domingo, 30 de julho de 2006


Sines às cores



À oitava edição o Festival Músicas do Mundo (FMM), apesar de ter ganho alguns tiques mais dados ao formato Festival de Verão, mantém a energia e o espírito livre que o criaram e fizeram dele um festival ímpar em Portugal.

Neblinas psicotrópicas, garrafões e garrafas de vinho - e outros preparados explosivos -, cães ladrando à solta, bebés a conduzir carros de baixa cilindrada (vulgo carrinhos de bebé), tudo isso e muito mais contribui para que Sines se tenha tornado, nestes dias, num palco cultural de todas as cores.

O aspecto mais negativo prende-se com comportamento de muitos dos festivaleiros que, durante as actuações no palco, se portaram como verdadeiros imbecis, gritando ao telemóvel, falando de carros, corte e costura, prestando atenção a tudo menos à música que floria num espaço cénico fantástico. Como disse Trilok Gurtu durante a sua actuação, referindo-se à presença em palco de dois dos maiores cantores indianos, todos os presentes deviam sentir-se privilegiados por poderem ali estar, naquele momento, a presenciar uma epifania. Porque, mais do que as drogas ou a alienação, o importante é a música e o partilhar, através ela, outros mundos que se escondem para lá deste nosso inóspito cantinho à beira-mar.

Durante o dia de hoje e amanhã o Fusco-Lusco destaca os mais e os menos deste oitavo FMM. Comecemos pelos menos.

1 comentário:

Anónimo disse...

Tambem por la estive e azedume a parte, no fundo o pessoal nao consegue escutar e fazer silencio! Ha sempre qualquer coisa para dizer ou fazer, sejam pipocas no cinema ou sacar do tmv e disparar conversa ou fotos,ou simplesmente poluir com conversas da treta!Aceitam-se propostas ... movimento popular ...manual de regras de bom comportamento...ou a musica que nos conquiste a todos...