domingo, 30 de Setembro de 2007

Experimenta



Prometemos há semanas desvendar mais sobre os nomes que vão estar presentes nos Encontros de Música Experimental 2007 (EME) mas acabámos por mudar de ideias. Decidimos, antes, apontar caminhos para uma boa e tranquila exploração. Para não se perderem, fica um pequeno mapa musical de dois dos pontos que constam do percurso: Tim Hecker e Marsen Jules. De 3 a 6 de Outubro na Igreja de Santiago, Castelo de Palmela.

3 Outubro
Miguel Cabral (Portugal)
Marsen Jules (Alemanha)

4 Outubro
Rui Costa (Portugal)
Nook (Alemanha)
Zavoloka (Ucrânia)

5 Outubro
Pygar (Portugal)
Tim Hecker (Canadá)

6 Outubro
Mosaique (Portugal) + Laetitia (Portugal)
Biosphere (Noruega)

sábado, 29 de Setembro de 2007

Para alugar



Graças ao Daytrotter, demos de caras com uma banda simpática de nome The Rentals. Liderados por Matt Sharp, antigo baixista dos Weezer, estrearam-se nas aventuras longas com «The Return of The Rentals» (1995), onde o single «Buddy Holly» fez furor. Quatro anos depois, editaram o não tão bem recebido «Seven More Minutes». Após um hiato de quase oito anos, 2007 marca o regresso em formato reduzido dos The Rentals com o EP «The Last Little Life», do qual o Fusco apresenta quatro variações. Música para nos fazer mergulhar na lanzeira do fim-de-semana.

Last Romantic Day
A Little Bit of You in Everything
Sweetness and Tenderness
Life Without a Brain

Cidade das viúvas



8 de Outubro é a data avançada para a saída de «Widow City», sexto longa-duração dos The Fiery Furnaces - muito provavelmente uma banda de extraterrestres que se instalou no nosso planeta para pesquisas culturais com fins desconhecidos. Depois de há uns tempos termos avançado com a escuta de dois temas, hoje mostramos mais três. A trama adensa-se.

A idade da inocência



Gravador, pintor e poeta. Há 250 anos nascia, em terras de Sua Majestade, William Blake. Para assinalar o facto com alguma pompa e um quê de circunstância, a Antígona vai publicar uma nova edição do livro de poemas «Cantigas da Inocência e da Experiência».

O livro incluirá um extenso ensaio de Manuel Portela sobre a obra de Blake e a reprodução integral das gravuras imaginadas e gravadas por Blake. Um acontecimento que chega às estantes no mês de Outubro.

Time Out



Foi há três dias que teve início na Lusitânia a experiência Time Out, nascida em Londres no ano de 1968. Dirigida por João Cepa, trata-se de uma publicação com tudo o que de cultural e propenso ao lazer vai acontecer semanalmente na Grande Alface. Nas bancas à quarta-feira por apenas dois euros. Qualquer coisa como quatro cafés. Que tenha uma longa vida, são os votos do Fusco.

quinta-feira, 27 de Setembro de 2007

Iguarias de fazer crescer água na boca



Enquanto esperamos um sucessor ao magistral «Hissing Fauna Are You The Destroyer», os Of Montreal anunciaram uma dose dupla para provocar um contentamento gastronómico desenfreado: «Sonny Connect Set» e «If He Is Protecting Our Nation Then Who Will Protect Big Oil???».

O primeiro prato refere-se quatro temas cozinhados em lume unplugged, alguns deles recriações de receitas de chefs famosos como Neil Young ou os Love Is All (edição a 2 de Outubro).

A segunda iguaria reúne 12 receitas raras cozinhadas ao vivo em 2003, já anteriormente lançadas sob a chancela do restaurante Track & Field. Estará nas lojas a 23 de Outubro.

Para aguçar o apetite, o Fusco dá a conhecer «Make Out, Fall Out, Make Up», recriação culinária dos Love Is All. Todo o alinhamento disponível na secção dos comentários.

Quinta dimensão na Lusitânia



A noite de ontem na Lusitânia foi marcada por dois fenómenos dignos de serem retratados em episódios da «Twilight Zone».

Em Fátima, uma nova aparição da Nossa Senhora deixou em pânico um grupo de peregrinos inexperientes vindos do Porto que, com tamanha visão, fugiram sem terem tido um vislumbre do Santuário. Não há fé que resista a um milagre surpresa desta dimensão.

