quinta-feira, 30 de Agosto de 2007

Quando as folhas caem na Islândia



Como forma de compensar a ausência de um disco de originais, os Sigur Ros vão regressar em finais de Setembro com dose dupla: um DVD e um duplo CD.

O DVD terá o título "Heima" - significando terra ou pátria -, e incluirá uma série de concertos gratuitos que a banda deu na terrinha chamada Islândia durante o Verão de 2006. Entre as surpresas, poderemos encontrar versões acústicas para «Staralfur», «Agaetis Byrjun» e «Von», ou uma versão para «Guitardjamm», gravada num tanque de óleo do lado oeste das Fjords.

Quanto ao CD será baptizado de "Hvarf/Heim" (algo parecido a desapareceu de casa). O primeiro CD incluirá, em versões acústicas gravadas durante o último tour, temas que a banda quer que façam parte da sua história, e que por qualquer razão nunca foram incluidos em gravações. Já a segunda rodela apresentará versões ao vivo de temas de estúdio, registadas na islândia entre o verão de 2006 e a primavera de 2007. Pela redacção do Fusco já se vai sonhando com o cair das folhas. Enquanto isso, o melhor é ir recordando «Ágætis byrjun», para nós o melhor disco dos islandeses.

EME na rota Eno



Ao contrário da edição de 2006, onde apresentou nomes sonantes das andanças experimentais electrónicas como Harald Ziegler, Murcof ou Colleen, a edição de 2007 dos Encontros de Música Experimental (EME) - de 3 a 6 de Outubro - vai adoptar uma pose mais discreta, mergulhada em ambientes inspirados em sonhos tranquilos de Brian Eno.

Apesar de estarmos a um mês e mais qualquer coisa da realização dos EME, o Fusco avança com o programa das festividades. Este ano, além dos concertos na Igreja de Santiago, vila de Palmela, a edição conta também com um workshop em videojamming - pintura com luz (2 a 6 de Outubro). Para uma visita ao site oficial sigam por aqui. Ao longo dos próximos dias, o Fusco promete mostrar o BI de alguns dos convidados, incluindo o perfil musical.

3 Outubro
Miguel Cabral (POR) + Marsen Jules (ALE)

4 Outubro
Rui Costa (POR) + Nook (ALE) + Zavoloka (UCR)

5 Outubro
Pygar (POR) + Tim Hecker (CAN)

6 Outubro
Mosaique (POR) + Laetitia (POR) + Biosphere (NOR)

quarta-feira, 29 de Agosto de 2007

À espera de Beirut



Em 2006, com a ajuda de Jeremy Barnes (Neutral Milk Hotel e A Hawk and a Hacksaw) e Heather Trost (A Hawk and a Hacksaw), o pós-teenager Zach Condon ofereceu-nos um disco surpreendente, onde misturava a irreverência cigana dos balcãs, a melodia sentida da folk e uma inventividade capaz de transformar cada tema num momento sublime, trazendo à imaginação os momentos gloriosos vividos com «69 Love Songs», dos The Magnetic Fields.

Enquanto esperamos pelo dia 9 de outubro, data em que será lançada a segunda aventura em formato longa-duração - denominada «The Flying Cup Club» -, resta-nos ir escutando «Gulag Orkestar», mesmo que privado de uma das suas pérolas. Para ouvir num alegre loop.

It`s a kind of magic



Até ao próximo domingo, o centro da capital alfacinha vai ser invadido por artistas de países como a Argentina, a Espanha, a Suécia ou Portugal. Tudo a propósito da segunda edição do Lisboa Mágica - Street Magic World Festival, que vai apresentar 174 espectáculos de magia espalhados pelas ruas da Baixa, em 1o espaços diferentes. Para saber mais siga por aqui.

O novo léxico



Juntando no mesmo caldeirão ingredientes vários que vão do saboroso spagheti ao temperamental fado, os Calexico têm oferecido ao universo indie algumas refeições bem saborosas, de entre as quais o Fusco destaca «Feast of Wire», de 2003.

A boa notícia é o regresso às lides musicais deste imenso agrupamento de Tucson, com «Toolbox», disco composto inteiramente por instrumentais. Além de oferecer para escuta «Barcelona Mosaico», faixa que integra o novo longa-duração, o Fusco mostra também o que os Calexico fizeram com «Ocean of Noise», tema imaginado num sonho feliz pelos Arcade Fire.



terça-feira, 28 de Agosto de 2007

Punk para abanar a anca



Aproveitando a corrente trazida pela onda gigante «Stronger», provocada pela prancha do surfista Kanye West, os franceses Daft Punk irão lançar a 20 de Novembro o disco «Daft Punk Alive 2007», registo parisiense datado de 14 de Junho.

Além da edição normal, será lançada uma versão especial que incluirá dois discos e um livro de 50 páginas. A versão ao vivo de «Harder, Better, Faster, Stronger», além de ter honras de lançamento em single, será transformada em videoclip pelo relizador Oliver Gondry. Quanto ao Fusco, fica-se por uma grande e estonteante remix.

O grande salto



3 saltinhos, num total de 17,74 metros, valeram a medalha de ouro nos mundiais de atletismo a Nélson Évora, no sempre espectacular triplo salto. Fantástico!

