
"Nome de Código: Leoparda" foi a estreia do Fusco no universo de Ken Follett, que já vendeu mais livros do que o número de camisolas de Messi e Ronaldo despachadas por Barcelona e Real Madrid.
A acção situa-se em vésperas da invasão aliada. Os serviços britânicos planeiam a destruição do sistema de comunicações nazi localizado em St. Cecile, fundamental para a estratégia alemã. A missão, desempenhada por uma equipa constituida unicamente por mulheres, será liderada por Felicity “Flick” Clariet, uma agente que tem sobrevivido no terreno graças ao seu incrível planeamento, sentido de desconfiança permanente, instinto apurado e capacidade de actuar com frieza nas situações de vida ou morte. Do outro lado está Dieter, mestre na arte da tortura e exímio interrogador, que tem a vantagem de conhecer diversos fragmentos sobre a missão que a Resistência prepara. O duelo vai estender-se da primeira à última página.
O livro lê-se de um fôlego, mas senti a falta de uma história mais elaborada que por vezes parece desenrolar-se em piloto automático. Diria que lhe falta a trama de Stieg Larsson, o ambiente cénico de Robert Wilson ou o sentido de humor de Andrea Camilleri para ser mais ao gosto do Fusco. 6.5 leopardas (em 10).
2 comentários:
Eu dou-lhe 9,5 em 10!
Gostei mesmo!! Infelizmente, ainda não li os autores de que falas para poder comparar.
Penso que a tua nota se deve também ao facto de teres partido para a leitura à espera de um policial e te teres deparado com uma história de espionagem. Daí as tuas expectativas terem sido goradas.
Agora estou a ler "A chave para Rebecca" e acho que Follett sabe construir bem o enredo e caracteriza muito bem as personagens e as suas relações, sem cansar o leitor com descrições muito detalhadas do ambiente à volta.
É como dizes, lê-se de um folego.
Agora que estou a escrever isto só penso: quem me dera ir ali ler um bocadinho...
Já é quase meio-dia ;)
Enviar um comentário