
Para fechar o fim-de-semana em ritmo cinéfilo, o Fusco-Lusco foi assistir à projecção de Eu, Tu e Todos os que Conhecemos, primeira longa-metragem de Miranda July.
O cenário é, dentro da independência americana, mais do mesmo: uma cidade suburbana, uma narrativa que salta entre personagens perdidas na vida e no seu desencanto e pequenos acontecimentos que as vão aproximando umas das outras.
Um filme ingénuo e narcisista, escrito, interpretado e realizado por Miranda July, que apenas consegue dar (alguma) profundidade a uma personagem - ela própria -, deixando as restantes perdidas num deserto de areias movediças. Um olhar pasmado sobre o mundo num filme que é uma autêntica pasmaceira.
Se o cinema independente americano - que tem em Altman ou Hartley representantes maiores - tem parido alguns ratos, aqui estamos diante de uma gigantesca ratazana. A irritação mora aqui.
3 comentários:
Ok... é uma opinião... não partilhada : ) Achei o filme fixe e não percebo essa irritação toda... Profundidade? Ok: vê os do Oliveira! ; ))
Cheer up and take it lightly! : )
Não é uma questão de profundidade, antes de qualidade. A irritação deve-se ao clima pseudo-artístico que habita o filme, que depois de espremido não chega para meio copo de sumo. è mesmo só cenário.
O clima pseudo-artístico? Sim, essa dou-te de borla. De facto, se formos por esse caminho podemos achar pretensioso; se não ligarmos a isso e virmos o filme descontraidamente, é distractivo e não chega para nos irritar ; )
(e esta opinião, como sabes, é absolutamente pessoal e vale apenas os €0,02 de sempre : ) )
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