Tarantino is a bitch



Nos tempos idos universitários um colega dizia-me, entre o tom sério e a pura gozação, que Quentin Tarantino era uma fraude. «Reservoir Dogs», declarava, era uma pilhagem descarada a um filme japonês, onde os últimos 20 minutos não passavam de copy&paste cinematográfico operados com a precisão de um médico cirurgião.

Após a primeira aventura com os Cães Raivosos, Tarantino caiu nas boas graças da crítica com «Pulp Fiction», onde jogando com a intemporalidade permitiu que dois defuntos fossem promovidos a heróis. De seguida realizou o seu filme mais sóbrio e de moldes clássicos, de nome «Jackie Brown». Uma surpresa no meio de tantas andanças independentes. A sua coroação chegou com o díptico «Kill Bill», onde a homenagem aos sangrentos, profundos e aventurosos filmes japoneses tocou a perfeição.

Death Proof», mergulho no hiato temporal dos filmes de série Z, é um verdadeiro flop. Um pedaço fílmico entediante, onde dois grupos de raparigas - babes na linguagem moderna -, com muito corpinho e pouca cabeça, desfilam um rol de linguagem vulgar, tentando escapar aos delírios assassinos de um pretenso duplo que, num carro à prova de morte, lhes quer fazer a folha - no sentido criminal.

É certo que o filme copia na perfeição os riscos, os cortes, os saltos de imagem e todas as imperfeições dos filmes deste período. A questão é que copia, também, um argumento sofrível, uma representação drástica e uma narrativa a caminho do vazio. Pode ter-se escrito e dito muita coisa boa sobre questões técnicas, pormenores artísticos, frames subliminares e geniais. Para o Fusco, a ideia mantém-se: «Death Proof» é um filme sofrível, reservado a seguidores fanáticos tarantinianos - críticos incluidos. Bad cinema será, sempre, bad cinema. Salva-se a banda sonora, que faz com que «Death Proof» receba do Fusco a marca de duas estrelas em cinco.

segunda-feira, 27 de Agosto de 2007

Gahan Mode



«Hourglass», segunda aventura a solo de Dave Gahan, chega às lojas no dia 22 de Outubro. «Kingdom», o single de apresentação, aumenta a expectativa e coloca uma inevitável questão: haverá vida para além dos Depeche Mode? O Fusco acredita que sim. Alinhamento completo de «Hourglass» na secção dos comentários.

Peludos, fofinhos e românticos



Quem julga que foram os Blasted Mechanism a primeira banda a inventar um estranho alfabeto para comunicar com o universo inteiro, é porque não conhece a história dos animais super fofinhos mais conhecidos como Super Furry Animals. Desde 1994, os SFA esqueceram o alfabeto escrito nos livros terráqueos e criaram uma linguagem espacial que lhes permitiu correr o espaço estelar de uma ponta à outra. Sorte a nossa terem decidido manter o estranho dialecto em regime privado, continuando o inglês como a língua oficial falada nos discos.

A partir de hoje está disponível o 8º longa-duração da banda galesa, com o sumptuoso nome «Hey Venus!». A julgar pela breve amostra a que o Fusco conseguiu deitar a mão, os SFA decidiram reduzir a dose de psicadelismo e aumentar o factor romance. Como se, de repente, se tivessem cansado da rotina foliosa das festas até às tantas vivida em Marte para se aventurarem até ao planeta Vénus em busca de uma musa encantada. Já dizia - e com conhecimento de causa - a sabedoria popular: depois da tempestade vem o romance.

Sons franciscanos



«Hallam Foe», filme do realizador David Mackenzie que gira à volta da obssessão de um rapaz com a morte de sua mãe, chega aos grandes ecrãs - pelo menos os britânicos - no dia 31 de Agosto.

Quanto à banda sonora, monopólio exclusivo da editora Domino, contempla nomes como Junior Boys ou Clinic. Porém, o grande destaque do Fusco vai para «Hallam Foe Dandelion Blow», tema original e novinho em folha dos Franz Ferdinand (que recebeu o Urso de Prata para melhor música no Festival de Berlim). Para ouvir já a seguir.

Mostra-me as cores



Ben Harper edita hoje, com a preciosa colaboração dos Criminosos Inocentes, «Lifeline», oitavo longa-duração que sucede a «Both Sides of the Gun». Para conhecer o alinhamento completo visite a área dos comentários. Quanto a «In the Colors», single de apresentação, está desde já disponível para escuta no Fusco.

sábado, 25 de Agosto de 2007

Olha quem Kala



Já se sabe que o mundo do circo por terras lusas deixou há muito o quase monopólio imposto pelas gerações Chen e Cardinalli, caminhando em direcções onde os palhaços deixaram de ser tristes e os animais se mudaram para pastagens mais frescas.

Assistimos ontem ao espectáculo Ola Kala, da autoria da Les Arts Sauts, companhia que vive em comunidade desde 1993 dedicando-se a explorar o universo do novo circo. 15 trapezistas e 5 músicos, suspensos a 12 metros do solo, desafiando os céus com a graciosidade do bailado, a irrequietude da música, o fascínio das luzes e o atrevimento da alma. Até amanhã no CCB.

sexta-feira, 24 de Agosto de 2007

Tempo de deixar a sombra



O Y de hoje dedica-lhe duas páginas. Falamos de Adolfo Bioy Casares, homem que viveu sempre na sombra do mito Jorge Luis Borges. Dele, disse Borges: «Quando começámos a trabalhar, Bioy Casares era realmente, secretamente, o mestre».

