segunda-feira, 21 de agosto de 2006

A arte comunitária



A Fundação Calouste Gulbenkian acolhe dentro de muros a exposição de um artista revolucionário, que descreveu uma mudança na concepção da arte recorrendo aos meios mais modestos. Falamos de Craigie Horsfield que, desde os anos 60, tem vindo a fazer uma série de propostas radicais visando a construção de uma comunidade futura.

Nascido em Inglaterra no ano de 1949, Horsfield tornou-se uma figura central da cena artística contemporânea ao propor uma nova abordagem da fotografia. Durante a década de 90 esteve na vanguarda do desenvolvimento da arte social, de projectos colectivos e da centralidade da conversação. Defendeu, durante mais de 30 anos, a introdução de trabalhos de som no espaço do museu, o potencial da projecção em ecrãs múltiplos enquanto espaço social e, também, o papel central do público no entendimento do museu. Para ele a obra de arte não é nem um objecto nem um produto da arte, mas sim um acto constitutivo do facto de estarmos em conjunto, de compreendermos os outros e a nós próprios.

A exposição da Gulbenkian apresenta trabalhos de fotografia, projectos sociais, filmes e trabalhos de som, abarcando um período de 35 anos de criação artística. Para ver de perto e levar o catálogo para casa.

Craigie Horsfield
Relation
Fundação Calouste Gulbenkian
Centro de Arte Moderna Azeredo Perdigão
25 de Julho a 24 de Setembro

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