimento de saudade, essa será certamente os Vampire Weekend. Depois de "Contra", editado em 2010, a banda como que tem permanecido na sombra, dividida entre colaborações, projectos paralelos ou simplesmente a desfrutar de um merecido descanso.
Há coisa de dois meses, os rapazes vestiram-se a preceito para dar as boas-vindas ao Helloween e apresentaram, no Jimmy Kimmel Live, um novo tema: «Unbelievers». A banda irá estar na Austrália no dia 26 deste mês, sendo de esperar que toque alguns temas do futuro terceiro disco, a ser editado algures este ano.
O Fusco mostra o tema mais recente da banda e, também, o caminho para a entrevista que Rostam Batmanglij, multi-instrumentista e co-compositor dos Vampire Weekend, deu à Beat Magazine. O nosso sangue já clama por estes vampiros.
Entrevista à Beat Magazine
Quem gosta de ostras?
Os Yellow Ostrich têm como mentor Alex Schaaf e, do seu CV musical, constam já duas rodelas em formato longo: "The Mistress" e "Strange Land". Na voz de Schaaf há alguns ecos de Middle Brother e, musicalmente, há matéria mais do que suficiente para mos perdermos de amores por este rock que evoca amores e desamores liceais.
A banda esteve recentemente nos estúdios da hear ya, onde nos presenteou com três temas: «Hold On», «Elephant King» e «Stau at Home». Ficam dois vídeos da sessão e, já que estamos com as mãos nas ostras, o link para a sessão completa.
A banda esteve recentemente nos estúdios da hear ya, onde nos presenteou com três temas: «Hold On», «Elephant King» e «Stau at Home». Ficam dois vídeos da sessão e, já que estamos com as mãos nas ostras, o link para a sessão completa.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Saudemos o Jubileu
Depois de «We No Who U R», Nick Cave e a sua sementeira oferecem-nos mais um aperitivo para o novo longa duração, que chega às lojas no próximo mês. «Jubilee Street» é Nick Cave em modo clássico, o que só lhe fica bem.
O amor tem destas coisas (e ainda bem)
Se há um par de anos atrás se dissesse que Christopher Owens iria escrever um disco sobre o amor, muitos achariam tratar-se de uma afirmação inspirada por cogumelos marados. Pois bem, a verdade é que o rapaz, que recentemente abandonou a banda Girls, fê-lo mesmo. "Lysandre", o título do seu primeiro disco a solo - e nome da rapariga por que Owens se apaixonou em França no Verão passado -, é cantado de coração aberto, com temas onde cabem flautas, saxofones, pianos que soam a eras antigas ou delírios pop que não destoariam num tema dos Belle and Sebastian. E memórias dos Girls, já que o disco é como que um álbum de fotografias da banda.
Este gigante é um querido
David Byrne e St. Vincent estiveram no Strathmore Music Center, num concerto NPR, para interpretar alguns temas de "Love This Giant" - e, também, algumas canções da discografia a solo de cada um. É bonito quando a música e o teatro se juntam no mesmo palco.
domingo, 13 de janeiro de 2013
Django, coração de Lyon
Os Dango Django andaram por terras francesas e a La Blogothèque, não querendo deixar passar a ocasião sem registo, filmou mais um belo concert a emporter.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Shugo de fruta
Dizer que Shugo Tokumaru é um dos segredos mais bem guardados da pop com os olhos em bico é uma grande verdade. Há dois anos falámos dele aquando da edição de "Port Entropy" (http://fusco-lusco.blogspot.pt/2011/01/jogo-de-sombras.html) e, agora, chega a vez de anunciar que um novo longa duração está a chegar. "In Focus?" aterra nas lojas no dia 22 de Fevereiro e, até lá, podem ir-se deliciando com o tema «Katachi». Uma verdadeira pérola.
Sabemos quem vocês são
Já anda por aí o videoclip para «We No Who U R», o primeiro avanço do novo longa duração do Sr. Cave e das suas sementes malignas. "Push The Sky Away" tem saída marcada para 19 de Fevereiro. Já tínhamos saudades.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
O vagabundo está de volta
Hildegard von Bingen era um santo católico que viveu no século XII e que, para além de praticar boas acções, era também compositor, escritor e teólogo. Sobre o tema Devendra disse isto: "In my head there was this little movie, an alternative universe, I guess-- Hildegard is sequestered in her cloister, and one day she gets a VHS cassette and it's the prime era of the MTV VJ, and she just goes wild. 'That’s it for me,' she says. 'That's how I'm going to get my message across.' So she escapes the cloister…and becomes a VJ."
O título do disco -"Mala" - foi inspirado em Ana Kras, artista sérvia e também noiva de Devendra, e significa algo muito querido e fofo - assim como uma sweet pie. O disco foi co-produzido por Banhart e Noah Georgeson e gravado na casa do primeiro em Los Angeles.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Há melancolia nos jardins públicos
Os Efterklang acabam de lançar um novo videoclip para «Sedna», tema incluído no recomendado "Piramida". A melancolia serve-se nos jardins públicos. Grande canção esta.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
E que tal substituir a palavra "Festa" por Feist?
A menina Feist foi a convidada de mais um imperdível Soirée de Poche e, justiça seja feita, teve uma prestação ao nível da selecção espanhola de futebol nos últimos anos.
Há baladas a flutuar no oceano
Considerado uma das figuras de 2012 por muito boa gente, Frank Ocean viu o tema que compôs para "Django Unchained", o novo filme de Quentin Tarantino, ficar de fora. Assumindo o espírito de um "Wise Man", o Fusco chega-se à frente e começa o ano em modo de balada.
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