segunda-feira, 30 de abril de 2007

Tindersticks na rádio


Os Tindersticks, banda que o Fusco considera uma das mais importantes, cativantes, estimulantes e desconcertantes - e outros adjectivos elogiosos com a mesma terminação - de todos os tempos, vão mostrar ao mundo as gravações que fizeram na BBC, emissora radiofónica de terras de sua majestade.
O duplo CD, intitulado «The Complete BBC Sessions», reúne material gravado entre 1993 e 1997 e será editado a 28 de Maio. Ficam alguns temas que vão ser incluídos no CD.



Cestos à antiga


Na NBA os playoff começam a deitar algum fumo. Os dois primeiros apurados, que se vão encontrar numa das meias-finais da conferência este, são velhos conhecidos destas andanças.
De um lado teremos os Chicago Bulls, que de forma surpreendente humilharam os campeões Miami Heat por uns expressivos 4-0. Ben Gordon, Luol Deng e Kirk Hinrich estão em grande forma, prometendo um espectáculo de capa e espada à moda dos três mosqueteiros.
Do outro lado está a equipa do Fusco, os fabulosos Detroit Pistons, que não precisaram de grandes velocidades para arrumar os Orlando Magic por 4-0. Arriscamos dizer que são os principais candidadtos ao título, já que jogam com espírito de equipa. Chauncey Billups, Richard Hamilton, Tayshaun Prince, Rasheed Wallace e Chris Webber são o quinteto de serviço, que promete dar-nos música até que a taça lhes vá parar às mãos. O espectáculo está desde já garantido, mas por cá apostamos numa vitória dos Pistons por 4-2.
Quanto ao resto, aqui fica um ponto de situação: Conferência Este: Nets 3 - 1 Raptors; Cavaliers 3 - Wizards 0. Conferência Oeste: Warriors 3 - 1 Mavericks; Jazz 2 - 2 Rockets; Spurs 2 - 1 Nuggets; Suns 3 - 1 Lakers.

domingo, 29 de abril de 2007

Ficha tripla em dia de encerramento

No dia em que o indielisboa dava as últimas, o Fusco decidiu-se por uma sessão tripla. Antes de umas breves notas sobre o que visionámos, fica o caminho para os premiados do festival. Para o ano haverá mais.

Rio Turvo, de Edgar Pêra

Edgar Pêra tem sido um realizador inspirado por duas doses de surrealismo e uma de alienação. «Who is the master that makes the grass green», dos tempos em que se dedicava de corpo e alma às curtas, continua a ser uma referência para os amantes do cinema independente. Já «Movimentos Perpétuos», um cinetributo a Carlos Paredes - que ainda não conseguimos visionar -, foi a obra cinéfila que o aproximou de um público mais vasto - e dos prémios -, depois de alguns anos submerso nas águas do anonimato.

«Rio Turvo» parece querer aproveitar essa franja de reconhecimento, já que pela primeira vez Pêra se decide pela adaptação de um conto de Branquinho da Fonseca convidando alguns conhecidos do grande público: Teresa Salgueiro, Nuno Melo ou José Wallenstein.

Porém, o que à partida poderia ser uma interessante abordagem à temática do amor não correspondido, cedo se perde em histórias paralelas que não chegam a parte alguma: a construção de um aeroporto é abordada e logo esquecida, os personagens não atingem qualquer profundidade, os diálogos surgem demasiado forçados e nota-se um grande abuso da utilização da narrativa em voz-off, num surrealismo fílmico bastante monótono. Os momentos mais altos do filme, protagonizados pelo cantorio e graça de Manuel João, não chegam para salvar este filme de se afogar num rio de aborrecimento.

Old Joy, de Kelly Reichardt

Um retrato, em jeito de quadro em movimento, da transição da adolescência para a idade adulta. Uma amizade, recuperada anos mais tarde num passeio às águas quentes de um rio fumegante, que serve para uma (quase) silenciosa meditação sobre a vida e tudo o que nela se perdeu em termos afectivos e ideológicos. De um lado, alguém que nunca chegou a crescer; do outro, um rapaz que cresceu demasiado depressa. A música dos Yo La Tengo assenta como uma luva nesta viagem pelo interior da alma humana.

Forever, de Heddy Honigmann

Qual a importância da arte na vida de cada um de nós? É esta a pergunta a que a realizadora Heddy Honigmann se propõe responder num filme filmado, quase na totalidade, no interior do Père-Lachaise, mítico cemitério parisiense que alberga alguns dos maiores vultos artísticos da história. Se descontarmos alguns apontamento com alguma tendência para o lamechismo, temos entre nós um fantástico pedaço de cinema, curioso olhar sobre a morte e o papel da arte como a única forma de eternidade.