Em Portugal estão editados alguns dos livros de Casares - «A invenção de Morel», «Diário da guerra aos porcos» ou «Plano de evasão» - mas, quanto ao último grande acontecimento, só mesmo na língua inglesa ou, para saborear plenamente cada letra, na de nuestros hermanos.

«Borges», diário de grande parte da vida de Casares, compõe-se de quase mil e setecentas páginas, descritas como prazer puro. Oportunidade para conhecer, intimamente, a mais famosa e imaginativa dupla da literatura do século XX - «Seis problemas para don Isidro Parodi» (1942), «Dos fantasías memorables» (1946), «Un modelo para la muerte» (1946), «Libro del Cielo y del Infierno» (1960), «Crónicas de Bustos Domecq» (1967), «Nuevos cuentos de Bustos Domecq» (1977).

A encomenda do Fusco está a caminho. É tempo de Adolfo Bioy Casares sair da sombra.

Dedicação



«Dedication», primeira longa-metragem de Justin Theroux (que tem trabalhado com David Lynch no papel de actor), passeia-se pela corda bamba no Rotten Tomatoes, recolhendo a perigosa marca de 50%. Quanto à banda sonora desta comédia romântica, a conversa já é bem diferente: The Strokes, Cat Power, Au Revoir Simone, Fischerspooner e Deerhof (na foto) estão entre os eleitos.

O Fusco deixa uma amostra do que promete ser um disco delicioso. Se quiserem conhecer o alinhamento completo visitem a área dos comentários.

quinta-feira, 23 de Agosto de 2007

Morcegos a caminho



A um ano de distância de tomar de assalto os ecrãs gigantes de todo o planeta, «The Dark Knight» é já um acontecimento, que transformou a cidade de Chicago na Gotham City sonhada nos livros de quadradinhos.

Pode dizer-se que a culpa maior pode ser imputada a Christopher Nolan, que com «Batman Begins» fez finalmente justiça a um dos maiores super-heróis do universo dos comics. Não quer dizer que os dois primeiros títulos da série, saídos da cabeça de Tim Burton, não fossem pedaços fílmicos de excelência. O problema foi que Burton apenas quis olhar o mundo de Gotham através dos olhos dos vilões, reservando a Batman um papel sem grande interesse. Quanto ao terceiro e quarto tomos da série, o melhor é fazer de conta que nunca viram a luz da projecção.



Pouco se sabe sobre a intriga do sexto capítulo da saga. Em termos temporais será o segundo - após «Batman Begins» -, recriando os dois encontros iniciais entre Batman e Joker – que deixará as brincadeiras de flores a deitar água e assumirá as despesas de vilão sanguinário propenso à violência.

Vão existir mais brinquedos e um fato novo para o homem-morcego. Quanto ao marketing, está a revelar-se uma verdadeira loucura: desde aviões a sobrevoar o céu lançando pistas para serem usadas em jogos online a notas verdadeiras de 1 dólar onde o rosto de George Washington aparece com os olhos negros e os lábios inchados de vermelho, tudo é possível no universo da morcegada. Caso o filme seja tão bom quanto o anterior, o Fusco pede que a trilogia de Nolan encerre de forma épica com um filme sobre o Arkham Asylum.



Entrem no batmobile, liguem o turbo, e acelerem através de um dos muitos trailers que invadem a autoestrada virtual.

O Festival é nosso!



Depois de muitos anos a penar, ficando atrás de países com nomes estranhos e impronunciáveis, Portugal está na rota para conquistar o Festival Eurovisão da Canção. Tudo graças à pena de Sérgio Godinho e à música e voz de Gomo. É desta que levantamos a taça!

quarta-feira, 22 de Agosto de 2007

Coisas do coração



O Fusco viu-o na última edição do Festival para Gente Sentada e ficou extasiado. Ao vivo, Ed Harcourt é um prodigioso manipulador de instrumentos e tecnologia, fazendo despertar no palco uma pequena orquestra imaginária. Não terá a dimensão galáctica de um Andrew Bird mas, no que toca a questões relacionadas com o órgão vermelho que nos vai alimentando o corpinho, canta como um Cupido abençoado.

Dia 8 de Outubro vai estar disponível a primeira compilação da carreira deste songwriter vindo das terras de Sua Majestade, escritor compulsivo, com o estiloso nome «Until Tomorrow Then: The Best Of Ed Harcourt ». Além dos temas retirados de discos como «Here Be Monsters» ou «The Beautiful Lie », haverá espaço para a inclusão de novas músicas - «You Put a Spell On Me» é uma das novidades.

Para celebrar o acontecimento, fica o videoclip para «Visit from the dead dog». Há cemitérios assim: felizes e propensos ao sonho.

Costoleta solitária



Depois de em 2006 ter visitado a marina da Aula Magna ao comando do Lambchop, navio de grande porte, Kurt Wagner regressa numa travessia solitária a bordo de um barco de recreio, lançando âncora no Santiago Alquimista - porto de pequena dimensão nas margens da capital alfacinha.