Porém, o grande fenómeno paranormal foi vivido na Amadora, onde pela primeira vez no planeta - se exceptuarmos o ainda por comprovar Roswell - foi visto um extraterrestre em carne e osso. No Estádio da Reboleira, a meio de um jogo de futebol, um extraterrestre com ar pouco humano desfilou pelo relvado. E como pode o Fusco jurar que era um ser de outra galáxia, perguntam vocês. Simples. No lugar da cabeça, havia uma mão gigante.

quarta-feira, 26 de Setembro de 2007

Batata quente adere ao voluntariado



Já aqui falámos dos Hot Chip e do fantástico disco «The Warning», que merecidamente ascendeu ao pódio do que melhor entrou, na forma de um cotonete dançante, nos ouvidos terráqueos em 2007.

Este ano, depois de um começo um pouco para o mortiço, os Hot Chip voltaram à vida activa em grande estilo. Em Abril, foi editado mais um volume da saga DJ-Kicks, desta vez com a batata quente a ficar nas mãos dos rapazes. Nomes como Ray Charles, tom Zé ou os Black Devil Disco Club fazem parte de um estranho elenco.

Agora, para não deixarem os fãs sem música até ao lançamento do novo disco que só acontece para o ano em data incerta, os Hot Chip mostram ao planeta «I become a volunteer», tema imaginado para uma viagem à volta da terra em ritmo de passeio de domingo. Quanto ao primeiro single do futuro disco, irá chamar-se «Ready For The Floor». Como curiosidade, diga-se que se trata de um tema rejeitado por Kylie Minogue.

Para já, ouçamos «I become a volunteer». E sonhemos que 2008 fica a um pulinho à velocidade da luz.

terça-feira, 25 de Setembro de 2007

Todos os caminhos vão dar ao Canadá



Surpresa para uns, confirmação de um grande talento para outros. Foi assim com o Polaris Music Prize, prémio musical destinado a premiar o que de melhor se faz em terras canadianas no universo musical. Entre candidatos como os Arcade Fire, Junior Boys, Feist ou The Dears, o troféu - e também 20000 dólares canadianos - foi parar à mão de Patrick Watson, songriter de apenas 28 anos, que certamente terá como grande inspiração Jeff Buckley.

«Close to Paradise», segundo longa-duração do canadiano, navega entre a composição clássica, o delírio folk e a pop iluminada como uma árvore de Natal vestida com bolas e fitas pretas. Adaptado ao cinema seria a banda-sonora perfeita para um filme de Tim Burton, tal é a carga espectral e fantasmagórica que habita cada um dos temas. Um disco ideal para momentos de introspecção e crises de identidade que necessitem de um ombro amigo.

Nos dias de hoje, e para quem não pode passar sem a sua dose diária de comprimidos musicais, uma coisa é certa: todos os caminhos vão dar ao Canadá. E também à Suécia, mas isso é história que ficará para uma noite mais luminosa. Por agora, vivamos este intenso negrume. 4 estrelas e meia em cinco. Pretas, pois claro.

Kevin sem tempo para socializar



Depois de «Broken Social Scene», disco homónimo editado em 2005, Kevin Drew decidiu publicar em nome próprio sem se esquecer de escrever, em letras garrafais e na capa de «Spirit If...», Broken Social Scene Presents....

Como que a provar o facto de que não pretende tornar-se num dissidente, convidou praticamente todos os elementos da banda para dar uma perninha (Leslie Feist, Emily Haines, Dave Newfield, Amy Millan e Canning surgem na ficha técnica).

Entre o caos reordenado e melodias para cantarolar no chuveiro entre o gel e o amaciador, Kevin oferece-nos um disco que tem a doçura da pop entrelaçada com um irresistível e rebelde afecto indie. O rapaz pode estar sem tempo para socializar, o importante é que dentro dele existe um espírito de festa permanente acompanhado por uma criatividade sem limites. Uma boa aventura solar a que o Fusco oferece 4,25 almas iluminadas em cinco. Precioso.

Diga 364



Com apenas 14 anos primaveras, Michelle Brito atingiu a 364ª posição no ranking feminino do desporto da bolinha amarela, tornando-se na mais jovem jogadora do ranking com direito a lugar VIP.

