
Foi em alta que
José Mourinho terminou a sua saga no
Chelski onde, em apenas três anos, conquistou uma mão cheia e mais um dedo de títulos: dois campeonatos, duas taças da liga, uma supertaça e uma taça de Inglaterra. Em Wembley, frente a um motivado United, Drogba acordou no prolongamento e resolveu a contenda com um toque de bailarino genial. Os
blues evitavam a dobradinha em tons de vermelho e, pelas mãos dos mestres Lampard e Terry, ergueram o troféu mais antigo da história do futebol. Merecidamente, diga-se. Paulo Ferreira, para o
Fusco o melhor defesa direito do planeta, fez de Ronaldo um gatinho sem unhas, totalmente inofensivo. Londres vestiu-se de azul e branco e acabou com os barris de cerveja.
No final do jogo, Drogba fintou os companheiros de equipa e correu em direcção ao balneário para abraçar Mourinho que, na hora da despedida e a lembrar um
deja vu ocorrido na final da
Champions ao serviço do clube do animal imaginário, foi comemorar sozinho para o duche a anunciar o adeus à nação. Que clube se seguirá aos
blues? A Inglaterra está vista, Madrid já esteve mais perto, talvez o país da bota seja o melhor destino. Onde quer que seja, Mourinho levará consigo uma equipa técnica de confiança, um mau-feitio do caraças, um estilo de
dandy dos tempos modernos, o estatuto de melhor treinador do mundo e um orgulho sincero de ser português. Parabéns
mister!