Enquanto se espera pelo dia 17 de Outubro, nada melhor do que recordar «Is a Woman», um dos preciosos discos dos Lambchop.

The Fear



Quando ouvi o single de avanço para «Jarvis», confesso que me senti amedontrado como se nadasse dentro de uma música dos Pulp, lutando aquaticamente contra vários e nada imaginários fantasmas. Ainda com a memória de «His 'n' Hers» (1994) «Different Class» (1995) ou «This Is Hardcore» (1998) a agitar-se na parte do cérebro reservada à nostalgia, fui fazendo de «Jarvis» um projecto futuro de audição com data indeterminada, atirado para dentro de uma gaveta secreta não fosse a vista fazer das suas. Até ontem.

A primeira aventura a solo de Jarvis Cocker navega por terrenos menos orquestrais e de grande monta com a assinatura dos extintos Pulp, preferindo o piscar de olho a um universo pop mais exposto e com menos artifícios. «From Aushwitz to Ipswich» será um clássico no futuro. As letras são negras, depressivas e profundamente sarcásticas, bem ao estilo deste singular compositor. Quem, senão Jarvis, poderia escrever uma linha como «fat children took my life»? Um primeiro disco a que o Fusco oferece 4 frascos de polpa sumarenta em 5.

terça-feira, 21 de Agosto de 2007

Um roedor sublime



Para quem tenha da animação a ideia de que se trata de um género cinematográfico menor, a que apenas se deve comparecer para fazer a vontade à criançada, «Ratatouille» será a pedra de toque que fará despertar a mente para uma nova e sublime realidade.

Recuperando o charme glamoroso e a imaginação sem fronteiras habituais na Disney, a Pixar inventou o seu melhor filme até à data. Uma crítica ao preconceito, uma ode às diferenças que habitam o mundo e o tornam num sítio mais belo. «Ratatouille» transmite-nos a profundidade, a sedução, o prazer e a sofisticação que o cinema, como universo comandado pelo sonho, sempre nos prometeu. Por aqui não restam dúvidas. Temos um 5 em 5.

P.S.: O Fusco aconselha uma ida ao Monumental para desfrutar em pleno da versão original, seguida de uma expedição ao Frutalmeidas para uns irresistíveis pastéis de massa tenra, um sumo natural e uma tarte de maçã.

segunda-feira, 20 de Agosto de 2007

Foo Fighters compram carro em segunda mão



Se ainda há gente que recusa aceitar que a música dos Arcade Fire navega nos mares da criatividade e do bom gosto, como Kanye West, outros há que não se inibem de pegar na palavra dos canadianos e dar-lhe a sua própria interpretação do mundo.

Foi o caso dos Foo Fighters que, na actuação no V Festival que decorreu no passado fim-de-semana, fizeram um cover para «Keep the car running». É caso para dizer que este carro em segunda mão está como novo.

Onde nos leva esta estrada?



Numa América assente em destroços, abraçada pelo frio e tendo o cinzento como a única cor que subsiste para além do negro, um pai e um filho caminham em direcção à costa, sem saber quem ou o que os espera.

«A Estrada», de Cormac McCarthy, é um livro arrasador, daqueles que nos revolvem as entranhas e fazem com que a alma se abra às lágrimas. Num mundo sem esperança, à beira da destruição última, dois seres, "cada qual o mundo inteiro do outro", sustentam-se pelo amor. Um livro negro, brutal, humano e comovente, tal como a vida.

"Saiu da casa sob a luz cinzenta e ficou ali parado e, por um breve momento, viu a verdade absoluta do mundo. A Terra intestada a rodar no espaço, fria e inexoravelmente. As trevas implacáveis. Os cães do Sol a correr, cegos e desenfreados. O vácuo negro e esmagador do Universo. E, algures, dois animais acossados, a tremer como raposas do deserto na toca. Tempo que jánão nos pertence e um mundo que já não é nosso e olhos que também já não são nossos para o chorar".

sexta-feira, 17 de Agosto de 2007

2x6+4-5/3.........



O que acontece quando a música adquire o poder reprodutor da multiplicação, a alegria despótica da subtracção, o fascínio humanitário da divisão e o deslumbre bolsista da adição, tentando conquistar um lugar entre o mundo de fato e gravata das ciências exactas? Provavelmente algo parecido a «Mirrored», da autoria dos The Battles, prováveis candidatos ao prémio de matemáticos do ano.

Em «Mirrored» são apresentados onze teoremas com recurso tecnologia de ponta, vozes inumanas compostas de urros e assobios, numa estranha mistura de punk, jazz e alguns suores frios. Um disco robótico, feito de carne e osso, a que o Fusco atribui a classificação de 4,25 em 5. Vitaminas em estado puro para reactivar a massa cinzenta.

Coelhos da cartola sob vigilância apertada



Há quem lhe chame simplesmente sorte de principiante. Seja como for, na primeira vez em que participam numa convenção mundial de magia com o espectáculo «Fort Knightly», os White Rabbits não fazem por menos e oferecem-nos uma série de truques marcados pela intensidade rítmica, grandiosidade melodramática e, acima de tudo, uma imensa originalidade.

No meio de uma vigilância apertada, na tentativa de observar ao pormenor os segredos íntimos de cada truque, o sexteto nova-iorquino conseguiu tirar, sem ninguém dar conta, alguns coelhos sorridentes da cartola. Fascinante.