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Enfeitiçado pela harpa


Bill Callahan, vocalista e mentor dos Smog, escolheu Abril de 2007 para a sua primeira aventura em nome próprio. «Woke on a Whaleheart» parece deixar de lado a folk crua dos Smog, onde o predomínio da palavra sobre a música é quase sufocante - sem deixar de ser belo.
Temos neste disco um intenso despontar do country, um forte cheirinho a gospel e arranjos que parecem compostos para uma pequena orquestra imaginária. É certo que continua a soar a Smog, mas onde antes havia apenas um nevoeiro cerrado vislumbra-se agora a luz brilhante de um sol radioso. Estará Callahan perdido de amores pela rapariga da harpa? A felicidade só lhe fica bem.
Para ouvir alguns excertos siga por aqui.

Este estado totalitário que nos cerca


Um dia depois das comemorações do 25 de Abril, surgiu o anúncio pomposo da criação de uma nova e moderna PIDE. O governo socialista, (in)confesso adepto de uma sociedade bem comportada e sujeita a vigilância apertada, anunciou a publicação de um guia para incitar o funcionalismo público à denúncia. Deve ter passado, pela cabeça de Sócrates e seus delfins, a imagem colorida de um gigantesco exército de 700000 espiões, sussurrando ao governo todas as diabruras vividas no posto de trabalho e prontamente sancionadas pelo grande irmão, melhor amigo dos mais desfavorecidos.
Não bastava o cartão "5 em 1", que permite a qualquer autoridade o controlo da vida privada de cada um dos portugueses; não chegava o controle da polícia passar para a tutela directa de um secretário-geral, camuflada debaixo do bonito adjectivo "coordenação"; não foi suficiente a criação do Conselho Superior de Investigação Criminal, a que simpaticamente Sócrates preside e onde está também metido o procurador-geral da república; nem sequer foi suficiente a pressão feita à imprensa com o "caso Sócrates" - ainda se arranjou tempo para inventar uma Entidade Reguladora da Comunicação, onde reina um estatuto constitucional no mínimo suspeito.
Dois dias depois do 25 de Abril, a liberdade - que este país sempre desprezou e nunca quis compreender - está manifestamente em perigo. É um estado totalitário este que nos cerca.
(Inspirado na crónica de Vasco Pulido Valente, hoje no Público)

Quando a bola não é para todos


Em «Offside», através do futebol e de muito boa disposição, Jafar Panahi coloca a ridículo a sociedade patriarcal instalada no Irão, onde as mulheres não podem ir ao futebol para não terem de levar com palavrões - forma de expressão apenas permitida aos machos.
Porém, nem a proibição impede várias adolescentes de tentarem a entrada no estádio no dia em que se joga o apuramento do Irão para o Mundial 2006: umas vestidas com inspiração dread, outras de oficiais, outras sem aparentemente qualquer disfarce. Os próprios soldados que as têm de vigiar numa prisão improvisada ao ar livre são apresentados como crianças, questionando também eles as leis sexistas a que estão obrigados a obedecer.
Um filme onde se respira o desejo de mudança e que relança o activismo em nome da igualdade. Uma boa surpresa do indielisboa. Pode ver o trailer aqui.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

O fim da timidez


Quando se fala de Laura Veirs há quem diga, de forma bastante querida, que se trata de uma campónia a querer fazer-se passar por rapariguinha de cidade. Se conhecessemos apenas «Carbon Glacier», disco de estreia, poderíamos quase sentir a poeira levantar com a passagem de cavalos em pasto galopante.
«Saltbrakers», terceira aventura musical editada este ano, é para o Fusco o seu melhor disco até à data. O country e o folk deram lugar a algo de maior e, se pudor havia em Laura escrever letras pessoais, assiste-se agora a uma espécie de nudez contemplativa. Uma música triste repleta de felicidade. A timidez, até agora imagem de marca, já era. E o campo, esse, não é mais que uma miragem. Um grande disco.

Será Blake um caso perdido?


Perry Blake, músico irlandês, tem encantado meio mundo com a sua voz de crooner romântico. «Perry Blake», disco homónimo de estreia editado em 1998, foi o prenúncio de que estaríamos diante de um songwritter de futuro. Porém, desde esse longínquo ano, só muito a espaços Blake conseguiu mostrar uma centelha de compositor genial, mantendo-se à tona com registos melosos e pouco desviantes a uma rota traçada a tinta de açúcar.
2007 será o ano de edição de «Canyon Songs», até agora apenas disponível em terras irlandesas. Pelo que é dado a ouvir no myspace do irlandês, o registo crooner está de novo em alta, com alguns toques de country a ecoar como pano de fundo. À primeira audição parece a revisitação de um filme antigo, sem espaço para qualquer reinvenção. Depois de «The Crying Room», esperávamos qualquer coisa com mais alma e menos premeditação. Estaremos diante de um caso perdido? Para confirmar no dia 26 de Maio no Theatro Circo (Braga).