Há dias, nas meias-finais do torneio de Albuquerque (Novo México), obrigou a paraguaia Rosana de los Rios (n.º 136 mundial) a três sets jogados no limite (7-5, 3-6 e 7-5). O Fusco acha que está na hora de o governo português promover uma acção de charme junto da teenager portuguesa antes que surja no horizonte o espectro da mudança de nacionalidade. É que, por este andar, em menos de 5 anos teremos uma portuguesa como n.º 1 mundial. Não se deixem dormir.

segunda-feira, 24 de Setembro de 2007

Ecos de um combate pouco silencioso



Está já nas ruas o último longa-duração dos Foo Fighters, com o estranho nome «Echoes, Silence, Patience & Grace». O Fusco deixa a audição integral, apenas com o tema de abertura reduzido a escassos trinta segundos.

Debaixo da terra começa a dança



15 de Outubro é a data avançada para a edição de «Oblivion With Bells», última aventura no formato longa-duração para os Underworld. Para já, o Fusco dá a conhecer o single reptiliano de nome «Crocodile». Debaixo da terra começa a dança.

Respeitinho é bonito



Depois de um jogo onde na primeira parte os leões andaram a caçar papéis de leoas em soutien, Carlos Carvalhal meteu os pontos nos is. Na primeira parte, Mateus foi varrido por um carro vassoura com a matrícula «Gladstone-02-02» na pequena área e o polícia de trânsito olhou distraidamente para o lado. Na segunda, Abel armou-se em Nélson Évora e lá saltou de fora para dentro da área, arrancando uma penalidade preciosa.

Depois de treinadores que só por milagre articulavam sons, chegou a Setúbal o homem certo. Carlos Carvalhal disse que o Vitória é um clube centenário, que tem uma massa associativa que sente o jogo na pele e que, por tudo isso e muito mais, é bom que os homens vestidos de amarelo e suas partenaires comecem a mostrar algum respeitinho. Este ano temos treinador. E uma equipa que sabe jogar futebol a sério.

sexta-feira, 21 de Setembro de 2007

Olha K`Naan



Numa altura em que Kanye West e 50 Cent lutam pelo domínio das tabelas de vendas, o Fusco aproveita a boleia da Mojo e volta a falar de K`Naan, estrela maior da constelação hip-hop. Fica o caminho para três temas do artista da Somália que faz da poesia uma arma.

The Dusty Foot Philosopher
Soobax
What’s Hardcore?

Porque é dia do pinguim



Como celebração do Dia do Pinguim, o Fusco propõe uma viagem ao mundo Daytrotter para a escuta de três temas dos The National. O fim-de-semana está à porta.

"Lucky You" (versão original em «Sad Songs For Dirty Lovers»)
"Gospel" (versão original em «Boxer»)
"Slow Show" (versão original em «Boxer»)

quinta-feira, 20 de Setembro de 2007

Devendra no país das maravilhas



A poucos dias da edição de «Smokey Rolls Down Thunder Canyon», chegou-nos à redacção uma recriação de um tema épico dos Oasis, mais propriamente de «Don`t look back in anger».

Devendra Banhart a fazer de Caetano, um incontrolável acesso de loucura ou inspiração em estado puro proveniente de uma alma criativa? O Fusco mostra tudo, digam agora de vossa justiça. Ficam ainda quatro temas do novo disco a editar no próximo dia 26. A julgar pela amostra, é tempo de ir visitar a Alice ao país das maravilhas. Muito bom.



Já caem as folhas



Na sua primeira aventura fora da vertigem sónica com a designação Sonic Youth - se descontarmos «Psychic Hearts» de 1995 -, Thurstoon Moore troca o psicadelismo e a raiva dos riffs rápidos por um disco de canções perfumadas com salpicos folk e vestidas com desejos de melancolia.

«Trees Outside the Academy» é um álbum para ouvir em piloto automático enquanto se assiste, de olhos bem abertos e contemplativos, ao cair das folhas de Outono. Uma boa surpresa a que o Fusco oferece quatro árvores de fruto em cinco.

quarta-feira, 19 de Setembro de 2007

No buraco



Depois das notícias que o davam imerso no submundo das drogas a caminho da estrada sem retorno, Ryan Adams parece querer reabilitar-se através da descida ao buraco negro da existência.

