terça-feira, 31 de julho de 2007

Épico!


Para celebrar o 10º aniversário da invenção de Lara Croft no papel de salteadora de templos e caçadora de relíquias e artefactos, a EIDOS lançou no mercado o primeiro jogo da série Tomb Raider, dotando-o de gráficos, tecnologia e jogabilidade dos tempos que correm.

"Tomb Raider Anniversary" é, simplesmente, o melhor jogo inventado para os três modelos da Playstation. Imperdível, inesgotável e ainda mais divertido jogado a dois. Obrigatório.

Peace

O Fusco oferece à nação alguns temas de «The Dusty Foot Philosopher», pela voz e alma de K`Naan, autor do melhor concerto do FMM 2007. Peace.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Imagens FMM

Todas as fotografias ilustrativas dos posts anteriores são da autoria de Mário Pires, fotógrafo oficial do festival.

Sábado

O dia de encerramento do FMM fez juz à velha máxima de que "o melhor está guardado para o fim". Yodel soturno, hip-hop orgânico e ciganos chanfrados do miolo, fizeram de sábado uma noite de emoções fortes.

Divertimento, genialidade e bom gosto foram os ingredientes servidos por Erika Stucky, acompanhada pelos chefes de cozinha Roots of Communication, numa refeição suiça com muito mais do que chocolate. Erika é uma verdadeira criadora de atmosferas, casando o popular com o erudito, inventando personagens, histórias e viagens. O erudito, por vezes, solta gargalhadas estridentes. Fantástico.


O concerto de K`Naan, que repetiu a presença de 2006 mas desta vez no palco principal, foi para o Fusco o melhor de todo o festival. K`Naan recorda-nos o melhor do hip-hop dos tempos áureos, o seu espírito conciliador, crítico e poético, recusando a triste figura em que o género caiu nos dias que correm graças a imbecis como 50 Cent.
Ritmos tradicionais, poemas cantados com a alma e uma voz que reflecte a solidão, o medo e a esperança, transformaram-se numa sentida celebração que tocou Sines bem lá no fundo.


Apontados como os porta-vozes da revolução cigana, os Gogol Bordello assinaram o momento mais épico do FMM 2007 e, muito provavelmente, candidataram-se ao mais endiabrado, divertido e cativante concerto de toda a história do festival.
Pensem num Pogues calçando Doc Martens, em Bob Marley de cabelo rapado, e ainda assim estarão longe de imaginar o furacão que este colectivo representa quando solto ao vivo num palco. Um OVNI passou por Sines.

Sexta-feira

Sexta-feira constituiu o elo mais fraco do FMM, com um inaudível concerto de saxofones e uma fusão falhada entre a música argelina e o rock. Mas nem tudo foi mau. Na praia, assistiu-se a um concerto mítico com o sabor das águas do Pacífico...

Ainda o lusco-fusco era uma miragem quando os Aronas invadiram a Avenida da Praia, para oferecerem às massas um dos concertos míticos deste festival. Aron Ottignon, no piano e ao comando da tripulação pacifista da Austrália e Nova Zelândia, mostrou por que razão é considerado um pianista de excepção pelos pros do mundo das teclas a preto e branco.
Com um som inventivo e imprevisível, o cheiro do Pacífico a entrar-nos docemente pelas narinas e um ritmo de desafio constante a massajar-nos o corpo, os Aronas conquistaram merecidamente o prémio revelação. Grande!
Hamilton de Holanda mostrou, em Sines, com quantas cordas chora um bandolim que se preze. Acompanhado por um quinteto de respeito, de muito erudição e algum populismo, Hamilton assinou um concerto irrepriensível e mostrou uma boa disposição de se lhe tirar o chapéu. Não delirámos, é verdade, mas numa noite imensamente negra foi o único que se salvou de um mergulho na penumbra.
«Na plateia, o público dança», avançava o guia oficial do FMM antecipando o concerto dos World Saxophone Quartet. Infelizmente, mais do que um estímulo e o apelo irresistível à dança, predominou uma vontade gigante de tapar os ouvidos com um algodão à prova de som. Um concerto desaquado ao espírito de festa que se esperava numa noite de sexta-feira, apenas para fãs incondicionais do free jazz com vertigens de furacão. Para esquecer.
Decididamente, o casamento promovido por Rachid Taha entre a música argelina e o espírito do rock clássico não caiu nas boas graças do Fusco. É certo que não faltaram as poses para a fotografia, a conversa de olhares com o público e a versão de um tema dos The Clash, mas ficou no ar a ideia de um espírito pseudo-artístico de trazer por casa. Fora de prazo e muito decepcionante.

