O tempo não tem dado para muito mas já assitimos a três longas no Festroia.
The Bone Man (O Homem dos Ossos) - Cinema Negro
Negro mas nem tanto. Pouco sangue, fracas personagens, ausência de tensão quando se exigia terror e suores frios. 4 facas (em 10).
Out of the Blue (O Dedo de Deus) - Secção Oficial
Moderna e decepcionante adaptação da história da Cinderela com ares de telenovela venezuelana. 3 frascos de creme (em 10).
The Necessities of Life (Necessidades de uma Vida - O Homem e a Natureza
Bonita história de amizade com a neve sempre à espreita. No Canadá também se escreve poesia. 6.5 trenós (em 10).
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quarta-feira, 9 de setembro de 2009
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Troca-se magia por projector, cadeiras e mais qualquer coisa

Não bastam passadeiras vermelhas e meeting points. É preciso limpeza, cadeiras confortáveis, um projector que não desfoque, empregados bem comportados e alguém para quem traduzir frases de circunstância para a língua inglesa não seja uma missão impossível.
Serve esta reprimenda de introdução à 25ª edição do Festroia que, apesar do marco histórico, continua com erros de casting que lhe emprestam um ar de festival de província.
O Auditório Charlot, a única sala de cinema integrada no roteiro, deixou-se dominar pelo mofo e pela sujidade. Os empregados, durante o visionamento, divertem-se a falar nos corredores exteriores como se o festival não fosse nada com eles. Caricata é também a mudança de bobine que, durante alguns minutos, mantém o cinema na penumbra e o espectador a pensar que o projeccionista se deixou dormir ou então foi para casa mais cedo.
Quanto à tenda, montada no maior parque de skate do distrito, padece de vários males. Um tem a ver com o desconforto, gerado por cadeiras pouco próprias ao estado de longa-metragem. O mais grave refere-se ao projector, que está a anos-luz de cumprir a sua função. «Out of the Blue», que passou na noite de Domingo integrado na Secção Oficial, foi um atentado à capacidade visual dos espectadores, que tiveram de fazer um esforço sobrenatural para se abstrair da desfocagem que durou do primeiro ao último frame.
Na primeira edição do jornal deste ano, a directora do Festroia dizia que "é quase preciso magia para fazer este fesival". O Fusco não iria tão longe. Bastaria limpeza, cadeiras confortáveis, um projector que não desfocasse, empregados bem comportados e alguém para quem traduzir frases de circunstância para a língua inglesa não seja uma missão impossível.
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