Após o lançamento de «Easy Tiger», editado no primeiro semestre deste ano, irá suceder-se «Follow the Lights», com data de lançamento prevista para 23 de Outubro nas Américas. Trata-se de um EP de sete temas onde estarão inscritos três temas originais e quatro gravados ao vivo em estúdio, incluindo um cover de «Down in a Hole», dos Alice in Chains. O Fusco deixa uma pequena amostra.

Estoril Open sob o signo da cruz vermelha (mas ao contrário)



Depois de Thomas Muster em 1996, chega a vez de um número um mundial vir ao Estoril passear a raquete na condição de número 1 mundial. É mesmo verdade, o mito Roger Federer vai estar presente na edição do próximo ano do Estoril Open, por isso o melhor é começarem a telefonar aos vossos melhores contactos na tentativa de reservar já, de alguma forma, bilhetes para os jogos em que o suiço estiver envolvido.

O Estoril Open marca o início da preparação de Federer em terra batida, numa tentativa de conquistar o Open de Roland Garros pela primeira vez. Quanto ao Fusco, vai agora fazer uns telefonemas enquanto reza aos deuses da bolinha amarela por rectângulos mágicos...

terça-feira, 18 de Setembro de 2007

Noodles em crise existencial



Está agendado para o dia 23 de Outubro o lançamento de um estranho projecto musical, intitulado «Worried Noodles», que conta no elenco com nomes como Hot Chip, Franz Ferdinand, TV On The Radio ou Final Fantasy.

Os temas foram compostos a partir das letras do artista escocês David Shrigley, que em 2006 publicou parte das letras sob o nome de «Worried Noodles», designando a experiência como um "álbum pop por editar". Shrigley, em género de introdução, foi o responsável pelo delírio visual ilustrado na capa de "Friend Opportunity", dos Deerhof.

O lançamento será composto de um duplo CD, respeitando o nome de solteiro escolhido por Shrigley, e incluirá as letras e o trabalho artístico originais, como também os 39 temas criados com base nas letras do artista de saias.

No dia 14 de Outubro, a anteceder o grande lançamento, será promovido um espectáculo intitulado "The Worried Noodles Showcase", a ter lugar no London Scala. Todas as receitas do espectáculo, que vai incluir nomes como Hot Chip, revertem para a Amnistia Internacional.

O regresso da macacada



Os Gorillaz, a primeira banda animada da história, vai regressar à terra no formato lados-b. Depois da edição de «G-Sides», a banda vai ter editado «Gorillaz: D-Sides», com data prevista de lançamento para 5 de Novenbro.

O disco recolhe inéditos da altura em que a macacada estava a gravar «Demon Days», segundo e último capítulo da banda, bem como demos mais antigas. O grande destaque, segundo o site do Inimigo, vai para a colaboração da banda com os Isle Of Wight, os The Bees e com o actor Bill Murray. O pacote irá ainda incluir um CD bónus de remixes, com recriações dos Hot Chip, Jamie T ou DFA, entre outros. Todo o alinhamento disponível na área dos comentários.

Lágrimas de açúcar branco



Pela amostra a que oconseguimos deitar os ouvidos, PJ Harvey está num outro nível de composição, onde a dor e a raiva foram substituídas por uma melancolia capaz de pôr a dormir o bebé mais irrequieto.

Antes da saída de «White Chalk», oitavo longa-duração com lançamento agendado para o dia da música (1 de Outubro), o Fusco oferece à nação cinco doses de algodão-doce regadas com lágrimas de açúcar branco. Em Outubro, voltamos a falar de PJ Harvey.

domingo, 16 de Setembro de 2007

Mais alto que o sol



Em 1991, os Primal Scream foram tocados pela Graça e ofereceram ao mundo «Screamadelica», um dos discos maiores de toda a história da música, seja de que género, credo ou espécie estivermos a falar.