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Desliguem o ar condicionado


«Climas», do turco Nuri Bilge Ceylan, conta a história da ruptura inevitável de um casal, viajando do calor tórrido de uma praia deserta a um local remoto salpicado pelo cair incessante da neve. Entre silêncios prolongados, risos exagerados e choros de fazer arrancar cabelos, salva-se uma fotografia cinco estrelas. Nem todas as metáforas poéticas deste mundo, apelando para a grandiosidade dos silêncios, conseguem salvam este filme de uma boçalidade sem retorno.
Vimos por aí compararem Nuri Bilge Ceylan a Antonioni, como se na modernidade o sacrilégio ficasse bem. Querem um filme de eleição sobre a ruptura sentimental sem terem de recuar vinte anos? Então ponham os olhos em «Closer», de Mike Nichols. Quanto a «Climas», o nosso conselho vai para desligarem o ar condicionado.

terça-feira, 24 de abril de 2007

Sermão aos peixes


Rickie Lee Jones, que já anda nesta vida de fazer canções há mais de trinta anos, decidiu fazer uma homenagem a Cristo e à ideologia cristã. Não se pense, porém, que a rapariga caiu numa de Roberto Carlos, queimando o fusível da criatividade e incitando a turbe a bater palminhas enquanto gritava vivas ao senhor.
«Sermon on the Expoisition Boulevard», saído este ano, é um disco fabuloso, um testemunho pessoal do lugar que Cristo pode ter num mundo completamente lixado. Cru, intimista, feito de sussurros, gritado aos quatro ventos com uma fé capaz de mover montanhas. Com um sermão destes, o Padre António Vieira teria vendido mais livros que o «Código Da Vinci». Aleluia.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

O melhor amigo do homem (a seguir ao cão)


No dia em que o mundo celebra o dia do melhor amigo do homem a seguir ao cão - o livro -, a Marktest divulgou um estudo que diz que mais de três milhões de portugueses já lêem - ou, pelo menos, leram um livrito no mês passado. Sejam Da Vinci`s, Sparks ou Carolinas, o importante é descobrir, dia a dia, o prazer da leitura.

Quase no fim do dia, O Fusco associa-se às comemorações do Dia Mundial do Livro com a publicação de um excerto do livro «Eleanor Rugby», de Douglas Coupland, editado entre nós pela Teorema.
«Liguei o computador e olhei para o ecrã. O meu ritual habitual quando começo o dia sempre fora contar o número de dias que faltavam para morrer, com base nas estatísticas governamentais, que dizem que as mulheres nascidas em 1960 têm como expectativa viver até aos setenta e seis anos. Na minha cabeça, o meu aniversário em 2036 foi a minha data de saída. Isto parece macabro, mas quantos de nós fazemos isto tranquilamente - tratamos as nossas vidas como produtos lácteos com um código temporal na prateleira do meio do frigorífico, a fermentar silenciosamente ao lado de um triste saco de alface? Agora, pela primeira vez em muitos anos, não me apeteceu verificar o meu prazo de validade».

Uma simples birra?


Depois do grande concerto no Lux (foto Blitz) e do anúncio de que iria estar presente no Sudoeste quando o calor apertasse, a notícia caiu que nem asas de frango num dia de azia.
No seu fórum oficial, Patrick Wolf anunciou que vai abandonar o mundo da música, porque a vida não é só andar por aí a escrever canções e a viajar pelo mundo - e também porque teve de despedir o baterista devido ao alarve consumo de estupefacientes.
A despedida acontecerá em Londres, no mês de Novembro, onde o menino-lobo fará uma retrospectiva da sua carreira ao lado de uma orquestra. Esperemos que se trate apenas de uma birra de criança mimada. Enquanto fazemos figas para que o mau feitio passe, ficam uns pedaços musicais de sonho.





Lacrimosa

Ainda a recuperar de uma manhã de domingo muito orquestral para os lados de Belém, o Fusco abre a semana com «Lacrimosa», de um génio chamado Mozart.

sábado, 21 de abril de 2007

El fado


Já se sabe que andamos a ser vendidos aos retalhos a Espanha, e que por um destes dia estaremos a arranhar um portunhol esquisito. Até aí nada de novo. Porém, no que toca ao Fado - que com Fátima e o Futebol constituem a bela trilogia portuguesa dos três efes -, a coisa teimava em manter-se ao ritmo de uma modinha antiga.
Carlos Saura, realizador espanhol que nos últimos anos tem andado virado para uma espécie de filme-documentário, decidiu fazer uma abordagem ao Fado - que serviria para fechar uma trilogia iniciada com o Flamenco e o Tango. Convidou Carlos do Carmo para supervisor musical, Bernardo Sassetti para responsável pela banda sonora, Rui Viera Nery para consultor científico e Eduardo Serra para director de fotografia. No elenco, nomes como os de Mariza, Camané, Argentina Santos, José Fontes Rocha e Ricardo Rocha davam um ar sério ao projecto. Até a Câmara Municipal de Lisboa, esquecendo o buraco gigante em que está metida mas esperançada num hino ao fado português, se chegou à frente com 1,21 milhões de euros.
Porém, quando se visiona o trailer de «Fados», dá para ver que de Fado tem o filme muito pouco. Quando vemos Lila Downs e Caetano Veloso no papel de fadistas - o grande Caetano mete pena - e o anúncio feliz na imprensa de que um fado-rap fará parte do pacote musical, até nos caem as lágrimas. No final da rodagem, Saura disse com orgulho: «Hemos inventado el fado bailado. Era mi obsesión». Quanto a nós, não conseguimos parar de pensar que fomos outra vez enganados por nuestros hermanos. A prova do crime já a seguir.