Quinta-feira

O Fusco iniciou a sua aventura pelo FMM na noite de quinta-feira, que começou com jazz surrealista, prosseguiu com um piquenique no deserto e terminou com uma festa dançante numa praça pública da Etiópia.

Carlos Bica, um dos nomes mais sonantes do universo jazzístico lusitano, surgiu acompanhado pelo Trio Azul, formação com que alcançou a maior projecção da sua carreira com o celebrado "Azul", de 1996. Para ajudar à festa de um jazz que é uma autêntica mestiçagem, o gang contou com a irreverência de DJ Ill Vibe, que ofereceu um toque extra de imaginação a um colectivo que não hesitou em mergulhar nas águas da improvisação. Um início de noite simpático e erudito.


Nos Tartit o poder pertence às mulheres. Elas tocam, cantam, vestem-se com as cores do mundo e mostram os bonitos rostos que dão vida aos desertos africanos. Os homens refugiam-se por detrás de panos negros, dançam como bailarinos graciosos e fazem a corte como verdadeiros príncipes. Um concerto em tons minimalistas, nas margens de uma colectiva hipnose, que resultou num dos momentos mais tocantes do FMM.


Por vezes abraçando o espírito de baile de finalistas, Mahmoud Ahmed fechou a noite de quinta-feira com uma mistura de pop, jazz e alguns pozinhos de agitação pimba. Não foi mau, mas por essa altura ainda estávamos a pensar no imenso deserto.

As good as it gets



À nona edição, o FMM de Sines conseguiu o feito impensável de melhorar em muitos aspectos organizativos, reafirmando-se como um dos maiores eventos culturais da Lusitânia. Quanto a concertos, e apesar da noite negra de sexta-feira, o balanço final é claramente de excelência. Segue-se uma visão do FMM pelo Fusco. Para o ano há mais.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Eis Mozart

Antes de se fazer à estrada rumo ao FMM, o Fusco oferece um grandioso concerto de um ressuscitado Mozart, gravado no Paradiso de Amesterdão em Maio deste ano. Voltamos na próxima segunda-feira com um especial Sines.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

The (next) big thing



Em 2005 foram considerados uma das vinte mais promissoras jovens bandas europeias pela pretigiada Les Inrockuptibles, e o culto começou a ganhar forma. Têm tido pouca pressa, dividindo o tempo entre concertos grandiosos em espaços pequenos e a preparação cuidada do primeiro disco, que está por aí a rebentar.

Cantam e sonham em inglês, num universo melancólico que nos recorda nomes maiores da composição americana, com a melancolia a tomar conta de uma alma que se abre totalmente.

No site oficial podem já ouvir quatro temas. É certo que estão em patamares criativos muito diferentes, mas para o Fusco os Mazgani irão chegar bem perto da projecção mediática que os Silence Four tiveram em Portugal. É só um palpite, logo se verá como correm as coisas num país onde tudo pode acontecer. Há muito que esperávamos por uma banda assim na Lusitânia (Ok, também temos os Old Jerusalem).

Fica de seguida o tema "Unageing games", gravado ao vivo em Maio no Santiago Alquimista, cortesia do LiveActPt.

Mazgani "Unageing Games" @ Santiago Alquimista (06-04-2007)
Mazgani "Unageing Games" @ Santiago Alquimista (06-04-2007)

terça-feira, 24 de julho de 2007

Trabalho infantil em nome da retoma



Quem assitiu à apresentação do Plano Tecnológico da Educação, certamente reparou no olhar feliz e emocionado de uma plateia repleta de crianças. Há mesmo quem diga que viu algumas lágrimas de felicidade deslizarem pelos rostos infantis presentes, comovidos com o lema «um computador por escola!».

A alegria, porém, não passou de uma grande encenação, já que as crianças presentes foram contratadas por uma agência de casting . A cada catraio coube a quantia de 30 euros. Em tempo de crise e restrições, o governo parece ter encontrado a solução para a bela da retoma: uma clara aposta no trabalho infantil.

Quanto ao Fusco, já vai sendo tempo de entregar uma medalha de mérito à ministra da educação.

Orgulhosamente 2D

Numa era onde a animação atinge proporções épicas, há quem ainda mostre orgulho em olhar o mundo apenas a duas dimensões. O Fusco tem a honra de apresentar o trailer para «The Simpsons Movie», uma das aventuras cinéfilas mais aguardadas este ano. A estreia na lusitânia acontece já na próxima quinta-feira!