O Fusco deixa para audição seis dos onze temas que compõem o alinhamento de «Fort Knightly».

quinta-feira, 16 de Agosto de 2007

Com covers destes quem precisa de mais comida?



Para celebrar o 40º aniversário de emissões em grande estilo, a BBC Radio 1 vai lançar uma compilação que promete alguma agitação. Ao todo serão 40 temas para quarenta bandas, correspondendo cada faixa a um diferente ano entre o período temporal decorrido entre 1967 e 2006.

Entre as 40 canções, a curiosidade do Fusco vai para alguns temas: "Careless Whisper" (1984), de George Michael, interpretado pelos The Gossip; 1986 – "Don't Get Me Wrong" (1986), dos The Pretenders, recriado por Lily Allen; ou "Crazy For You" (1991), de Madonna, transformado pelos Groove Armada. Com covers destes, quem fica com vontade de pedir mais comida?

O CD duplo, ainda sem título, estará disponível a partir do dia 1 de Outubro. Se quiserem conhecer o alinhamento completo visitem a área dos comentários.

Brilhantina secou há trinta anos



Foi há trinta anos que o rei do rock decorado a lantejoulas e salpicado de brilhantina se eclipsou. Mesmo assim, as teorias da conspiração persistem: Elvis era um extraterrestre enviado numa missão de reconhecimento; Presley não morreu, anda por aí a cantar em estações de serviço à beira de estradas poeirentas.

O culto persiste. Elvis Presley continua o detentor do maior número de canções jamais inscritas nas tabelas mundiais, além de se manter como recordista da venda de discos de toda a história - com cerca de dois bilhões de cópias. Quanto às vendas de substâncias pegajosas para o cabelo, nunca mais foram as mesmas...

quarta-feira, 15 de Agosto de 2007

Arca de Noé a caminho do internamento



A saída oficial de «Strawberry Jam», oitavo longa-duração dos Animal Collective, está marcada para o dia 10 de Setembro mas, de modo a irem provando um prato que não pertence à gastronomia deste planeta, o Fusco oferece a sua audição integral.

Quando acabarmos a digestão de uma dose industrial de pães quentes com doce de morango revelaremos se se trata de puro génio ou simples fraude. Digam de vossa justiça.

Em terra de cegos...



...quem tem uma visão de jogo interplanetária e um killer instinct fora de série não é rei. É um verdadeiro imperador.

terça-feira, 14 de Agosto de 2007

Sublime hipnose



É, até à data, o disco que aparece melhor cotado junto da imprensa musical para arrecadar o sempre suspeito título de melhor do ano. «From Here We Go Sublime», dos The Field, representa à superfície uma viagem hipnótica pelo mundo do techno mas, por detrás das batidas mecanizadas, esconde-se algo de mais grandioso.

Imaginem regressar ao passado, numa espécie de sessão hipnótica comandada por um terapeuta musical de poucas falas. Olhar para instantes congelados no tempo como fotografias coloridas em movimento, até que os sentidos despertem e se apoderem de novo do que apenas vive na memória. Um disco simples, inesquecível, que em muitos momentos consegue atingir o centro do prazer bem no alvo. Uma sublime sessão terapêutica a que o Fusco oferece 4 neurónios em 5.

segunda-feira, 13 de Agosto de 2007

O que não mata engorda

O que acontece se juntarmos o futurismo electrónico dos Daft Punk às manias de grandeza de Kanye West? «Stronger», um refrescante momento musical onde o retro se torna cool outra vez. Pastilha elástica da melhor.

Temos jogador



Se ainda restavam dúvidas de que há um novo candidato a n.º 1 do circuito masculino do universo tenístico, Novak Djokovic tratou de as desfazer na etapa da Master Series jogada em Montreal.

Até à final, onde derrotou o mito suiço Roger Federer - 7-6 (7-2), 2-6 e 7-6 (7-2) -, Djokovic ainda deixou pelo caminho Roddick e Nadal. Desde 1994, pela raquete de Boris Becker, que um jogador não vencia os três primeiros favoritos no mesmo torneio. Simplesmente fantástico.

domingo, 12 de Agosto de 2007

Conversa musical com Deus



Foi apresentador de rádio e televisão, empresário nocturno, jornalista da Granada Television e da BBC. Foi, mais do que tudo, o grande responsável pela descoberta e revelação ao mundo de bandas como Joy Division, Durutti Column, New Order ou Happy Mondays, através da criação da mítica editora Factory Records e do saudoso clube Hacienda. Conhecido por muitos como Mr. Manchester, tornou-se num dos grande ícones da cultura musical da modernidade, muito provavelmente a única pessoa famosa da indústria musical que nunca fez dinheiro - antes História.

No passado dia 10, Tony Wilson foi ao encontro de Deus para uma conversa sobre as grandes bandas musicais da história. Até sempre Tony, grande mentor do lema 24 Hour Party People! Siga por aqui para uma pequena homenagem.

Elogio à simplicidade



Numa época em que o universo indie está repleto de construções sonoras rebuscadas, condensações megalómanas de instrumentos e onde a simplicidade parece ser sinónimo de falta de génio e arrojo, as Electrelane surpreendem a nação com «No Shouts, No Calls», o seu quarto longa-duração.

