
Comecemos pelo mais importante. "Passing Strange", o filme de Spike Lee que abriu a secção Independentes Americanos do Festroia, é muito, muito bom.
Estamos na presença de um musical incendiário da Broadway, mas Spike Lee não se limita a filmá-lo como um realizador televisivo nos oferece um jogo da bola. A câmara de Lee entra na pele das personagens, mostra-lhes os medos, revela-lhes os desejos, deixa-nos subir ao palco e fazer parte do espectáculo. Nele cabe uma vida inteira: a construção do eu, a procura do verdadeiro real, a rebeldia, o desamor, a morte, o choque entre idealismo e realidade, a irreverência da juventude e a chegada à idade adulta. O Fusco detesta musicais, mas se "Passing Strange" é visto como um musical então é tempo de mudar de ideias. 9 palcos (em 10) para uma experiência única.
Em relação ao acessório, o Fusco já começa a ficar cansado de bater sempre na mesma tecla, que já está gasta, cansada e a precisar de reforma. Mas aqui fica um apanhado:
- Estranho que não tivesse havido uma apresentação do filme, que se encontra a concurso;
- Estranho não se perceber se continua a haver ou não a votação do público, dado que não são entregues quaisquer papéis onde se possa dar uma nota ao filme visionado;
- Estranho que a 2/3 do filme a imagem tivesse desaparecido e começasse a passar um filme espanhol, algo que ainda durou cerca de três minutos;
- Estranha a qualidade de projecção, onde o filme passou com toques de desfocagem e má qualidade sonora
Sem comentários:
Enviar um comentário