Natasha Khan, dos Bat For Lashes, juntou-se a Fionn Regan e a James Chapmanccc, líder dos Maps, para recriar «Higher than the Sun», um dos momentos altos de «Screamadelica». Mais do que um cover de se lhe tirar o chapéu, trata-se de uma oportunidade para (re)descobrir um disco que é uma autêntica pérola. E de subir mais alto que o sol.

sexta-feira, 14 de Setembro de 2007

Até já Simone



Depois de um disco sublime - «Verses of Comfort, Assurance & Salvation» (2006)- e outro feito de algodão doce - «Bird of Music» (2007)-, as Au Revoir Simone visitam a Lusitânia pela primeira vez. O acontecimento vai ter lugar nos dias 3 e 4 de Dezembro, primeiro em Lisboa (Santiago Alqumista) e depois em Braga (Theatro Circo). Até já Simone!

quinta-feira, 13 de Setembro de 2007

Se arrependimento matasse...



Ontem as palavras eram qualquer coisa como «não toquei num cabelinho dele». Hoje, depois de consultar o oráculo, Scolari fez mea culpa, tentando colocar uma pedra sobre uma poça de vergonha. Pediu desculpas à Federação, aos portugueses, à Nossa Senhora de Caravaggio, só se esqueceu mesmo do jogador sérvio a quem tentou arrancar uns pelos da barba com a mão fechada.

O brasileiro pareceu tão arrependido quanto Nero depois de pegar fogo a Roma, recitando uma lenga-lenga para tentar minimizar o estrago. Disse que fez o que fez para proteger Quaresma, que pelas imagens televisivas estava tão assustado quanto Jack o Estripador numa noite de nevoeiro.

Quanto ao Fusco, a convicção é a de que a UEFA desempenha o papel de Deus na terra: dorme pouco e nunca perde um jogo. E que o brasileiro irá passar algum tempo a ver futebol da bancada. Com Portugal na corda bamba do apuramento, o melhor será começar a procurar um novo timoneiro para uma embarcação que está a poucos metros de ir ao fundo. Adivinha-se uma nova era. Sem sotaque. Se o arrependimento matasse, Scolari teria alcançado ontem a imortalidade.

segunda-feira, 10 de Setembro de 2007

Survivor



Desenganem-se os adeptos televisivos de sitcoms passadas em ilhas desérticas. O Fusco fala-vos antes de um outro tipo de sobrevivente, aparentado de Chuck Palahniuk, conhecido por ter escrito o livro que inspirou David Fincher a montar em formato gigante um «Clube de Combate».

Editado em Portugal pela Casa das Letras, conta em sentido regressivo a história de um sobrevivente de um estranho culto, Tender Branson, que sequestra um avião para cometer suicídio quando o aparelho perder os quatro motores e se espatifar em solo australiano. Enquanto o instante derradeiro não chega, Tender conta a sua história para a caixa negra do avião, "uma espiral de fio metálico que é o registo permanente de tudo o que resta".

«Sobrevivente» é um retrato cruel da sociedade contemporânea, um cocktail de fruta madura ácida, uma sátira à educação moderna que programa o homem para chegar à perfeição sob o risco de exclusão e abandono, seja pela religião, seja pelo marketing - e não será a religião o marketing no seu estado de desenvolvimento pleno?

Se não passar na televisão, se não existir audiência, então não é verdadeiro. Simplesmente não vale a pena. Perto de Chuck Palahniuk, Bret Easton Ellis não passa de um pretensioso mimado. Gostámos tanto que já começámos a ler «Asfixia», da Editorial Notícias.

Uma dúzia e a história continua



Para quem em 2000 não contava com um único título no circuito profissional, a ascensão foi meteórica. Sete anos depois, Roger Federer conta com 51 títulos, 12 deles no Grand Slam: 3 Australian Open (2004,2006,2007), 4 US Open (2004,2005,2007,2007) e 4 Wimbledon (2003,2004,2005,2006,2007). Apenas Pete Sampras o ultrapassa na lista de todos os tempos com 14, mas será apenas uma questão de meses até Federer inscrever o seu nome na história como o melhor jogador de ténis de toda a história, incluindo também o lado estatístico. Só lhe falta mesmo Roland Garros, mas não será essa alergia ao pó que faz dele um jogador menos completo.