Ao longo de onze temas abundam vozes no limiar da desafinação, orgãos e teclas desalinhadas, uma bateria cativante, guitarras que gritam numa intimidade sónica a caminho de um romantismo incediário. Na sua aparente vulnerabilidade e alguma dose de amadorismo, esconde-se uma aventura musical que é, até à data, um dos maiores empreendimentos sonoros de 2007. Um disco surpreendente, para ouvir bem alto até que os vizinhos batam à porta obrigando a um regresso à realidade. 4 e meio em 5.

sábado, 11 de Agosto de 2007

Um lugar inóspito



"Fingers Crossed", editado em 2004, revelou ao mundo os Architecture in Helsinki, colectivo australiano que se divertia a fazer colagens com recortes de revistas indie e jornais pop. No ano seguinte, com "In Case We Die", os AiH passaram de uma mais do que provável promessa a uma quase certeza indie, capazes de promoverem a festa mesmo nas imediações de um negro velório.

"Places Like This", o terceiro registo da banda, é por isso uma grande desilusão. O anterior e espontâneo espírito de festa deu lugar a uma vernissage plastificada, promovida por uma decadente tia, desesperada em aparecer nas capas de revistas cor de rosa. Um disco artificial, pouco estimulante e sem motivos para grandes celebrações, a que só mesmo por respeito a "In case we die" o Fusco oferece duas estrelas e meia.

sexta-feira, 10 de Agosto de 2007

Com uma boa colherada se começa o dia



Como estamos em dia de vestir a pele de um pinguim em vésperas de uma caçada ao peixe fresco, o Fusco apresenta às hostes o disco «Ga ga ga ga ga», dos texanos Spoon, a que só falta um tema para a audição ser completa. Com uma boa colherada se começa o dia.

quinta-feira, 9 de Agosto de 2007

As capas dos Radiohead



Os Radiohead, banda de um planeta distante que de tempos a tempos nos bombardeia com um meteorito composto por fragmentos de genialidade, vão ter a arte dos discos reunida em livro.

«Dead Children Playing», com publicação prevista para Outubro pela Verso Books, apresentará o trabalho artístico de Stanley Donwood - vencedor de um Grammy em 2001 pela arte da edição limitada de «Amnesiac» - e "Dr Tchock", dupla responsável pela ilustração das capas dos Radiohead desde «The Bends» (1995). Apesar de a data de lançamento não estar ainda confirmada, sabe-se que a brincadeira custará qualquer coisa como 9 libras e 99. Para fazer a pré-reserva siga por aqui.

Business Division



Agora que "Control", biopic sobre a vida de Ian Curtis, está a chegar às salas de cinema (estreia a 10 de Setembro), começam a surgir as habituais notícias de reedições miraculosas. Desta vez, estão prometidos novos lançamentos para «Unknown Pleasures» (1979), «Closer» (1980) e «Still» (1981), contendo os inevitáveis extras. Paralelamente, serão editados discos ao vivo com actuações em High Wycombe, West Hampstead, Manchester e Londres. Também o mítico single «Love Will Tear Us Appart» será relançado mas só a 17 de Setembro.

Para quem já está a procurar na carteira dinheiro para o acontecimento, o Fusco recorda a box editada em 1998 sob o nome «Heart and Soul», que reúne todo o material de estúdio da banda e muito do que foi gravado ao vivo. Uma espécie de disco de cabeceira.

Leões sempre à frente



Podem ganhar poucas taças e ter um estádio a puxar para o folclórico, mas no que diz respeito a técnicas de marketing ninguém consegue chegar aos calcanhares dos leões. Não acreditam? Então espreitem por aqui e escrevam o vosso nome e n.º de telemóvel. Não tenham medo, é 100% seguro e não provoca alergias em adeptos de outros emblemas, mesmo nos de pele sensível.

Grande pop



David Fonseca continua a oferecer-nos pedaços de pop onde habitam sorrisos rasgados e uma saudável dose de melancolia. Desta vez, ao assobiar por entre uma dança maluca, sentiu-se na pele de uma verdadeira superestrela. Para o Fusco, o rapaz vai tendo razões para tal. Keep up the good work David!

quarta-feira, 8 de Agosto de 2007

Festivais contra os suores frios



Para quem esteja com os suores frios do espírito festivaleiro, o Fusco aponta duas direcções possíveis: o Festival Contra a Pop (9 a 12), para os lados de Viana do Castelo, ou o Festival da Cerveja Heineken (12 a 15), nas verdejantes Paredes de Coura.

Os destaques do Fusco vão, no ultimato contra a pop, para as presenças de Matthew Dear, Ellen Allien & Apparat e Richie Hawtin. Quanto às Paredes verdejantes, abram bem os ouvidos para Simian Mobile Disco, New Young Pony Club, Architecture In Helsinki, Gogol Bordello e Peter, Bjorn & John e Sonic Youth.

Preço dos bilhetes e cartaz completo disponíveis na área dos comentários...

(Des)Concertos e edredons



Continuando com uma política cultural onde reina a inovação e a criatividade, a Câmara Municipal de Setúbal voltou a promover na Feira de Santiago a fusão entre o urbano e o rural, numa mescla e partilha de sons que nem os The Streets ou a excêntrica MIA conseguiriam reproduzir em disco.

