
Em 1977, depois de um abraço apertado ao speed e aos tranquilizantes, Philip K. Dick escreveu o conto A Scanner Darkly. Dedicou a história a cinco amigos de bairro que, nas suas aventuras ácidas, entraram em bad trips das quais não mais regressaram.
Em 2006, Richard Linklater, realizador de Before Sunset (2004), Before Sunrise (1995) ou Dazed and Confused (1993) adapta A Scanner Darkly ao grande ecrã, num projecto ambicioso que mistura filmagens reais com tratamento por computador e que mergulha o filme num cenário de banda desenhada futurista.
A história centra-se num futuro próximo em Anheim, California. Bob Arctor (Keanu Reeves) é um agente governamental que tenta encontrar o maior traficante de uma droga mortal apelidada de Substance D, da qual também é consumidor, e que provoca a divisão do cérebro em dois diferentes sistemas operativos. A sua investigação e crescente paranóia vai levá-lo a um mundo negro onde a privacidade não mais existe e onde, o seu maior inimigo, pode acabar por ser ele mesmo.
A Scanner Darkly parece apresentar um retrato de uma geração com uma grande inabilidade de conviver e comunicar, da sua falta de humanidade e de uma dependência mortal de substâncias químicas e produtos tecnológicos. E de como os governos, instalando a paranóia e o medo em nome da protecção, restringem cada vez mais as liberdades civis. Para quando a estreia em Portugal?

Veja o trailer e saiba tudo - ou quase - sobre A Scanner Darkly no site oficial.
3 comentários:
Do Androids Dream of Electric Sheep? Quero eu dizer, Blade Runner. Dois objectos da melhor ficção científica de sempre, não?
Blade Runner é talvez o melhor filme de sempre do reinado da ficção científica. Versão Director`s Cut. O livro do Dick não li ainda, mas está na lista must read.
Enviar um comentário