Ontem venceu Novak Djokovic, a mais recente estrela do circuito masculino, com um ténis deslumbrante e uma força mental de outro planeta. Basta dizer que salvou cinco set points no primeiro set e mais dois no segundo. O deus do ténis é suiço e chama-se Federer. Roger Federer.

quinta-feira, 6 de Setembro de 2007

Lion Burton



No 64.º Festival Internacional de Veneza, Tim Burton foi homenageado com o Leão de Ouro destinado a premiar uma carreira de excelência. Merecido seria levar para casa uma selva inteira, tal é a magia com que o realizador envolve cada um dos frames. O estranho mundo de Tim é, afinal, alimento para a nossa sede de imaginário.

Benção das pastas



Para assistir à benção das pastas do estudante de artes musicais Kanye West, cujo trabalho de final de curso recebeu o título «Graduation», visite o Inimigo.

Obrigado Croácia!



Pela primeira vez na história, se exceptuarmos um convite feito em 1951, Portugal apurou-se para a segunda fase do Europeu de Basquetebol. É certo que a Croácia deu uma ajuda ao vencer nuestros hermanos (85-84), mas também foi necessário vencer a Letónia por 77-67 para conquistar o maior feito de sempre do basquetebol lusitano.

Na segunda fase, a disputar em Madrid, Portugal vai encontrar a Rússia (amanhã), Israel (domingo) e a Grécia (terça), actual detentora do título. Com a missão mais que cumprida, é tempo de desfrutar o momento (e quem sabe festejar mais qualquer coisa).

quarta-feira, 5 de Setembro de 2007

Belga choc



Se Roger Federer domina no hemisfério masculino, que dizer da belga Justine Henin, que se prepara para conquistar o US Open pela segunda vez após uma vitória em 2003? É certo que em Wimbledon continua a ver passar navios de bananas, mas também Federer não se cura de uma crónica alergia ao pó que o impede de ter olfacto em Roland Garros.

Nas meias-finais Justine defrontará uma gazela, seja da pradaria americana - Venus Williams - ou das montanhas sérvias - Jelena Jankovic. Quanto à outra meia-final, será falada e jogada apenas em russo: Svetlana Kuznetsova Vs Anna Chakvetadze. Legendas serão sempre bem-vindas.

Bowie brasileiro em Portalegre



Seu Jorge, famoso por recriar David Bowie ao sabor gostoso do português do Brasil, regressa a Portugal para uma visita nocturna a Portalegre. Quem já estiver a pensar numa dobradinha, fica o aviso: Ana Carolina vai ficar em casa.

Encontro marcado para dia 9 de Novembro, às 21h30, no Grande Auditório. Quanto aos bilhetes, serão esticados até ao limite: 25 euros.

Caixa negra



«Good Arrows», dos Tunng, é uma deliciosa caixinha de música negra, perfumada com a essência da folk onde uma bailarina se diverte ao som de uma experimentação com sabor a campo numa tarde cinzenta.

Um disco que nos traz à lembrança o inverno, os pequenos demónios que nos habitam e uma vontade louca de não sair de casa. "We’re all going to end up dead and gone…", cantam os Tunng em "Hands". E nós cantamos com eles, espantando assim os desejos íntimos pintados a negro. Num campeonato de tiro ao alvo, teria uma pontuação de 4 setas em 5. O Fusco deixa uma pequena amostra. Para a escuta integral visitem o site do inimigo.

terça-feira, 4 de Setembro de 2007

And the winner is...



The Klaxons, com «Myths of the near future». Haja mercúrio.

Febre da bolinha amarela ataca em Nova Iorque



Na recta final do US Open as apostas estão em alta. Conseguirá Federer esticar a vitória pintada de verde obtida em Wimbledon? Irá Nadal mostrar que não é apenas um menino agarrado ao espanador a quem chamam, sem segredos, o rei do pó? Pensará Djokovic que por ter ganho a etapa Masters do Canadá já é rei e senhor do harcourt? Terá Davydenko o sonho secreto de vencer pela primeira vez um torneio do Grand Slam?

Quanto ao Fusco, a convicção é gigante: Roger Federer será o grande vencedor em terras americanas. Ficam os jogos entre os oito sobreviventes:

Roger Federer Vs Andy Roddick
Nicolay Davidenko Vs Tommy Haas
Carlos Moya Vs Novak Djokovic ou Juan Monaco
Juan Ignacio Chela Vs Rafael Nadal ou David Ferrer

Quanto ao hemisfério feminino, fica para amanhã...

Quem se agarra ao mercúrio?