Um grande minarete


Centena e meia de especialistas de 16 países juntaram os vestígios do legado islâmico para contar ao mundo como foi a relação entre cristãos e muçulmanos ao longo de treze séculos. O projecto, desenvolvido pelo Museu Sem Fronteiras, recebeu o apoio da União Europeia. Por cá, Fundação Gulbenkian, Museu de Arte Antiga e Museu de Silves, entre outras organizações, juntaram-se a uma festa de arromba onde o grande objectivo foi o de criar um museu virtual em que estivessem presentes as peças de arte e os monumentos islâmicos de todos os países participantes no projecto.
Entre as 18 exposições virtuais podemos conhecer dinastias como os Omeias, os Abássidas, os Fatimidas, os Atabegs, os Ayyubidas, os Mamelucos, ou viajar por temas mais complexos como a arte figurativa, a caligrafia árabe, as mulheres, a decoração geométrica, a água e muito mais. O Islão ficou mais perto.

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Danny boy


Ainda não lhe pusémos os olhos em cima mas, a julgar por alguns comentários dispersos, temos entre mãos um pedaço fílmico capaz de encher de orgulho o pai da ficção científica - seja ele quem for.
O rapaz até começou bem com «Shallow Grave», um excelente filme sobre a forma de como o dinheiro afecta mesmo as amizades abençoadas com sangue. Depois disso realizou o seu filme maior, que o Fusco já viu pelo menos cinco vezes. «Trainspotting», filme-limite sobre a dependência das drogas e de um modo de vida jogado na corda bamba, é uma tragicomédia a bater nas (cinco) estrelas.
De seguida, como que para acalmar a febre do sucesso que põe um homem de cama, meteu-se numa série de projectos menores, alguns deles capazes de fazer adormecer um viciado em cafeína. «The Beach», «28 Days Later» e «Millions» não acenderam sequer um fósforo.
Mas eis que, com uma história à partida sem grande bagagem, num registo entre «Independence Day» e «War of the Worlds», Danny Boyle volta a impressionar o mundo. A sinopse de «Sunshine», retirada do Cinema 2000, reza assim:
«Daqui a 50 anos, a humanidade está confrontada com a morte eminente da fonte de vida de todo planeta, o Sol. Perante essa situação, a sobrevivência da humanidade repousa no sucesso de uma missão espacial, a Icarus II, cujo objectivo será despoletar uma bomba bastante elaborada no coração do sol, reacendendo assim a estrela moribunda
Enquanto espera uma aberta para dar uma saltada ao cinema, o Fusco partilha com os leitores o trailer do (mais que provável - temos mesmo de ver primeiro antes de atirar os foguetes) regresso de Danny Boyle às coisas boas. E que não se perca outra vez.

Bola ao cesto



O campeonato mundial de clubes de basquetebol, que para não ofender ninguém tem o modesto nome de NBA - National Basketball Association -, vai entrar na sua fase mais animada. Agora, cada uma das dezasseis equipas finalistas - umas mais do que outras - sonha todos os dias com erguer o troféu final.

Quem irá suceder aos Miami Heat, brilhantes vencedores em 2007? O Fusco deixa uma breve análise aos embates da primeira ronda dos Playoff, onde passa ao nível seguinte quem primeiro vencer quatro jogos. É tempo de fazer uma viagem. De este a oeste.

Conferência Este
Pistons vs Magic

Os Pistons - equipa do Fusco -, que alcançaram o melhor registo da conferência este, não tiveram um começo muito famoso (3-5). Já os Magic tiveram um início à campeão (13-4) mas logo perderam a pedalada. Como diz a velha máxima, «não interessa como começas mas sim como terminas a coisa». Os de Detroit reforçaram-se com Chris Webber, que se junta a velhos conhecidos dos playoff como Rip Hamilton, Chauncey Billups, Rasheed Wallace e Tayshaun Prince. Para os Magic, todas as esperanças estão depositadas nas mãos de Dwight Howard. O poste terminou a época regular com uma média de 17.7 pontos e12.3 ressaltos.
Heat vs Chicago
A defesa do título dos Miami começa contra a equipa com que iniciaram em 2006 o passeio até ao ouro. Durante a época regular Miami geriu bem as lesões de Shaquille O`Neal e Dwyane Wade, e apresenta-se novamente como candidato principal a par dos Mavericks. Quanto aos Chicago recuperaram de um começo desastroso, graças ao poder defensivo de Ben Wallace e à imaginação de Luol Deng. Durante a série regular o confronto directo resultou num 2-2, mas os Chicago partem motivados com a vantagem de começar em casa.