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Um lobo com pouca roupa

Patrick Wolf tocou há três meses e pouco no Paradiso holandês,num registo bem diferente daquele que encantou muito boa gente no clube do sabonete. Foi-se o violino em mãos femininas, calou-se a electicidade da guitarra, eclipsaram-se os devaneios electrónicos mas ficou uma bateria endiabrada, um piano encantado, uma viola quase de brincar e uma voz de anjo traquina. Quem puder que dê o salto até à Zambujeira, este rapaz vale mesmo todos os sacrifícios. Enjoy!

Para a próxima é que vai ser



Ainda não foi desta que Rufus se libertou dos fantasmas e nos ofereceu de bandeja um disco sublime. Existem alguns momentos deliciosos, compensados com outros pouco dados ao espírito da suculência. De qualquer forma, o Fusco oferece a audição (quase completa) do novo «Release the stars». Vamos acreditar que para a próxima será melhor.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Reabre a vintes


Já devem ter reparado que andamos numa de silêncio. Isto das férias tem destas coisas. Como não nos tínhamos despedido antes da ida para sul, fazêmo-lo agora antes da aventura a norte. Um destino sem praias, com pouca gente, sem internet e, se possível, sem rede para chamadas móveis. Lá para vintes, o Fusco regressa ao activo. Boas férias para nós!

terça-feira, 10 de julho de 2007

Vénus de Milo e chocolates suiços sobre a relva



Depois da edição deste ano, Wimbledon passou a ser o local favorito do Fusco para piqueniques em fim de tarde, mesmo com a chuva por companheira.

Venus Williams, que já há algum tempo permanecia adormecida na sombra, praticou um ténis fenomenal e venceu em Wimbledon pela quarta vez. Em 2008 espera-se que as manas regressem em força, mas o Fusco aposta que já no Open dos Estados Unidos será uma das Williams a levar a taça para casa.

Quanto a Roger Federer, sofreu bastante frente a um motivado Rafa, mas conseguiu o mítico feito de vencer Wimbledon pela quinta vez consecutiva, igualando o feito de Bjorn Borg conseguido entre 1976 e 1980. Será 2008 o ano da terra batida para o suiço? Nunca se sabe, nunca se sabe...

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Colombo em estado de choque



Foi com clara surpresa e muita indignação que os lojistas do Centro Comercial Colombo olharam hoje para as manchetes de alguma imprensa. A poucos metros poderá ser erguida a maior loja chinesa de todo o planeta, que certamente se tornará numa forte concorrente ao negócio. Por enquanto tudo não passa de especulação, mas o fantasma de uma loja dos trezentos à escala planetária vive já no coração de muitos colombanos. Saiba tudo aqui e aqui.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Polícia secreta regressa em novembro



Quando a tristeza ameaçava instalar-se e dominar corpo e espírito durante todo o dia, eis que a boa nova foi anunciada. A polícia secreta da musicalidade, conhecida no universo dos sons como Interpol, regressa a Portugal em Novembro após a actuação de esta noite no SBSR.

A questão é saber se será a 7, a 8, ou num outro dia do calendário, já que o myspace da banda anuncia que no dia 7 tocam simultaneamente no Coliseu, em Lisboa, e no la Riviera, em Madrid (o Fusco anunciará em breve a data certa). Fica um dos temas que deve ecoar bem alto esta noite num parque à beira tejo...

De novo a primeira comunhão


Apesar de ser baptizado, de ter feito a primeira comunhão e de ter escapado por milímetros ao tão desejado crisma - pela parte materna -, não me considero um ente católico. Até navego mais pelas águas da descrença, sem santos ou calendários de Fátima a nadar na carteira. Porém, depois do concerto dos Arcade Fire no SBSR, volto a acreditar que existe um lado espiritual que nos cerca, e que é possível voltar a ligar a corrente que se desligou no coração do homem.
Em palco, os Arcade revelam uma energia estonteante, uma entrega verdadeira e uma música sem artifícios. Por entre adereços cénicos que ajudaram a realçar o efeito de celebração, os fiéis devotos gritaram hinos e encheram-se de esperança. O único senão foi a curta duração da homilia, que não chegou a hora e meia. Ficámos, porém, com o coração cheio, ansiosos por mais um encontro espiritual com estes pregadores canadianos que insistem em nos mostram a vida através de uma música transcendental. Um concerto 5 estrelas - ou melhor, todas as estrelas de um céu brilhante.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Há febre no bloco