Logo à noite vai saber-se quem levantará o Nationwide Mercury Music Prize, prémio atribuido pelos brits ao melhor disco concebido em terras britânicas.

Este ano a lista dos finalistas conta com dois repetentes - Artic Monkeys, vencedores em 2006 e Dizzee Rascal, em 2003 -, mas nunca ninguém nos 15 anos de história do prémio conseguiu repetir a proeza. Será desta? Vão ver que não.

O Fusco deixa a lista dos nomeados, aponta o perfil de cada um deles traçado pelo inimigo (é só clicar no mome do artista/banda) e oferece uma pequena amostra musical deste imenso grupo de finalistas (só não mostramos nada dos Basquiat). Se tivéssemos de arriscar um vencedor, mesmo caindo no risco de nos espalharmos ao comprido, apostaríamos nos Bat For Lashes. Amanhã - ou mais logo - contamos se acertámos na lotaria. Deixem os vossos palpites.

Candidatos:

Arctic Monkeys - "Favourite Worst Nightmare"
Basquiat Strings with Seb Rochford - "Basquiat Strings"
Bat For Lashes - "Fur and Gold"
Dizzee Rascal - "Maths and English"
Klaxons - "Myths Of The Near Future"
Maps - "We Can Create"
New Young Pony Club - "Fantastic Playroom"
Fionn Regan - "The End of History"
Jamie T - "Panic Prevention"
The View - "Hats Off to the Buskers"
Amy Winehouse - "Back To Black"
The Young Knives - "Voices of Animals and Men"











Com o power no máximo



Na sua primeira aventura fora do universo Moloko, a estrela cintilante Roisin Murphy saiu-se lindamente com «Ruby Blue»: um disco de jazz dançante, iluminado por bolas de espelhos, construido a meias com Herbert - o mago todo poderoso da electrónica. «Overpowered», o segundo capítulo da saga, chega às lojas no dia 15 de Outubro.

A julgar pelo single de apresentação, estamos mais perto da constelação Moloko e a uma distância segura do meteorito Herbert, retomando a rota dos planetas com as cores do arco-íris. O Fusco deixa o videoclip para «Overpowered» e também a versão audio. A diva Roisin está de volta!



segunda-feira, 3 de Setembro de 2007

Regresso ao parque de aventuras



Para muito boa gente, trata-se de um dos regressos mais aguardados no universo extravagante da pop. Desde 2003 que os Blur se remeteram ao silêncio, espalhados por projectos paralelos que teimam em adiar o sucessor de «Think Tank».

Enquanto não chega a boa nova, duas demos dos tempos gloriosos de «Parklife» (1994), 3º longa-duração da banda inglesa, foram disponibilizados na net: «Parklife», onde o dom da declamação é dado a Damon Albarn e «Girls and Boys», que tira o foco luminoso dos sintetizadores e os coloca convictamente nas guitarras.

O Fusco, amante confesso desta banda desde o primeiro instante, junta-se à propagação viral das demos ressuscitadas. Tempo de regressar ao parque de aventuras. Subam ao escorrega e deslizem por aqui.

domingo, 2 de Setembro de 2007

Mapa do tesouro



Como que um vinho a ganhar poderes de encantamento, sonhando meio adormecido num barril de carvalho, deixámos que «Boxer», 3º longa-duração dos The National, tivesse no Fusco um voto de silêncio. É certo que há uns tempos havíamos mostrado «Fake Empire», um dos grandes temas de 2007, mas quanto ao disco preferimos saboreá-lo lentamente, escondidos num sotão mágico a devorar segredos.

«Boxer» é um disco raro, um autêntico tesouro onde cada uma das pérolas se vai lentamente revelando, até nos atingir bem no centro do coração. Alegremente negro, entusiasticamente trágico, admiravelmente romântico. Um dos discos que vai ficar para a história da música, a que o Fusco oferece 5 corações em 5. Fica o mapa do tesouro.

Vamos nessa Vanessa



Nadou, pedalou e correu até cortar a meta, levantando a fita e atirando-a contra o chão, como que a celebrar o facto de ter rejeitado o miserabilismo e acreditado, desde o início, que seria ela a chegar em primeiro. Parabéns a Vanessa Fernandes, portuguesa, campeã mundial do triatlo. O ouro em Pequim começa a ganhar contornos de saudável obssessão.