Raptors vs Nets

Vince Carter regressa a Toronto na pele de vilão, agora ao serviço dos Nets. Os Raptors aplaudem o rejuvenescimento triunfante de Chris Bosh e aguardam nervosos e expectantes o regresso à competição de Andrea Bargnani, que ficou sem a apêndice. Quanto aos Nets, Carter junta-se a Jason Kidd e Richard Jefferson para a composição dos «Três Magníficos». Na série regular tivémos um empate a 2 e todos os jogos foram decididos por 10 ou mais pontos.

Cavaliers vs Wizzards
As duas equipas encontram-se na primeira ronda pelo segundo ano consecutivo. Os Wizzards perderam esta época o mágico Gilbert Arenas, com uma lesão no joelho, e talvez não possam contar com os préstimos de Caron Butler - que pela primeira vez participou num All-Star. Quanto aos Cavaliers, todos os olhos estão postos em LeBron James. Na série regular os Cavaliers ganharam dois jogos contra um.

Conferência Oeste
Mavericks vs Warriors

Os Mavericks são, em termos aperentes, o principal candidato ao ceptro. Venceram 66 jogos esta época - nono recorde de vitórias de sempre da NBA - e contam com Dirk Nowitzki, um MVP que é mais valioso que qualquer topo de gama. Os Warriors tiveram uma batalha épica pela conquista de um lugar nos playoff, graças a uma fantástica liderança do novo treinador Don Nelson. A equipa de Golden State foi a única a vencer por três vezes esta época os Mavericks. Estarão os candidatos a tremer com lembranças recentes?

Jazz vs Rockets

Confronto entre duas equipas que o ano passado não viram as luzes do playoff. Nos Rockets brilha a pareceria estabelecida entre Tracy McGrady e Yao Ming, de volta após uma ausência de 30 jogos. Para os Jazz, a chave do sucesso reside na inspiração do trio Carlos Boozer, Deron Williams e Mehmet Okur.

Spurs vs Nuggets

Allen Iverson e Carmelo Anthony estarão a postos para o jogo 1, após uma ausência forçada. Com Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginobili para completar a constelação de estrelas, os Spurs prometem um basquete de primeira água e afirmam-se como sérios candidatos. Quanto aos Denver, entraram nos playoff vencendo nove dos últimos dez encontros. Conseguirão manter o ritmo?

Suns vs Lakers

Um reencontro de velhos amigos, num rematch com cenários muito diferentes do ano passado. Nos Suns Tim Thomas - que esteve em grande em 2006 - já era enquanto Amare Stoudemire, que então recuperava de uma cirurgia ao joelho, está de volta e em grande forma. Como se tal não fosse motivo suficiente para os Suns acreditarem numa boa campanha, basta recordar que têm como líder o incrível Steve Nash. Quanto aos Lakers contam com o maior jogador da actualidade, o sublime Cobe Bryant. Foi apenas graças a ele que os Lakers ganharam o convite para a festa final. Chegará Bryant para aguentar os Suns? Duvidamos que sim, mas o espectáculo está desde já garantido.

Prognóstico Fusco para finais de Conferência
Este: Pistons - Nets
Oeste: Mavericks - Suns

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Só com a boca

Num daqueles programas destinados a encontrar as novas estrelas de um firmamento que logo se apaga - Nouvelle Star neste caso, American Idol nas américas e, na Lusitânia, Ídolos - foi descoberta uma beatbox de dimensões e formas humanas. O nome? Beatbox. Jospeh Beatbox.

Do outro mundo

Toda beleza do futebol por Messi, um verdadeiro prodígio de jogador. Um golo que não pertence a este planeta.

No lux entre a sombra e a luz


Vestindo uma indumentária inspirada na nova moda portuguesa – meias rotas, calças num misto de zebra e leopardo e uma t-shirt com ar de ter sido descoberta na feira da ladra -, Patrick Wolf levou-nos numa viagem - curta mas mágica - entre o negrume acentuado de «Lycantrophy» e «Wind in the Wires» e a luz ofuscante de «The Magic Position».
Contando com uma banda por inteiro – violino, bateria, sintetizadores e contrabaixo – o som ganhou em densidade e improviso, acentuando a agitação de temas como «Tristan» ou aumentando a emoção de pérolas como «Magpie».
Prometendo um rápido regresso, Patrick confidenciou que o novo disco irá voltar ao reino das sombras. É que, por muito que a luz nos cerque, há recantos de negrume que insistem em cercar-nos a alma como num melancólico consolo.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Um inesperado Pullitzer