Os Bloc Party deram ontem, no SBSR, uma festa a que só faltou mesmo o fogo-de-artifício. Não terá sido tão intenso quanto o espectáculo dado há poucas semanas no Coliseu dos Recreios, onde quase todos os convidados tinham comparecido por exclusiva dedicação, mas não deixou de ser um hino ao entusiasmo juvenil e ao salto na vertical. Se ainda restavam dúvidas, ficou provado que o primeiro disco é bem intenso que o novo «A weekend in the city», se bem que as novas canções parecem ir soando cada vez melhor. Acima de tudo, ficou a negra esperança de que estes rapazes irão imaginar um terceiro disco que tomará de assalto o planeta. Febril.

Que é feito do espírito hippie?


Quando os The Magic Numbers lançaram em 2005 o longa-duração de título homónimo, pode dizer-se que por momentos os anos 60 voltaram a fazer parte das nossas vidas, com se as estradas a as ruas se tivessem enchido de flores. Com «Those the Brokes», lançado este ano, o encanto perdeu brilho e o estado hippie desvaneceu-se como um aglomerado de nuvens.
Ao vivo no SBSR, os The Magic Numbers tocaram como os últimos hippies na terra, deslocados num festival que pretendia festa em rotações mais altas. Um concerto simpático, com uma grande dose de espírito pimba, que serviu para serenar os ânimos antes da demolidora dose dupla que se ia seguir na ementa. O terceiro disco irá mostrar se o espírito hippie ainda mexe ou se já passou à história...

Esta rave não é para nós


O Fusco confessa: assistimos ao concerto dos Klaxons ainda a sobrevoar a ponte Vasco da Gama, agitados pelas ondas gigantescas enviadas pela Antena 3. Defeito ou não de transmissão, a voz de Jamie Reynolds parecia mergulhada num claro registo de desafino, entre guitarras perdidas e ritmos distorcidos. Punk científico ou uma rave de fato espacial, não nos sentimos hipnotizados por um fenómeno levado ao colo pela impresa inglesa.

Este é o primeiro dia do resto das vossas vidas



Uma rave desafinada, hippies algo deslocados, um festão do outro mundo e uma celebração religiosa capaz de converter mesmo o ateu mais convicto. A reportagem do primeiro dia do segundo acto do Festival da Cerveja Bock segue dentro de momentos...

terça-feira, 3 de julho de 2007

Rendidos à relva


Não sei se por saudades de um jogo da liga Betadine ou de um piquenique com a família, Wimbledon tem sido uma fantástica surpresa. Um verdadeiro regalo para os olhos, cansados de ver tanta terra solta. Estamos rendidos à relva.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

São rosas, senhor!


Talvez querendo aplicar o fantástico milagre de Leonor à conquista ávida de campeonatos, «aquele que não se pode dizer o nome» escolheu o rosa para dar cor ao equipamento de reserva.
Estaremos a assistir a uma tentativa velada para descartar a tmn e abraçar a Vip ou a Lux como patrocinadora principal, fazendo da Luz a catedral maior das festas da socialight? Só o tempo o dirá. Entretanto, o gato RAP tenta justificar o injustificável. Veja tudo aqui (vale bem a pena).

Cinemateca B



Roger Corman, conhecido no mundo da sétima arte como um anjo selvagem, está a ser alvo de homenagem na Cinemateca de Lisboa. Corman foi um dos grandes responsáveis pelo culto gerado à volta dos filmes de série B - assim como da vertente conhecida por explotation -, a meio dos anos 50 do século passado. O ciclo, que vai decorrer durante todo o mês de Julho, inclui preciosidades como «The Little Shop of Horrors», «House of Husher» ou «Masque of the Red Death». Um verdadeiro acontecimento.

domingo, 1 de julho de 2007

Os hinos que faltavam


Seguem-se os hinos da Bíblia de Neons que ainda não haviam sido cantados. Quanto à palavra do Senhor, está disponível na área dos comentários deste post. Amen!, terça-feira vai ser um grande dia...













Também há bingo na Suécia


O Fusco saúda com fogo-de-artifício, ainda que apenas no formato single, o regresso à composição de Jens Lekman, irreverente e muito estiloso cantautor sueco. Seja como for, é tempo de ir ao bingo, comprar um par de cartões e rezar pelo prémio acumulado.