Enquanto que no palco escondido, mal iluminado e assente na poeira os artistas desenvolviam o acto criativo, ao seu redor, que nem fantasmas amigáveis, sons acompanhavam a actuação dando um estranho sentido às canções, quase como se se tratasse de música em construção embebida no espírito do free jazz.

Ao espreitar o (des)concerto dos Gaiteiros de Lisboa, o Fusco quase nem reconhecia o tema "Haja Pão", do brilhante "Sátiro" (2006). Acompanhando os instrumentos e a chegada do amolador, juntavam-se no ar mil e um fragmentos: nos speakers oficiais anunciava-se a presença na feira das "Farturas da Luizinha"; as gigantescas colunas do carrossel desvairado disparavam os greatest hits do verão quente de 2000 em Ibiza; a menos de 100 metros, numa carrinha com ar de contrafacção, uma senhora com uma mão na cintura e a outra num microfone com o som no cume mais elevado ia gritando palavras de ordem como "edredons", "fronhas", "lençóis" ou "pijamas", para delírio dos presentes. No palco, os Gaiteiros nem querem acreditar na sorte de poderem criar por entre esta muralha sonora.

Para o ano, já se fala na mulher dos edredons para grande dinamizadora do palco, apresentando os convidados por entre promoções especiais de fazer perder a cabeça. É bom saber que em Setúbal a cultura está em boas mãos...

terça-feira, 7 de Agosto de 2007

Tempo de abraçar a loucura



O regresso de uma das mais alucinadas bandas do universo está marcado para o dia 9 de Outubro, mas a espera ameaça tornar-se numa forma extrema de tortura. Numa tentativa de acelerar a saída do sucessor de "Bitter Tea" (Matthew e Eleanor Friedberger), do já longínquo ano de 2006, o Fusco revela o alinhamento de "Widow City" dos muito à frente The Fiery Furnaces. E como por cá só passeiam rapazes e raparigas que merecem o melhor, avançamos com dois temas de um dos discos mais esperados de 2007: "The Philadelphia Grand Jury" e "Clear Signal From Cairo". É tempo de abraçar a loucura.

01 The Philadelphia Grand Jury
02 Duplexes of the Dead
03 Automatic Husband
04 Ex-Guru
05 Clear Signal From Cairo
06 My Egyptian Grammar
07 The Old Hag Is Sleeping
08 Japanese Slippers
09 Navy Nurse
10 Uncle Charlie
11 Right by Conquest
12 Restorative Beer
13 Wicker Whatnots
14 Cabaret of the Seven Devils
15 Pricked in the Heart
16 Widow City

De cigarro na mão rumo ao paraíso



Para o Fusco, Lee Hazlewood foi quase sempre um estranho, apenas (re)conhecido como o autor do tema "These Boots Are Made For Walkin`" - imortalizado pela voz quente de Nancy Sinatra. Porém, para gente como Lambchop, Tindersticks, Beck ou Nick Cave, constitui uma referência essencial para o acto da criação. Aos 78 anos, partiu de cigarro na mão rumo ao paraíso. No myspace do artista é hora de tributo.

O tecno está morto, viva a aventura pop!



Para quem guarda da dance music - e em especial do tecno - uma imagem monocromática de batidas repetidas até a exaustão, sem qualquer pinga de criatividade ou rasgos de leveza, Matthew Dear apresenta a melhor iniciação ao universo do abanar de anca.

"Asa Breed", recentemente editado, sucede aos longas duração "Leave Luck to Heaven" (2003) e "Backstroke" (2004). Se anteriormente a transmutação do tecno em pop tinha resultado num quase desastre, desta vez o resultado é bem surpreendente. "Asa Breed" é um disco ritmado, inventivo, hipnótico e extremamente ambicioso, candidato a percursor de um futuro que se espera brilhante. Um animado chá dançante a que o Fusco oferece 4 colheres de açúcar em 5.

segunda-feira, 6 de Agosto de 2007

Míúdos irrequietos preparam terceira partida



Com o disco homónimo editado em 2004, foram responsáveis pela explosão natural de mil e um cogumelos nas ilhas britânicas, com destaque maior para a espécie que recebeu o nome científico Bloc Party. "You Could Have It So Much Better", lançado às feras no ano seguinte, foi um passo não tão arrojado mas 100% seguro no domínio do espaço sideral pop, armado de uma estética apurada, ritmos esquizofrénicos e um sentido de humor com promessa cumprida de originalidade.

Este Verão decidiram arrancar a ficha da corrente eléctrica dos festivais para trabalharem em novos sons. O Fusco tem a honra de apresentar à nação alguns temas novos dos Franz Ferdinand, quem sabe a incluir no alinhamento do terceiro disco de originais da banda escocesa: "English Goodbye", "Favourite Lie" e "A New Thrill".

Como extra, e para compensar a terrível qualidade do som de gravação, fica o cover que os rapazes fizeram do tema "All My Friends", dos estonteantes LCD Soundsystem. Faça-se a festa!

Edição especial nas bancas a 16 de Novembro



Depois de uma passagem em grande estilo pelo Festival da Cerveja Bock em 2006, os Editors regressam à Lusitânia a 16 de Novembro para uma edição especial no Pavilhão do Restelo.

