
Já se sabe que as mudanças linguísticas são um pouco como as obras de Santa Engrácia. Muita azáfama, um intenso corropio mas um fim que está para além de onde a vista consegue alcançar. Porém, há poucos dias, conheci de perto alguns dos tiques do novo acordo ortográfico e dos pequenos assassinatos que estão a ser preparados para exterminar do mapa gramatical o belo lusitano.
Numa lógica da simplificação, onde impera a máxima do «não se pronuncia deita fora», foi só desbravar terreno deixando muitas palavras coxas, enfermas e sem qualquer equilíbrio. Alguns exemplos: táctica passa a tática; acção a ação; stress, um estrangeirismo engraçado, é adoptado como uma criancinha brasileira e passa ao dicionário como estresse; homem, pasme-se, vai passar a omem o que, logo assim de repente, impede de usar a velha expressão máscula do «eu sou um homem com h grande».
O Fusco-Lusco garante que será uma zona livre de acordo, uma espécie de DMZ linguística, e que a preguiça gramatical não tomará conta de nós. Com todas as letras e abusando de estrangeirismos na língua original. O que se seguirá a seguir, adoptar o K como letra do alfabeto?
2 comentários:
Tás a gozar??!
Vão retirar o "H" de homem???
Se for verdade, é ridículo!
Não tarda nada, substitui-se de vez o "ch" por "x", desaparece o "z", trocado por "s", etc...
Onde viste isso?
Subscrevo a liberdade de se escrever Português.
Enviar um comentário