Foi com grande espanto que o universo literário viu o Pullitzer ser entregue a Cormac McCarthy, um escritor tímido, reservado e que faz das sombras lugar de eleição para uma vivência recolhida do mundo. «A Estrada», o livro premiado, é descrito como uma viagem a um mundo apocalíptico escrita com a crueza de uma linguagem em carne viva. O The Observer olha-o como «uma meditação sobre a morte. A morte individual e a morte da humanidade».
Aos 73 anos, McCarthy vê-se reconhecido como um dos maiores escritores americanos da era contemporânea, ombreando com vultos comp Philip Roth e Don DeLillo. Em Portugal, e pela Relógio D`Água, estão publicados - além de «A Estrada» - «O Filho de Deus» e «Meridiano de Sangue».
O Fusco vai agora partir à descoberta deste escritor, convidando todos os leitores a fazerem uma peregrinação a este mundo de sombras. Entretanto, fica um excerto de «A Estrada»:
«Naqueles primeiros anos, as estradas estavam cheias de refugiados amortalhados nas suas roupas. Usavam máscaras e óculos de protecção, sentados na berma com os seus andrajos no corpo, quais aviadores reduzidos à indigência. Traziam carrinhos de mão a abarrotar de bugigangas, puxavam carroças ou reboques. De olhos a brilhar no crânio. Carapaças de homens sem uma réstia de fé aos tropeções pelos viadutos, como bandos migratórios numa terra febril. A fragilidade das coisas enfim revelada».

Música com os dias contados


Este ano serve-se em formato reduzido mas nem por isso a animação promete esmorecer. De 20 a 22 de Abril o CCB promove os Dias da Música, onde o piano continua a ser o suspeito do costume. Serão servidos mais de sessenta concertos, numa viagem entre a música clássica e o puro improviso. Consulte aqui toda a programação.

É hoje!


Patrick Wolf, às 22h00, no Lux.

terça-feira, 17 de abril de 2007

Um fim de tarde bem sexy

Uma sombra que ferve


Não conseguimos esperar mais que umas poucas horas para partilhar com os leitores deste mísero espaço a sensação de prazer que tivémos ao terminar «A sombra do vento». Estamos perante um verdadeiro épico, de uma história sobre a magia da literatura e da reversibilidade do destino - mesmo que traçado a traço negro anunciando o fim deste e de todos os mundos.
Dizia-me alguém, propenso a livros mais descritivos e de tom enciclopédico como «Equador» ou «Os Maias» - um dos livros maiores para o Fusco -, que não gostou desta sombra. Que o livro, apesar de bem escrito, não tem história, que lhe falta descrição, que as personagens não conseguem saltar das páginas e tornarem-se figuras reais. Não queremos discutir gostos. Mas talvez apontar, numa das suas páginas, a razão para não gostar desta sombra que nos devolve a vida:
«Bea diz que a arte de ler está a morrer muito lentamente, que é um ritual íntimo, que um livro é um espelho e que só podemos encontrar nele o que já temos dentro, que ao ler aplicamos a mente e a alma, e que estes são bens cada dia mais escassos».

O vento também faz sombra


A poucas páginas de encerrarmos a leitura de «A sombra do vento», de Carlos Ruiz Zafón, deixamos o link para os dois primeiros capítulos. Daqui a uns dias, quando pararmos de tremer com um desfecho a caminho do assombro, prometemos umas breves linhas sobre um livro escrito com o veneno do amor.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

O rato modesto e as cabeças rolantes


Os Modest Mouse, que durante uma vida jurámos a pés juntos chamarem-se Modest House, têm já o primeiro avanço para «We Were Dead Before the Ship Even Sank», sucessor do brilhante «Good News For People Who Like Bad News».
«Dashboard» é o nome da música coroada single, em que o abraço aos Talking Heads é mais do que assumido. Resta esperar pelo longa-duração e ver se os rapazes não desaprenderam a lição. Clique aqui para ver o delirante videoclip de um pescador que na perseguição a um peixe gigante viu uma mão ser substituída por um microfone. Se quiser, aproveite também para visionar os pedaços fílmicos gravados para «Float On» e «Ocean`s Breathy Salty».

Bíblia a metade do preço


Estratégia de mercado ou prenúncio de crise financeira, a Bíblia desceu para metade do preço. Sosseguem os fiéis devotos da religião, o catolicismo não se encontra em perigo. Trata-se da Playstation - Revista Oficial Portugal, a bíblia dos amantes da maior consola do mundo.
A demo já não lá mora, mas pelo menos os 7 euros cairam para 3,50. Este mês a revista vem acompanhada de um guia de 80 páginas sobre a máquina do momento, a esbelta Playstation 3. Quanto a testes temos, entre um grande universo, Call of Duty 3 (PS3), Championship manager 2007 (PS2) e Virtua Tennis 3 (PSP). Toca a dar aos dedos.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

A nação que sonha acordada



«Daydream Nation» (1988), apontado nos manuais musicais como uma obra-prima do rock alternativo dos anos 80, vai conhecer honras de reedição a 12 de Junho.

