
Na linguagem popular, quando alguém consegue realizar uma estranha habilidade como encestar uma bola no cesto de costas, meio de lado, ao pé coxinho e a trinta metros do alvo, é normal ouvir algo como "aposto que não fazes isso outra vez". Pois bem, os
The National fizeram-no e logo por três vezes, criando uma espécie de Santíssima Trindade da dor de alma musical. Aos monumentos "Alligator" e "Boxer", junta-se agora a catedral "
High Violet".
A parentalidade de Matt Berninger fez com que os The National descessem à terra, e a banda que era um fetiche da crítica e de um punhado de sortudos é neste momento uma banda que pertence a todos. "High Violet" é um disco de artífice, trabalhado de forma sublime em cada um dos sons e acordes, com orquestrações grandiosas sem manias ou grandezas de estádio de futebol. Canções que se movem entre a força e a graça, o amor e a paranóia, a esperança e o medo, num disco que ecoa na cabeça mesmo quando os
headphones já não estão lá. Com os The National, a "escuridão cerrada acompanhada por uma tempestade ruidosa" torna-se no boletim meteorológico que queremos para as nossas vidas. 9.25 violetas (em 10).
'
Terrible Love'
'Sorrow'
'Anyone's Ghost'
'Little Faith'
'
Afraid of Everyone'
'
Bloodbuzz Ohio'
'Lemonworld'
'Runaway'
'Conversation 16'
'England'
'Vanderlyle Crybaby Geeks'