É certo que o novo "An End as a Start" é muito fraquinho, longe do entusiamo e frescura de "The Back Room", mas temas como "Smokers Outside the Hospital Doors" fazem-nos acreditar que os rapazes hão-de voltar a ser grandes no terceiro disco.

sexta-feira, 3 de Agosto de 2007

O regresso do sueco que fala espanhol



José González, o sueco nascido em solo argentino, vai regressar às aventuras discográficas com "In Our Nature" (edição a 24 de Setembro), sucessor do bem-aventurado "Veneer" (2005), conjunto de canções outonais gravadas num quarto com janela para um parque coberto de folhas dançarinas. Dos dez temas que o disco vai incluir, o Fusco dá a conhecer dois: "Killing For Love" (grande tema!) e "Down the line".


Música aos quadradinhos



"Greendale" (2003), álbum conceptual de Neil Young e seus Cavalos Malucos, vai ser transformado em quadradinhos. Segundo a revista Rolling Stone, o livro vai ser editado com o selo da Vertigo, uma sub-divisão da DC Comics que assegurou a edição da série "Sandman" , de Neil Gaiman, provavelmente a melhor aventura gráfica da história dos comics.

A história do disco tem como personagem principal Sun Green, uma teenager candidata a activista que vê a vida transformar-se com a chegada à sua pequena cidade de um misterioso estranho. As histórias serão escrita por Joshua Dysart e desenhadas por Sean Murphy, mas Neil Young também dará algumas dicas.

quinta-feira, 2 de Agosto de 2007

Doce obscuridade



No dia da actuação dos Camera Obscura no Festival a Sudoeste, o Fusco oferece a audição do fantástico "Underachievers Please Try Harder", de 2003, onde falta apenas o tema "Number One Son". Não se pode ter tudo.

Quantos T`s há em Wichita?

Para celebrar sete anos de vida desenfreada no mundo da edição, a Wichita Records vai lançar uma compilação (27 de Setembro) que serve como bolo de aniversário. A inscrição da sobremesa terá o nome "There’s Only One T In Wichita".

Das 14 faixas que compõem o disco, sete serão exclusivas. Quanto à proveniência dos artistas, temos um fifty-fifty eleito sobre o Atlântico: uma metade vem das américas e a outra das europas. Fica o alinhamento por ordem alfabética:

Bloc Party – "Hunting For Witches" (Dave P & Adam Sparkle Remix)
Blood Brothers – "Spit Shine Your Black Clouds"
Clap Your Hands Say Yeah – "Sword Song"
Espers – "Moon Occults The Sun"
Euros Childs – "Outside My Window"
Les Savy Fav – "Raging In The Plague Ages"
Los Campesinos! – "We Throw Parties, You Throw Knives"
Meg Baird – "Riverhouse In Tinicum"
Peter Bjorn And John – "Let's Call It Off" (Girl Talk Remix)
Simian Mobile Disco – "State Of Things"
The Bronx – "Mouth Money"
The Heribs – "Girls Like Mystery"
Those Dancing Days – "1,000 Words"
XOXO Panda – "The New Kid Revival"

A escolha do Fusco, aqui sem a mixagem das meninas conversadoras.

Coliseus dão música

Massive Attack



17 Setembro
Coliseu de Lisboa
Bilhetes: 32 - 35€

18 Setembro
Coliseu do Porto
Bilhetes: 25 - 35€

Primeira parte assegurada por Mike Patton e os Peeping Tom.

Rufus Wainwright



6 Novembro
Coliseu de Lisboa
Bilhetes: 25 - 35€

quarta-feira, 1 de Agosto de 2007

Os destaques da Elsa

Na véspera de mais um Festival a Sudoeste da Lusitânia, o Fusco veste-se ao estilo veraneante da Elsa e aponta alguns destaques à edição deste ano. Para conhecer o programa de alto a baixo calce os chinelos de praia e siga por aqui.

2: Mayra Andrade, I`m From Barcelona e Camera Obscura
4: The Streets e Patrick Wolf
5: Albert Hammond Jr.

Terror na capital



De 5 a 9 de Setembro, a capital da Lusitânia vai viver sob o signo do terror, recebendo de braços abertos e olhos fechados o MOTELx - Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa.

Tendo por palco o cinema São Jorge, o festival dar a conhecer em Portugal o melhor do cinema de terror, viajando por todas as suas variantes - das grandes produções ao experimental, dos clássicos às novas tendências.

Secções como "O Culto dos Mestres Vivos", "Doc Terror", "Room Service" ou "Abominável Mundo Novo" (homenagem a Guillermo del Toro) prometem saltos mortais nas cadeiras, acelerações cardíacas súbitas, suores glaciais e noites brancas de insónia. Confira todo o programa aqui.

Sessão dupla num adeus sentido

E de repente o universo da sétima arte perdeu duas das suas estrelas mais brilhantes, extintas no mesmo dia como se os astros se tivessem alinhado para uma triste e inevitável escuridão. Ingmar Bergman e Michelangelo Antonioni, dois mestres da arte de contar histórias através de imagens, partiram para outra dimensão. Ficam os filmes: belos, intimistas, enigmáticos e sempre um passo à frente da modernidade.