O disco será composto por duas partes: o primeiro CD terá o nome «Original Album» e, além dos temas originais, terá um bónus: versão home demo de «Eric`s Trip»; a segunda rodela receberá o baptismo de «Live Daydream». Para além de versões gravadas ao vivo poderemos ouvir algumas versões que os Sonic Youth fizeram ao longo dos tempos: «Within You, Without You» (The Beatles), «Touch Me, I'm Sick» (Mudhoney), «Computer Age» (Neil Young) e «Electricity» (Captain Beefheart).

Entretanto, está já nas prateleiras «The Destroyed Room», compilação de lados b e raridades de uma banda que conseguiu atingir a velocidade sónica.

Novas oportunidades

Jogo do galo!


Tentando esquecer a presença dos Interpol, já nos tínhamos mentalizado para estar presentes em apenas dois dias do Festival da Cerveja Bock. Assim, a notícia teve o efeito de um choque eléctrico de grande intensidade, com o efeito imediato de nos termos posto aos gritos a berrar «Jogo do Galo!», «Jogo do Galo!», na tentativa de realizar um hat-trick entre os dias 3 e 5 de Julho.
Os TV On The Radio, autores do fantástico disco «Return to Cookie Mountain», estreiam-se na Lusitânia no dia 5, onde estão já nomes como Underworld, Scissor Sisters, Interpol ou The Gossip. Será que Paredes de Coura se mudou para a beira do Tejo?
Ficam videos para:

Um triste fim


Para quem foi hoje comprar o Diário de Notícias a surpresa foi grande. O suplemento, companhia habitual do fim-de-semana, não se encontrava em parte alguma. Pensando que o dono do quiosque se tinha esquecido de parte do recheio voltámos atrás. Porém, nada parecia faltar na edição, apesar de na capa não constar sequer uma linha sobre a ausência do caderno.

Em alternativa, além do novo grafismo de muito mau gosto, encontrámos um grande caderno dedicado ao desporto - como se já não bastassem os três desportivos diários - e uma agenda televisiva que parece querer fazer uma ode ao reino das telenovelas.
Não contentes com o desaparecimento do 6ª, falámos ao telefone com um membro da ex-equipa. Disse-nos que a decisão da direcção foi tomada de forma abrupta, e que a despedida planeada para um derradeiro número foi por água abaixo. Nem eles nem os leitores mereciam um tratamento destes.
Futebol, sensacionalismo e telenovelas, os novos pratos de uma triste ementa onde a cultura é, de facto, um deus muito pequenino. Valha-nos o Público e o fantástico Ípsilon! Um abraço do Fusco a toda a equipa do pelo belo trabalho desempenhado em 65 edições.

O fotógrafo do instante decisivo


É considerado o fotógrafo do "instante decisivo". Foi pintor, fotógrafo e cineasta. Percorreu o mundo de máquina fotográfica na mão, tendo sido um dos grandes mentores à criação da agência Magnum. Falamos de Henri Cartier-Bresson, que durante a sua vida procurou capturar o "silêncio interior" das personagens sobre quem disparava.
A partir de hoje a Fundação Eugénio de Almeida (Évora) acolhe uma exposição de fotografias de Bresson, onde poderemos encontrar os rostos de Truman Capote, Jean-Paul Sartre ou Samuel Beckett - entre mais de cem fotografias capturadas entre 1931 e 1999. Uma exposição de visita obrigatória.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Listas brancas a caminho


Há semanas atrás o Fusco anunciava o nome do sexto disco dos The White Stripes, agora é a vez de mostrarmos a capa. E, se 18 de Junho é a data anunciada para o grande acontecimento, 6 de Junho promete ser um dia ainda mais especial.
No mesmo dia da ressurreição dos Smashing Pumpkins, os The White Stripes tocam no Oeiras ALIVE!07 - no Passeio Marítimo de Algés. Mais informações aqui.

Porque nem tudo são coisas boas


Porque nem só de coisas boas é feita a actualidade musical, o Fusco anuncia uma notícia com contornos de tragédia. Os Delfins, que há cinco anos não maçavam ninguém, vão regressar com um disco homónimo. A apresentação, para quem queira evitar uma surpresa desagradável, vai acontecer no próximo dia 19 de Abil no MusicBox.

Nunca mais caem as folhas


Depois do nefasto pólen primaveril e das insolações provocadas por temperaturas extremas, chegará a vez do Outono trazer a boa nova. Além das folhas esvoaçantes, a estação mais cool do ano irá trazer o novo disco dos Sigur Ros, baptizado de «Odin`s Raven Magic» e catalogado como álbum orquestral. O nome foi sacado a um poema islandês que se julga ter sido composto no século XIV ou XV. o Fusco promete estar atento a mais desenvolvimentos.

Perdido no labirinto



Guillermo Del Toro tinha um projecto ambicioso. Olhar a guerra civil espanhola através dos olhos de uma criança, cruzando-a com o género fantástico. O resultado, porém, está longe de ser brilhante. «El Labirinto del Fauno» perde-se em estereótipos morais e manipulações forçadas, nunca conseguindo realizar a missão a que se tinha proposto. E nem as fantásticas imagens conseguem compensar um filme onde reina uma patética moral.Um verdadeiro tiro ao lado.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Gigantesco


Ainda estão em grande forma mas nem por isso se vão livrar de um tributo em forma de disco. Falamos dos Pixies, uma entusiasmante banda que deu sentido e alma ao rock alternativo.
Mogwai - com uma recriação de «Gouge Away» -, British Sea Power, They Might Be Giants, J Mascis (Dinosaur Jr.), The Rosebuds e OK GO são os nomes já avançados, numa aventura que terá como título «Dig For Fire». O disco tem data de edição marcada para o dia 13 de Novembro em território americano.
Entretanto, o Fusco abre alas para deixar passar os Pixies.

Debaser (video)
Where is my mind (video)
Levitate me (video)
Gigantic (video)
Hey (video)




terça-feira, 10 de abril de 2007

Um imenso vazio



Para quem anda à procura de romance, o Fusco destaca hoje «A Herança do Vazio», de Kiran Desai, livro vencedor do Man Booker Prize 2006.

Entre a Índia e as Américas constroem-se sonhos, desfazem-se mitos, cometem-se traições, arriscam-se paixões, vivem-se tempos de grande agitação num país que vive no centro de um turbilhão político. Todas as personagens parecem conduzidas a uma tragédia irreversível, mas Desai consegue deixar entreaberta uma pequena janela de esperança. Para ler um excerto clique aqui.

A seguir, se ainda não leu, o Fusco recomenda «Shalimar o Palhaço», o fantástico romance de Salman Rushdie. Um livro que merece todas as estrelas do céu.

Muito moles


Não fosse a fantástica performance de Simão Sabrosa - cuja queda final merecia sem dúvida ter arrancado um oscar - e a águia estaria agora com as garras metidas dentro de uma tina de ovos moles, longe da carne tenra e planagens sobre a catedral do sofrimento. Se o título ficou um bocadinho mais longe, já o leão prepara-se para chamar à águia um belo e suculento naco de carne.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Um panda a dançar kuduro


Panda Bear, o rapaz de que falámos há bem pouco tempo a propósito do sublime «Person Pitch», tem concerto marcado na Grande Alface. Dia 11, no dançante B.Leza, a celebração tem início às 22h30. Para fechar a noite vai estar em palco Maio Coupé.

África à beira do Tejo


Em tempos foram os videoclubes e as imobiliárias a rebentarem como cogumelos no solo lusitano. Agora, como vegetais endiabrados, são os festivais que despontam a olhos vistos, sem precisarem de água ou adubo para um crecimento de qualidade.
Entre 28 e 30 de Junho, junto à Torre de Belém, Lisboa acolhe o África Festival. Fica desde já o alinhamento, indo o destaque do Fusco para a presença de Mayra Andrade, a mais bela cantora de Cabo Verde.
28: Mayra Andrade + Músicos do Nilo
29: Paulo Flores + Bassekou Kouyate
30: Sally Nyolo com os Studio Camaroon + Baaba Maal

A hora do adeus



«The Sopranos», a série televisiva que fez com que se conseguisse olhar para a televisão com olhos de arte, entrou na recta final da sua existência. Há dias, foi exibido nas américas o primeiro dos nove episódios da sexta série, o capítulo final de uma série absolutamente delirante e que transformou o pequeno canal televisivo HBO num sistema interplanetário de fornecedor de séries.

Desde 1999 que assistimos ao percurso de Tony Soprano, líder da família DiMeo e de grande parte dos negócios de Nova Iorque. Por debaixo de uma (aparente) vilolência brutal, existe um homem de meia idade em profunda crise existencial, cansado da sua exigente profissão, gerindo uma vida familiar entre escapadelas sexuais e aventuras furtivas de romances fugazes. Um homem que, entre actos onde não há espaço para a piedade, sofre ataques de pânico, crises de ansiedade e recorre à terapia como forma de manter os pés presos a este mundo. Um retrato mordaz da classe média americana numa das melhores séries de toda a história da televisão.

sábado, 7 de abril de 2007

Viva a parvoíce


Parvoíce (estúpida) com parvoíce (da boa) se paga. Foi assim que os Gato Fedorento se colocaram ao lado do cartaz xenófobo do PNR com a mensagem de que «Nacionalismo é parvoíce». Mesmo que o dinheiro lhes tenha saído do bolso, que não se safem de uma multa por publicidade camuflada e que o cartaz já tenha sido retirado - assim como o do PNR -, ninguém lhes tira a genial paródia a um partido que se devia dedicar a coleccionar bonecos daquela megaloja de hamburguers duvidosos. Um grande miar.